Conheça informações sobre a Doença de Peyronie, incluindo possíveis alterações antes e após o tratamento, bem como opções que podem ser consideradas para tratar a curvatura peniana e auxiliar a função eréctil, de acordo com a avaliação médica individual.
A Doença de Peyronie é um distúrbio que causa a formação de tecido cicatricial fibroso no pênis, resultando em curvatura anormal durante a ereção. A condição pode levar a desconforto físico, dificuldade nas relações sexuais e um consequente impacto psicológico significativo.
Nas últimas décadas, diversas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas e hoje oferecem opções eficazes para tratar essa condição. A cirurgia da Doença de Peyronie pode ser indicada em alguns casos, com o objetivo de corrigir a curvatura e auxiliar na função erétil, o que pode contribuir para a qualidade de vida do paciente.
A seguir, explicaremos o procedimento cirúrgico de forma detalhada, trazendo considerações importantes para quem recebeu essa indicação de tratamento.
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É possível reverter a Doença de Peyronie?
Em casos seleccionados, a cirurgia para a Doença de Peyronie pode ser uma opção para tratar a curvatura peniana e, quando indicado, auxiliar a função eréctil. Os possíveis benefícios dependem da condição clínica, da técnica utilizada, da evolução individual e da orientação médica.
Embora essas intervenções possam melhorar a aparência e a função do pênis, é importante lembrar que cada caso é único. Portanto, é essencial discutir todas as opções de tratamento disponíveis com um médico experiente para obter orientação antes de decidir fazer a cirurgia.
Cirurgia de Peyronie: antes e depois
A cirurgia para Peyronie tem como objetivo cuidar dos danos causados pela fibrose peniana, responsável por essa condição. Para isso, podem ser utilizadas diferentes técnicas, aplicadas isoladamente ou em conjunto, de acordo com o grau de necessidade de cada paciente.
Em determinadas abordagens cirúrgicas, o procedimento pode envolver a expansão do tecido afectado por meio de incisões planeadas, com o objectivo de melhorar o alinhamento peniano e adequar as dimensões do pénis às possibilidades anatómicas de cada caso.
Também é necessário colocar um implante peniano para dar complemento de rigidez ao órgão.
Como funciona o pré-operatório
O pré-operatório da cirurgia da Doença de Peyronie envolve diversas etapas. O processo começa com uma consulta médica para avaliar a condição do paciente e discutir as opções de tratamento, já que nem sempre a intervenção cirúrgica é necessária.
A decisão sobre a realização da cirurgia – e sobre a técnica mais adequada – depende da análise de exames, da avaliação clínica e do histórico médico do paciente.
Nessa fase, também são solicitados exames pré-operatórios, como:
- Exames de sangue – para avaliar as taxas de coagulação e o estado geral do sangue;
- Teste de ereção fármaco-induzida – o paciente recebe, por injeção, um medicamento que provoca ereção, permitindo avaliar sua capacidade erétil total;
- Ultrassonografia peniana – utilizada para analisar as estruturas internas do pênis e sua hemodinâmica, ou seja, o fluxo sanguíneo que chega aos corpos cavernosos e esponjosos.
Esses e outros testes ajudam o cirurgião a conhecer melhor a anatomia do paciente, possibilitando uma decisão mais precisa e segura quanto à necessidade da cirurgia e à técnica a ser empregada.
Ainda durante o pré-operatório, o paciente receberá orientações importantes, como interromper o uso de medicamentos que aumentem o risco de sangramento.
Seguir as orientações médicas e esclarecer eventuais dúvidas antes do procedimento é importante para reduzir riscos e favorecer uma recuperação mais adequada, dentro das particularidades de cada caso.
Por que é importante avaliar o histórico clínico do paciente?
A avaliação do histórico clínico antes da cirurgia de Peyronie é fundamental para prevenir complicações durante e após o procedimento. Além disso, essa análise permite ao cirurgião definir a abordagem cirúrgica mais adequada para cada caso.
Durante a avaliação, são considerados fatores como condições médicas pré-existentes, uso atual ou passado de medicamentos, alergias, tabagismo e problemas de coagulação, entre outros.
Com base nessas informações, o profissional pode adaptar o plano de tratamento, aumentando a segurança do procedimento e as chances de um resultado satisfatório para o paciente.
Pós-operatório: o momento de adaptação
O pós-operatório da cirurgia para a Doença de Peyronie pode variar de acordo com cada paciente. Geralmente, logo após o procedimento, é comum ocorrer inchaço, hematomas e desconforto temporário no pénis. Com o passar dos dias, esses efeitos podem diminuir progressivamente, conforme a evolução clínica e os cuidados indicados pelo médico.
