Quais são as 10 principais doenças urológicas? Confira sintomas, tratamentos e prevenção

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Quais são as 10 principais doenças urológicas? Confira sintomas, tratamentos e prevenção

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Doenças urológicas são problemas que atingem o sistema urinário e genital masculino. As mais comuns incluem infecções urinárias, cálculos renais, prostatite e câncer de próstata. Elas podem causar dor, dificuldade para urinar e outros problemas relacionados. Saiba mais!

Doenças urológicas são condições que atingem o trato urinário e o sistema reprodutor do homem. Esses problemas podem surgir em diversas partes do corpo, como rins, bexiga, uretra, próstata, e órgãos genitais, e acabam tendo um impacto significativo na qualidade de vida. 

A urologia é uma especialidade médica que se dedica ao diagnóstico e tratamento dessas condições, e sua importância é destacada pelas possíveis consequências que as doenças urológicas podem acarretar, como a infertilidade, disfunção erétil, infecções recorrentes e até a perda de função de órgãos. 

Compreender onde essas doenças se manifestam, os sintomas comuns, e como prevenir é essencial para manter a saúde urológica em dia. Acompanhe o texto para saber mais!

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Quais são as principais doenças urológicas? 

Depois de saber com quais doenças urológicas você deve se preocupar, o próximo passo é entender como elas se manifestam para que você possa procurar auxílio médico na hora certa. 

1. Cálculo renal

Conhecido também como pedra no rim, a doença é causada pela formação de cálculos endurecidos a partir de substâncias minerais que se aglutinam.

As pedras são formadas dentro dos rins, mas podem se movimentar para a uretra e bexiga para serem eliminadas. 

A doença é bastante comum, principalmente entre os homens. A baixa ingestão de água associada a uma má alimentação é um dos principais fatores para essa enfermidade. 

Sintomas: em raros casos o paciente não tem sintomas. Porém, o mais frequente são relatos de dores na região lombar (quando a pedra está parada no rim) e cólicas intensas quando o cálculo começa a se movimentar – muitas vezes, ele fica parado no ureter. 

O problema pode provocar, ainda, infecções urinárias, sangue na urina, náuseas, vômitos e febre.

2. Câncer de bexiga 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2020 e 2022 7 a cada 100 mil homens vão ser diagnosticados com o câncer de bexiga, uma doença associada principalmente ao tabagismo.

O câncer de bexiga ocorre principalmente em pacientes acima dos 55 anos de idade e costuma ser identificado em sua fase inicial, quando ainda tem boas chances de cura. No entanto, a doença pode ter recidiva e sofrer metástase. 

Sintomas: a presença de sangue na urina é o principal sintoma, e que costuma levar os homens às clínicas. Há outros sinais, como dor ao urinar, necessidade de urinar com mais frequência maior que a habitual, urgência em urinar, fluxo de urina fraco e impossibilidade de urinar. 

Sintomas não relacionados ao trato urinário também podem aparecer. É o caso de dor lombar, perda de peso e apetite, fraqueza, inchaço nos pés e dor óssea. 

3. Infecção urinária

A infecção urinária se dá quando ocorre a multiplicação bacteriana em algum segmento do trato urinário. Quando atinge a bexiga (o tipo mais comum), é chamada de cistite. Já a infecção no canal da uretra é a uretrite e, nos rins, pielonefrite.

Na maior parte das vezes, os microrganismos acessam o interior do sistema pela via ascendente, ou seja, de fora para dentro. Embora a doença urológica feminina seja predominante, homens, especialmente os mais velhos, podem ser acometidos. 

Sintomas: a infecção urinária causa dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária e pode haver corrimento com pus. Os sintomas incluem, ainda, febre, náuseas, vômito e calafrio, principalmente quando a infecção acomete os rins. 

Leia também: +7 causas de dor no canal da urina e como tratar

4. Insuficiência renal

Na insuficiência renal, os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. O problema pode ocorrer de forma súbita e rápida (aguda) ou ao longo dos anos (crônico) e de modo irreversível. A doença aguda, quando não tratada, pode evoluir para crônica. 

As consequências são graves, com impactos na regulação da pressão sanguínea, na fabricação dos glóbulos vermelhos, na condição dos ossos e na eliminação de resíduos e líquidos do organismo. Diabetes e pressão arterial alta são as principais causas.

