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Sim, é possível fazer sexo com pênis torto, desde que a curvatura não cause dor durante a relação para os envolvidos.
Fazer sexo com Doença de Peyronie pode ser uma experiência preocupante. As deformidades provocadas pela fibrose peniana podem gerar desconforto e insegurança na hora H, mas, com algumas adaptações, a relação sexual pode se tornar mais confortável e segura, dependendo de cada caso.
O diagnóstico de Doença de Peyronie não exclui, necessariamente, a possibilidade de manter uma vida sexual ativa. Em muitos casos, a condição não causa impacto significativo nas relações sexuais.
Entretanto, se as alterações no pênis representam um desafio físico ou emocional na hora H, é preciso conhecer a melhor forma de evitar o impacto do Peyronie na intimidade e aproveitar a vida sexual, apesar da curvatura. Continue a leitura para saber como isso é possível!
O que é a Doença de Peyronie e como afeta a vida sexual
A Doença de Peyronie é uma condição caracterizada pelo desenvolvimento de tecido fibroso (rígido) no interior do pênis. Isso quer dizer que os tecidos perdem a elasticidade natural e, na ereção, o pênis passa a apresentar uma curvatura visível.
Em alguns casos, a perda de elasticidade acontece de ambos os lados, o que causa a perda de tamanho. Já em outros, o enrijecimento é perdido circunferencialmente, o que afina o membro. O problema pode surgir em um ponto específico ou em várias regiões ao mesmo tempo.
Além disso, outra consequência é a dificuldade em manter a firmeza durante a prática sexual. Com isso, na penetração, o pênis pode dobrar ou escapar com facilidade durante o movimento.
Desenvolver a Doença de Peyronie por si só não torna o sexo impossível ou insatisfatório. Na verdade, muitos homens têm relação sexual com pênis curvado normalmente e mantêm uma vida sexual prazerosa. Porém, quando a deformidade é mais acentuada, pode provocar desconforto ou dor durante a relação.
Além disso, a alteração na aparência do pênis muitas vezes gera insegurança, ansiedade e medo de rejeição, dificultando a obtenção ou manutenção da ereção.
Quem tem Peyronie pode ter relação sexual normalmente?
Sim. Mesmo com o diagnóstico, é possível ter ter ereção com Peyronie e manter uma vida sexual prazerosa.
Em muitos casos, a curvatura ou as alterações no formato do pênis não impedem a relação sexual, principalmente quando os parceiros adotam posições mais confortáveis e ajustam a intensidade dos movimentos.
No entanto, para alguns homens, a ereção pode vir acompanhada de desconforto ou dor no pênis, o que pode interferir na hora H. Nessas situações, é preciso respeitar os limites do corpo: quando a dor é significativa a ponto de atrapalhar a ereção ou reduzir o desejo, o homem deve ir a um urologista, que pode indicar tratamentos específicos.
Além disso, o diálogo aberto com o parceiro sexual é fundamental para adaptar a vida sexual – o que também fortalece a conexão emocional.
Como melhorar a vida sexual com Peyronie?
Para que você e seu parceiro sexual tenham uma melhor experiência ao fazer sexo com curvatura peniana, aqui estão algumas dicas baseadas em mais de 25 anos de dedicação do Dr. Paulo Egydio a homens que se encontram nessa situação:
1. Consulte um médico urologista
Busque um profissional da urologia para avaliar o seu pênis. A partir de uma conversa franca e sigilosa, seguida de exames, ele poderá diagnosticar o seu caso e iniciar um tratamento adequado totalmente personalizado.
Não deixe para depois, pois a Doença de Peyronie pode evoluir.
2. Comunicação é fundamental
A curvatura peniana, afinamento e perda de tamanho pode gerar frustrações psicológicas e ser difícil encarar os fatos. Mas, se você quer se manter ativo, é preciso coragem.
Explique para ao parceiro o que está acontecendo, para que possam, juntos, fazer as adaptações necessárias para que ambos tenham mais prazer durante essa conexão íntima.
3. Posições confortáveis para penetração
Existem posições sexuais para sexo com pênis torto, que são mais favoráveis à anatomia, como de lado ou com o parceiro deitado com o abdômen para baixo.