Em relação à aparência, a cirurgia para curvatura peniana pode contribuir para o alinhamento do pênis, de acordo com a técnica empregada e as condições clínicas de cada paciente.
A sensibilidade e a percepção ao toque podem apresentar redução temporária, e a sua evolução varia conforme cada paciente, o tipo de procedimento realizado e o processo de recuperação.
Ao deixar a sala de cirurgia, o paciente deve seguir as orientações médicas, que incluem o uso correto de curativos, a administração das medicações prescritas e a abstinência de atividades sexuais e exercícios físicos intensos até a recuperação total.
Por fim, vale destacar que o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) proíbem a divulgação de fotos de “antes e depois” da cirurgia de Peyronie. Portanto, os médicos não podem compartilhar imagens de pacientes operados.
Principais técnicas cirúrgicas usadas para corrigir a fibrose no pênis
Atualmente, há diversas técnicas disponíveis para a cirurgia da Doença de Peyronie. A seguir, apresentamos as principais, com uma breve explicação sobre cada uma delas:
Nesbit (Plicatura)
Na técnica de Nesbit — também conhecida como plicatura — são aplicados pontos de sutura no lado oposto à curvatura do pênis, promovendo seu encurtamento para o tratamento do desvio.
Trata-se de um procedimento relativamente simples, porém com algumas limitações, como a possibilidade de redução do comprimento peniano e, em alguns casos, diminuição da rigidez durante a ereção.
Por suas características, essa técnica é mais indicada para pacientes com curvaturas menores e menos complexas.
Sliding (deslizamento ou relaxamento)
Indicada para pacientes com curvaturas mais extensas e complexas, a técnica Sliding é utilizada no tratamento cirúrgico da Doença de Peyronie.
Nesse procedimento, o cirurgião realiza incisões na túnica albugínea — tecido que reveste os corpos cavernosos do pênis — em ambos os lados da curvatura. Em seguida, as extremidades dessas incisões são deslizadas uma em direção à outra, promovendo o endireitamento do pênis.
O deslizamento pode ser finalizado com técnicas de sutura ou com o uso de enxertos, combinando diferentes abordagens de acordo com a avaliação cirúrgica e os objectivos terapêuticos de cada caso.
Enxerto peniano
Nesse procedimento, o cirurgião realiza uma incisão no tecido cicatricial do pênis, alinhando-o. No “defeito” resultante, ele em seguida, aplica um enxerto de tecido saudável para corrigir a curvatura. Esse enxerto pode ser obtido de outras áreas do corpo ou produzido a partir de materiais sintéticos.
Além de tratar o desvio, o enxerto também pode ser utilizado para alongar ou preservar o tamanho do pênis em casos em que a fibrose já tenha causado perda significativa de comprimento.
Implante peniano para Doença de Peyronie
Durante a cirurgia de Peyronie, pode ser necessário implantar uma prótese peniana. Isso acontece porque as fibroses favorecem a disfunção erétil, comprometendo a capacidade de ereção do paciente.
É importante destacar que o implante não corrige a fibrose. A sua função é auxiliar a rigidez peniana em casos de disfunção eréctil associada, quando houver indicação médica, não sendo uma solução directa para as deformidades causadas pelo tecido cicatricial fibroso.
Técnica Egydio: qualidade de vida no pós-operatório
Conhecida internacionalmente como Egydio’s Technique, a Técnica Egydio foi desenvolvida pelo Dr. Paulo Egydio e passou a ser empregada nos anos 2000.
Essa abordagem procura equilibrar a elasticidade dos tecidos penianos com base em princípios geométricos, com o objectivo de tratar a curvatura e, quando tecnicamente possível, preservar ou melhorar dimensões penianas dentro dos limites anatómicos e funcionais de cada paciente. A indicação deve ser avaliada individualmente pelo médico.
Alguns estudos descrevem abordagens reconstrutivas como alternativas que podem procurar preservar o comprimento peniano em casos complexos. A escolha da técnica deve considerar a gravidade da deformidade, a função eréctil, os riscos envolvidos e as expectativas realistas do paciente.
Agende sua consulta e tire suas dúvidas sobre a cirurgia de Peyronie
As alterações antes e após o tratamento da Doença de Peyronie devem ser discutidas de forma individualizada entre o médico e o paciente, considerando a curvatura, a função eréctil, os riscos, as expectativas e as opções terapêuticas disponíveis.
Em caso de dúvidas sobre a Doença de Peyronie e os seus tratamentos, procure avaliação com um médico habilitado, que poderá orientar a conduta mais adequada conforme o seu caso.
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