Sintomas: em sua forma aguda, a insuficiência renal diminui a produção de urina, causa retenção de líquidos – com inchaço nos membros inferiores do corpo -, sonolência, perda de apetite, falta de ar, fadiga, náuseas, vômitos e confusão mental. 

Na forma crônica, à medida que a insuficiência progride, os sintomas começam leves, como o aumento na necessidade de urinar, inclusive à noite, e se tornam mais graves, sentindo cansaço e diminuição da capacidade mental. Além disso, impotência é outro sintoma do problema renal.

Anemias, hematomas, espasmos musculares, perda de sensibilidade em certas áreas e até mesmo convulsões podem ocorrer quando a doença está avançada. 

5. Câncer de próstata

A formação de tumores nessa glândula do sistema reprodutor masculino resulta no câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens brasileiros, de acordo com o INCA.

Esse câncer acomete principalmente homens que já estão na terceira idade. A evolução dos métodos diagnósticos e as campanhas de conscientização, como o Novembro Azul, têm contribuído para a detecção precoce e melhor abordagem da doença.

Sintomas: a maioria dos tumores localizados na região não provoca sintomas, pois cresce lentamente e são identificados nos exames periódicos com o urologista. 

Porém, quando está em estágio mais avançado, o homem pode sentir dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e ter sangue na urina. Se houver metástase, o paciente pode apresentar dor nas costas. 

6. Câncer de pênis

O câncer de pênis é uma doença rara e ao mesmo tempo preocupante, uma vez que pode gerar a amputação do membro. 

Nesta doença, as células cancerígenas se formam nos tecidos penianos. A má higiene é a grande responsável pelo problema, mas a doença também se desenvolve entre homens com determinados tipos de HPV, fimose e entre os fumantes. 

Existem cinco variações desta neoplasia e as três mais comuns são menos agressivas e se desenvolvem lentamente. Além disso, tumores benignos podem evoluir para malignos. 

Sintomas: um dos sinais mais comuns e que pode ser percebido pelo próprio homem são as alterações na pele do pênis. Ela pode mudar de cor, espessura e apresentar lesões, como uma bolha ou caroço (inclusive na virilha). 

Em alguns casos, as lesões podem produzir secreções esbranquiçadas e com forte odor. Além disso, essas lesões demoram para cicatrizar ou não cicatrizam. 

7. Deficiência androgênica do adulto

Andropausa, ou deficiência  androgênica  do  adulto, é uma síndrome que se inicia por volta dos 40 anos de idade, quando ocorre um declínio na produção de hormônios como a testosterona. 

É válido ressaltar que não há data para essa fase acabar e nem todos os homens sentem o impacto da andropausa. 

Aqueles com comorbidades como hipertensão e diabetes ou os que têm estilo de vida desfavorável (sedentários, tabagistas e alcoólatras) têm mais chances de sofrer com o problema. Vale lembrar que, ao contrário da menopausa feminina, o homem continua fértil.

Sintomas: os sintomas estão relacionados, principalmente, às alterações nas funções sexuais. 

Também é comum observar redução da libido, diminuição nas ereções involuntárias e até mesmo encolhimento dos testículos. Podem ocorrer, ainda, mudanças físicas, com destaque para o aumento da gordura corporal, e danos emocionais. 

8. Disfunção erétil

A disfunção erétil é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de obter e/ou manter uma ereção satisfatória para a penetração na maioria das relações sexuais. Realidade para metade dos homens entre 40 e 70 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), ela se dá pela redução do fluxo sanguíneo no interior do pênis.

As causas são variadas. Elas podem estar relacionadas a problemas de circulação, distúrbios hormonais, mudanças anatômicas – como afinamento, diminuição de tamanho e curvaturas penianas – e estruturais no membro, priapismo, além do uso de substâncias ilícitas e medicamentos. 

A disfunção erétil também pode ser motivada por problemas como ansiedade, depressão e estresse, que diminuem a libido e dificultam a ereção. 

Sintomas: a dificuldade ou incapacidade de ter e/ou manter a ereção, desde a penetração até o momento do orgasmo, é o principal sinal da disfunção erétil. 

Os homens que sofrem com o problema também podem ter ejaculação precoce, que ocorre com mínima erotização, e diminuição na libido. 

9. Doença de Peyronie

A formação de placas de fibrose na túnica albugínea (membrana no interior do pênis) pode diminuir a elasticidade dos tecidos, alterando a anatomia peniana e fazendo com que o homem apresente uma curvatura, afinamento ou diminuição de tamanho. Essa condição é chamada de Doença de Peyronie. Dependendo da gravidade da curvatura, a condição pode impactar a função sexual.