Tente encontrar aquela que é mais confortável para que você possa fazer a penetração sem forçar o pênis.
Além disso, cuidado com os movimentos. Quando eles são muito amplos, o membro pode escapar e, na volta, se chocar contra o corpo, causando traumas.
4. Capriche na lubrificação
Quanto mais lubrificada(o) a(o) parceira(o) e o seu próprio pênis, mais fácil será a penetração. Isso evita que a glande seja forçada e a condição fibrótica se agrave.
Quando a lubrificação estiver garantida, procure usar a mão para estabilizar no local e permitir a penetração, e, após penetrar, faça movimentos mais curtos pra evitar que o pênis escape.
Se necessário, use lubrificantes à base de água na glande e na parceira.
5. Cuidado na masturbação
A masturbação também pode forçar o pênis ereto.
O ideal é lubrificá-lo ao se masturbar e respeitar o eixo do pênis ao manipulá-lo.
6. Tenha calma
Alguns pacientes não lidam bem com a deformidade peniana do ponto de vista psicológico e isso, é claro, dificulta os bons momentos na hora H.
Para lidar melhor com a Doença de Peyronie, é importante manter a tranquilidade e seguir a orientação do urologista, que pode indicar abordagens para melhorar a qualidade da vida sexual. Se precisar, procure terapia sexual.
7. Educação sexual é fundamental
Busque conhecimento sobre sexualidade e Doença de Peyronie. Saiba mais sobre o momento que você está enfrentando para que ter mais força ao atravessar essa situação. Pode ser difícil, mas você não está sozinho!
8. Não force o pênis
Por fim, evite ao máximo forçar o pênis. Esse péssimo hábito pode gerar trauma, que causa pequenas fissuras quase imperceptíveis, mas que dão origem ou agravam as fibroses penianas.
Lembre-se que dormir de bruços também pode traumatizar o membro quando você tem ereções noturnas, assim como usar roupas muito justas enquanto se tem uma ereção.
Opções de tratamento
A Doença de Peyronie tem duas fases: a aguda ou inflamatória e a tardia ou cicatricial.
No início, o paciente nota alguma mudança de aparência e pode apresentar dor quando o membro fica ereto. Esse é o momento de buscar um urologista, pois os tratamentos podem ter bons resultados.
Agora, quando a fibrose está madura, às vezes até mesmo calcificada, o tratamento é mais complexo, com a indicação de um tratamento cirúrgico.
Existem diferentes opções de tratamento, dependendo da gravidade dos sintomas. Aqui estão alguns dos tratamentos mais comuns para a doença do pênis torto:
- Medicamentos orais: alguns médicos podem prescrever medicamentos que ajudam a reduzir a inflamação e a dor e a evitar a progressão da condição;
- Injeções: em alguns casos, medicamentos podem ser injetados diretamente na placa peniana para tentar dissolvê-la;
- Terapia por ondas de choque: este é um tratamento não invasivo que usa ondas acústicas de alta energia para melhorar a circulação sanguínea e, em alguns casos, auxiliar na estabilização da curvatura;
- Prótese peniana: são dispositivos que podem ser usados para alinhar o pênis e recuperar as dimensões do órgão de modo durador;
- Cirurgia para Doença de Peyronie: em casos mais graves, quando há dor ou dificuldade para ter relações sexuais, a cirurgia de reconstrução dos tecidos penianos pode ser considerada.
Relação sexual é possível com Peyronie, mas com cuidados
Fazer sexo com pênis torto é possível, desde que a relação seja prazerosa para todos os envolvidos. Se a curvatura for nova, estiver piorando ou causando dificuldades, o ideal é procurar um urologista.
O profissional pode fazer um exame físico e pedir exames em busca de placas de fibrose, além de indicar opções de tratamento para cada caso e dar dicas para que a hora H seja satisfatória, mas sem prejudicar o pênis.
Tire suas dúvidas com o Dr. Paulo Egydio
Fale com o urologista Dr. Paulo Egydio. Ele pode ajudar a recuperar a sua vida sexual.
O profissional cuida de condições relacionadas à saúde sexual – principalmente curvatura peniana – há mais de 25 anos e possui ampla experiência no acompanhamento de pacientes com Doença de Peyronie.
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