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Perda de libido em homens: o que pode estar acontecendo com você?

POR DR. PAULO EGYDIO · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

A perda de libido em homens está ligada a causas físicas ou emocionais e pode afetar a vida sexual. Hábitos de vida saudáveis podem ser considerados pelo médico como parte de uma abordagem individualizada de bem-estar sexual.

A palavra libido vem do latim e quer dizer “desejo”. Entretanto, não é incomum que, em determinados momentos da vida, esse desejo esteja em baixa e comprometa a prática sexual.

Existem diversas causas da perda de libido masculina, que podem ser físicas e emocionais. Identificá-las com orientação médica pode auxiliar na definição de possíveis condutas relacionadas ao bem-estar sexual.

Entenda possíveis fatores relacionados ao desejo sexual reduzido e conheça informações sobre abordagens discutidas na literatura médica.

O que é a baixa libido?

A libido é o impulso biológico e psicológico associado ao desejo sexual, regulado por hormônios como a testosterona e pela ação de neurotransmissores cerebrais, como dopamina e serotonina.

A baixa libido nada mais é do que a diminuição desse desejo. Ela pode afetar o comportamento sexual de homens e mulheres em diferentes momentos de suas vidas.

Nos jovens, a perda da libido em homens costuma ser temporária. Entretanto, por volta dos 30-40 anos, o declínio é mais complexo, pois a testosterona total começa a cair 1% ao ano e esse declínio afeta diretamente o desejo sexual, segundo um estudo na Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders de 2022.

Além disso, com o passar do tempo, a dificuldade de obter ou manter uma ereção pode gerar queda do interesse sexual, ao mesmo tempo em que a baixa libido pode favorecer a disfunção erétil.

Sintomas

Alguns sinais podem justificar avaliação médica, principalmente quando há interferência na qualidade da vida sexual:

  • Queda do desejo sexual persistente, mesmo diante de estímulos;
  • Fadiga e queda no desempenho;
  • Disfunção erétil associada;
  • Irritabilidade, insônia, desmotivação.

Embora os sintomas possam passar despercebidos e confundidos como normais, a persistência sugere que o equilíbrio hormonal, emocional ou físico pode estar sendo afetado.

Causas da perda de libido masculina

Fatores emocionais e psicológicos podem ser as causas mais comuns em jovens, enquanto questões de saúde físicas e problemas hormonais masculinos tendem a ser mais frequentes após os 40 anos.

  • Baixa testosterona: o hormônio é um dos responsáveis pela regulação do desejo sexual masculino. Quando seu nível diminui, ocorre redução da sensibilidade aos estímulos e do interesse sexual.
  • Depressão, estresse e ansiedade: além de reduzir a concentração e a resposta emocional ao estímulo sexual, estresse e a ansiedade elevam os níveis de cortisol. Em excesso, esse hormônio interfere na produção de testosterona e no equilíbrio dos neurotransmissores ligados ao prazer.
  • Uso de medicamentos: antidepressivos (principalmente do tipo ISRS) alteram o equilíbrio químico cerebral e, consequentemente, os neurotransmissores responsáveis pela excitação e resposta sexual.
  • Diabetes, obesidade, hipertensão e apneia do sono: essas condições crônicas afetam a circulação sanguínea, a produção hormonal e a função dos nervos, prejudicando a resposta sexual e a produção de testosterona.
  • Avanço da idade: após os 40 anos, a produção de testosterona tende a diminuir naturalmente. A testosterona baixa em homens contribui para a perda de libido nessa faixa etária.
  • Problemas de relacionamento e rotina sexual monótona: a redução da conexão e o desinteresse entre o casal pode diminuir gradualmente o desejo e a libido.

Parede branca, cama com lençol branco, sobre ela é possível ver dois pares de pés de pessoas brancas descobertos, virados para lados opostos, simbolizando a perda do interesse sexual devido perda de libido masculina

Diagnóstico

O diagnóstico da perda de libido nos homens deve ser realizado por um médico, pois combina uma avaliação clínica, hormonal e psicológica.

Durante a consulta, é muito importante entender, além das condições de saúde do paciente, o seu histórico sexual e a sua saúde mental – o que inclui níveis de estresse, ansiedade, presença de conflitos conjugais, qualidade do sono e prática de atividade física.

