Câncer de testículos: fique por dentro dos principais sintomas, fatores de risco e tratamentos

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Câncer de testículos: fique por dentro dos principais sintomas, fatores de risco e tratamentos

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O câncer de testículos é raro, mais frequente dos 15 aos 50 anos e seu principal sinal de alerta é um nódulo duro e indolor. As causas são desconhecidas, mas sabe-se que homens cujos testículos não desceram até os 3 anos e hereditariedade são fatores de risco. Saiba mais sobre.

O câncer de testículos é raro e sua maior incidência é entre os 15 e 50 anos. A condição representa 5% dos tumores malignos urológicos.

Ainda não está claro o que causa câncer nos testículos, porém, especialistas afirmam que homens cujos testículos não desceram para a bolsa escrotal até os 3 anos, infertilidade e histórico familiar são os fatores de risco mais incidentes.

Saiba mais sobre o que causa câncer no testículo, seus sintomas, tratamentos e boas práticas de prevenção no blog de hoje!

Fatores de risco

Um dos principais fatores de risco para tumor no testículo é a criptorquidia, condição na qual os testículos ficam no abdômen ao invés de descer para a bolsa escrotal. Esse movimento de descida ocorre através de um túnel do abdômen para a virilha e deve acontecer até os 3 anos.

A hereditariedade é outro fator de risco e homens com histórico familiar em parentes de primeiro grau (pai e irmãos) têm maior predisposição.

O câncer de testículos pode estar relacionado também a questões genéticas, caso da Síndrome de Klinefelter, em que o homem tem um cromossomo X a mais.

Essa síndrome aumenta o risco do tumor, porque o organismo tem baixos níveis de hormônios masculinos, como a testosterona, algo que prejudica o desenvolvimento dos testículos. Além disso, o cromossomo X extra pode causar anormalidades celulares na região.

Sinais e sintomas de câncer de testículos

Um dos primeiros sintomas de câncer de testículo é o surgimento de um nódulo duro e indolor na região que não dói, mas é perceptível quando apalpado. Conheça outros sinais:

  • Endurecimento e sensação de peso nos testículos;
  • Alteração de tamanho dos testículos (aumento ou diminuição);
  • Mudança na consistência testicular;
  • Sangue na urina;
  • Dor no baixo ventre ou virilha;
  • Sensibilidade nos mamilos;
  • Interferência na função sexual.

No caso dos tumores de estroma (que atingem o trato gastrointestinal), mais comuns na infância, os sintomas mais comuns são o aumento dos testículos e a puberdade precoce com desenvolvimento de pelos faciais e corporais antes do período normal.

Esses tumores podem atacar as células de Leydig, que produzem os hormônios masculinos, ou atingir as células de Sertoli que nutrem as células que produzem espermatozoides.

Segundo artigo da Sociedade Brasileira de Urologia, os tumores das células de Leydig representam de 1 a 3% dos tumores testiculares em adultos e 3% dos tumores testiculares em crianças – somente 10% são malignos. A mesma publicação explica ainda que os tumores das células de Sertoli são mais malignos e raros ainda, representando de 10 a 22% dos casos.

Sintomas de câncer testicular avançado

Esse tipo de tumor pode se espalhar para o abdômen, fígado, pulmões e cérebro. Em casos avançados, os sintomas do câncer de testículo são:

  1. Dor no inferior das costas;
  2. Dor no abdômen;
  3. Dor torácica, tosse com sangue ou falta de ar;
  4. Dor de cabeça ou confusão mental.

É possível detectar o câncer de testículo precocemente?

A detecção precoce do câncer testicular pode ser feita através do autoexame testicular. Médicos recomendam que a prática seja rotineira, feita uma vez por mês.

Caso o homem perceba qualquer alteração, é preciso consultar um urologista imediatamente para que ele solicite exames para confirmar se é câncer ou patologia.

O câncer de testículo tem cura?

Sim, o câncer no testículo tem cura e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, os índices são de 90% a 95%.

Mas, para entrar nessa estatística é preciso ser proativo, analisar os testículos, não ignorar nenhum sinal e buscar orientação médica.

Como o diagnóstico é feito?

O diagnóstico do tumor no testículo é feito pelo urologista. Na consulta inicial, ele faz um exame clínico e solicita exames de imagem como ultrassom dos testículos e exames laboratoriais para verificar a presença de proteínas produzidas por células cancerígenas.

Em relação à biópsia, ela raramente é solicitada em casos de suspeita de tumor no testículo; ao contrário do que acontece em casos de dúvida diagnóstica de câncer de próstata.

Tratamentos indicados

O tratamento para o tumor é recomendado conforme seu estágio. Após a realização de exames para confirmar ou descartar metástases, o médico pode recomendar:

  • cirurgia para remoção dos testículos;
  • quimioterapia ou radioterapia.

Retirar o testículo afetado não afeta a capacidade de ter ereção nem a capacidade de ter filhos, mas é recomendado guardar esperma antes do tratamento.

Dicas e hábitos para incluir na rotina

uma médica conversa com seu paciente no consultório

O câncer de testículo tem baixo índice de mortalidade, mas é importante adotar hábitos saudáveis que melhoram a saúde como um todo. No dia a dia, siga essas dicas:

  1. Não fumar e evitar álcool em excesso;
  2. Manter uma alimentação saudável;
  3. Praticar atividade física regular;
  4. Usar preservativo porque algumas ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) podem favorecer o desenvolvimento do câncer no testículo;
  5. Realizar o autoexame dos testículos mensalmente;
  6. Manter o acompanhamento com urologista para realização de check-up, o que é ainda mais importante quando há histórico de câncer na família.

Cuidar da saúde é essencial para uma vida longeva

Assim como qualquer outro câncer, o tumor no testículo é grave. Contudo, o autoexame testicular, hábitos de vida saudáveis e consultas regulares com o urologista são cruciais para evitar a doença, ou então, para a detecção precoce. Não há desculpas para não se cuidar.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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