A criptorquidia é uma condição onde os testículos não migram do interior do abdômen para a bolsa escrotal.
Isso costuma acontecer na 28ª semana de gestação, porém, questões hormonais, dentre outros, impedem esse movimento.
A seguir, saiba sobre a criptorquidia e suas complicações.
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O que é a criptorquidia?
A criptorquidia ocorre quando os testículos, ao invés de alcançarem a bolsa escrotal, ficam parados em algum ponto do canal inguinal.
Muito raramente, eles podem se localizar fora desse trajeto (testículo ectópico).
Existem dois tipos de criptorquidia: a criptorquidia unilateral e bilateral. As diferenças são:
- Bilateral: quando os dois testículos estão ausentes no escroto;
- Unilateral: quando um testículo está ausente em um dos lados do escroto.
A condição pode estar associada a alguns fatores, como hérnias, malformações do abdômen inferior, disfunções hipotalâmico-hipofisárias, hipospádia e micropênis.
Bebês prematuros e com baixo peso também tendem a nascer com testículos não descidos. Em consequência, as crianças podem sentir dor nos testículos se houver um processo inflamatório.
Outra questão relevante é que, como os testículos precisam estar a 1,5°C abaixo da temperatura do corpo humano, uma vez que o calor excessivo destrói os espermatozóides, essa condição pode impactar a fertilidade masculina ao longo do tempo.
Além disso, a aparência desigual pode se tornar um problema e trazer à tona danos psicológicos ao longo da vida.
Causas da criptorquidia
As causas da criptorquidia são diversas, incluindo histórico de criptorquidismo, prematuridade e deficiência de testosterona durante a gestação.
A exposição da mãe a substâncias tóxicas, como pesticidas, também contribui para esse problema testicular.
Já a criptorquidia em adultos é resultado da ausência de diagnóstico precoce ou da correção cirúrgica.
Diagnóstico
O diagnóstico da criptorquidia infantil é feito por meio de exame físico pelo médico.
Exames para medir taxas hormonais, ultrassonografia ou tomografia poderão ser solicitados conforme necessidade identificada pelo profissional.
A idade ideal para correção cirúrgica é entre 6 meses e 1 ano, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria.
Em crianças com idade superior a 1 ano, o procedimento corretivo para o testículo não descido é indicado após o diagnóstico, ainda de acordo com a SBP.
Cirurgia para testículo não descido
A cirurgia para testículo não descido deve ser realizada se o menino tiver mais de 1 ano e os testículos não desceram.
O tratamento, chamado pelos urologistas de cirurgia de orquidopexia, visa posicionar os testículos na bolsa escrotal.
O procedimento é feito com anestesia e o médico faz uma pequena incisão na bolsa escrotal, virilha ou abdômen, dependendo da localização dos testículos.
A cirurgia costuma ser considerada um procedimento de baixa complexidade na maioria dos casos, e muitas crianças recebem alta no mesmo dia, conforme avaliação médica. Mas o local da incisão precisa de assepsia para evitar infecções.

Mitos e verdades sobre a criptorquidia

Complicações da criptorquidia não tratada
Infertilidade masculina
A relação entre criptorquidia e infertilidade ocorre porque a temperatura do abdômen é mais alta, comprometendo a saúde dos testículos e espermatozoides.
Risco aumentado de câncer testicular
A criptorquidia está associada a um risco aumentado para câncer testicular ao longo da vida, pois eles ficam presos no abdômen ou na virilha.
Esses ambientes possuem temperatura superior a do escroto, o que prejudica as células testiculares.
O risco existe mesmo com a cirurgia de criptorquidia, principalmente se o procedimento for feito após os 2 anos de idade.
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A criptorquidia aumenta a possibilidade de infertilidade e câncer testicular, mas com diagnóstico e tratamento adequados essas complicações podem ser reduzidas.
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