Alguns exames laboratoriais também são úteis para identificar o quadro, como:

  • Testosterona total e livre;
  • Hormônio luteinizante (LH);
  • Hormônio folículo-estimulante (FSH);
  • Prolactina;
  • Outros exames para investigar distúrbios metabólicos.

Fundo de parede em tom alaranjado e em primeiro plano, homem branco visto na lateral com cara de entediado. A luz de uma tela ilumina o seu rosto e a sua mão está sobre a sua bochecha, simulando um homem com baixa libido

Tratamentos para a perda de libido em homens

A abordagem clínica pode variar de acordo com as causas identificadas em avaliação médica. Por isso, o diagnóstico é tão importante.

A terapia de reposição de testosterona (TRT) é o tratamento mais lembrado. Entretanto, ele só é indicado para homens com níveis comprovadamente reduzidos de testosterona, pois é preciso evitar picos hormonais.

A TRT pode ser feita via injeções intramusculares, géis transdérmicos, adesivos ou implantes subcutâneos. O objetivo é restaurar a testosterona a níveis próximos do natural.

Como aumentar a libido masculina naturalmente?

Mudanças no estilo de vida e equilíbrio emocional podem ajudar o homem a recuperar a libido e fazem parte do tratamento. 

A prática regular de exercícios físicos, conforme orientação profissional, pode estar associada a benefícios gerais para a saúde, incluindo aspectos relacionados ao bem-estar sexual. O treino não deve ser muito intenso ou ser realizado sem repouso adequado, pois isso gera elevação crônica de cortisol e acaba tendo efeito oposto sobre o hormônio masculino.

Além disso, manter uma alimentação equilibrada e controlar o peso favorecem o metabolismo hormonal. A dieta deve conter nutrientes essenciais para a produção hormonal, circulação e equilíbrio metabólico, como zinco, selênio, antioxidantes e vitaminas A, C e E.

Dormir bem é outro fator essencial. A relação entre sono e testosterona se dá porque a maior parte da produção do hormônio ocorre durante o período de sono profundo.

Para manter a saúde mental e libido em dia, o homem pode adotar técnicas de relaxamento e buscar apoio psicológico, inclusive um terapeuta sexual. Essas estratégias podem ser consideradas como parte de uma abordagem global, sempre com acompanhamento profissional.

Se for necessário, durante o tratamento para recuperar a libido, o médico pode prescrever medicamentos para a disfunção erétil. O médico poderá avaliar, quando pertinente, medidas complementares durante o acompanhamento.

Quando considerar ajuda médica especializada

É preciso buscar auxílio quando ocorre uma mudança na libido que interfere na saúde sexual masculina ou para certificar-se sobre os tratamentos:

  • Queda persistente do desejo sexual;
  • Associação com impotência ou baixa testosterona;
  • Dúvidas sobre reposição hormonal ou tratamentos.

O urologista é o profissional de saúde preparado para ajudar em casos de queda na libido. Ele poderá tirar todas as dúvidas do paciente e indicar o melhor tratamento para cada homem.

Dúvidas frequentes

É normal perder a libido com a idade?

Com o envelhecimento, é comum uma leve redução, mas perda total ou acentuada indica algo tratável, como deficiência hormonal.

Estresse pode causar falta de desejo sexual?

Sim. O excesso de cortisol afeta os níveis de testosterona e reduz o interesse sexual.

A testosterona baixa sempre causa impotência?

Nem sempre. Pode causar queda do desejo e fadiga, mas a ereção envolve também fatores vasculares e psicológicos.

Como aumentar a libido naturalmente?

Tenha sono regular, alimentação equilibrada, pratique exercícios e evite álcool e tabaco. Procure um médico se os sintomas persistirem.

Conteúdos sobre saúde masculina no canal do Dr. Paulo Egydio

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    SOBRE O AUTOR

    Dr. Paulo Egydio

    Diretor Técnico e Médico Urologista do Egydio Medical Center. CRM-SP 67.482 · RQE 19514. Autor da Técnica de Egydio, descrita nas principais diretrizes urológicas internacionais.

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