As fibroses surgem, na maioria das vezes, por traumas e microtraumas que ocorrem durante a relação sexual. Ereções de má qualidade, comuns nos homens com disfunção erétil, idade, diabetes e cirurgia na próstata também favorecem o problema.

Sintomas: o Peyronie pode ser visivelmente notado quando o pênis está ereto, pois ele deixa o pênis torto, afinado e/ou reduz o seu tamanho, dada a limitação dos tecidos penianos. 

Em alguns casos, o homem pode sentir o nódulo com as mãos

O paciente encontra, ainda, dificuldades na hora H. Ele pode ter dificuldade de ter e/ou manter uma ereção e sentir dor quando o pênis estiver ereto. 

Como a doença prejudica a vida sexual, o paciente também pode sofrer com problemas de saúde mental.

10. Fimose

Na fimose, o homem tem dificuldade para expor a glande (cabeça do pênis) devido ao excesso de pele no prepúcio (pele que reveste a glande). Em alguns casos, é impossível expor a glande.

A condição é comum em bebês e crianças pequenas, mas tende a desaparecer naturalmente até os cinco anos de idade. No entanto, quando a pele não cede, é preciso operar. 

Adultos também podem desenvolver a fimose. Infecções ou doenças de pele podem ser as causadoras da condição nessa fase da vida. 

Sintomas: além da dificuldade ou impossibilidade de retrair o prepúcio para expor a glande, a fimose causa dores e inflamação na região. Pode estar associada a febre. 

Como consequência, a higiene do pênis fica prejudicada, o que pode levar a complicações como balanopostite, câncer de pênis, entre outras. 

Onde as doenças urológicas se manifestam?

As doenças urológicas podem afetar diversas áreas do sistema urinário e reprodutor, como rins, bexiga, próstata e uretra

Problemas nos rins, como pedras e insuficiência renal, podem causar dor intensa e complicações graves, enquanto infecções urinárias, câncer de bexiga e incontinência urinária afetam significativamente o conforto e a função urinária.

Além disso, a próstata, quando acometida por condições como HPB, prostatite ou câncer, pode causar dificuldade para urinar e exigir tratamento cirúrgico. 

Estreitamentos da uretra e problemas nos órgãos genitais masculinos, como espasmos no pênis, disfunção erétil e curvatura peniana, também impactam a saúde sexual e reprodutiva, podendo levar à disfunção erétil e impotência, especialmente quando associados a infecções urinárias.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas mais comuns de doenças urológicas incluem dor ou desconforto ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de urgência para urinar. 

Também é comum observar mudanças na cor ou no cheiro da urina, presença de sangue, além de dor na região pélvica ou lombar. Esses sintomas podem indicar infecções urinárias, cálculos renais ou problemas na bexiga.

Outros sinais incluem dificuldade para iniciar ou manter o fluxo urinário, incontinência e, em homens, alterações na função sexual, como disfunção erétil. Esses sintomas podem estar associados a condições como hiperplasia prostática benigna, prostatite ou câncer de próstata. 

O que fazer para evitar e prevenir problemas urológicos?

Para evitar problemas urológicos, é importante adotar uma rotina mais saudável e que beneficie o sistema urinário e reprodutor. Manter-se hidratado ajuda na função renal e previne infecções. Boa higiene íntima, especialmente após relações sexuais, é essencial para evitar infecções urinárias. 

Uma alimentação balanceada e exercícios regulares também são importantes para a saúde urológica. Além disso, é importante realizar exames regulares com um urologista. Afinal, esse cuidado ajuda na prevenção e detecção precoce de problemas.

Consulte um urologista de confiança

As doenças urológicas exigem atenção e cuidado, pois podem impactar profundamente a qualidade de vida. Quanto antes houver um diagnóstico e tratamento adequado, melhor será para evitar complicações. 

O Dr. Paulo Egydio, urologista e andrologista, atua em casos de curvatura peniana, realizando avaliação individualizada e propondo abordagens de acordo com cada situação clínica.

Se você está preocupado com sintomas urológicos ou quer uma avaliação especializada, agende uma pré-análise com o Dr. Paulo, que está preparado para proporcionar o melhor cuidado e suporte para sua saúde. Não deixe sua saúde para depois, cuide-se hoje.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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