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O tratamento da disfunção erétil falhou? Saiba os próximos passos

POR DR. PAULO EGYDIO · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

Injeção intracavernosa, terapia de ondas de choque e implante peniano são alternativas que podem ser consideradas quando a resposta à medicação oral é insuficiente.

É comum que os homens se sintam frustrados ao perceber que o tratamento da disfunção erétil não foi eficaz. Isso pode ocorrer por fatores físicos, psicológicos ou até mesmo pelo uso de determinados medicamentos.

Nesses casos, é fundamental informar o urologista para que ele identifique as causas da falta de resposta ao tratamento e indique a melhor abordagem alternativa.

A seguir, conheça as possíveis causas da resistência aos medicamentos para ereção e os próximos passos no tratamento.

Por que o tratamento da disfunção erétil pode falhar

A falha no tratamento da disfunção erétil pode ocorrer devido a condições físicas, fatores psicológicos ou interações medicamentosas. 

Causas físicas mais comuns

Um artigo da Oxford University Press mostra que os medicamentos para disfunção erétil podem não funcionar bem quando o mecanismo natural da ereção está comprometido.

Doenças como diabetes e problemas cardiovasculares podem prejudicar os nervos e reduzir o fluxo de sangue para o pênis, dificultando a ereção.

Outras condições, como Doença de Peyronie e baixa testosterona (hipogonadismo), também podem diminuir a eficácia dos medicamentos.

Fatores psicológicos e emocionais

Ansiedade, depressão e estresse interferem na resposta sexual. 

Esses fatores psicológicos dificultam o relaxamento dos vasos sanguíneos, o que impede a chegada de sangue necessária para a ereção.

Interações medicamentosas

Alguns medicamentos podem reduzir o efeito dos remédios para ereção:

  • Antidepressivos: podem diminuir o desejo sexual e interferir nos sinais do cérebro relacionados à ereção.
  • Nitratos: usados em doenças cardíacas, podem causar queda perigosa da pressão arterial quando combinados com medicamentos para ereção.

E o que fazer quando o tratamento da disfunção erétil falhou?

Um artigo da Translational Andrology and Urology destaca que o futuro do tratamento está na abordagem individualizada para cada paciente.

Isso pode incluir a combinação de diferentes abordagens, como:

  • remédios, 
  • terapia por ondas de choque, 
  • uso de dispositivo a vácuo, 
  • e acompanhamento psicológico.

Quando essas opções não produzem os resultados esperados, o implante peniano pode ser considerado como uma alternativa adicional.

Próximos passos após falha do tratamento

1 – Reavaliação médica completa

Uma nova avaliação com o urologista é essencial para revisar o tratamento da disfunção erétil.

A consulta inclui exame físico para identificar possíveis alterações, como nódulos. O médico também avalia o uso do medicamento — dose, tempo de ação e se houve estímulo sexual adequado.

Além disso, são analisados fatores psicológicos, uso de outros medicamentos, hábitos como tabagismo e consumo de álcool. 

Ao final, podem ser solicitados exames para investigação mais detalhada.

2 – Exames diagnósticos adicionais

O urologista pode solicitar exames de sangue para avaliar hormônios, glicemia e colesterol.

Também podem ser feitos exames de imagem, como o ultrassom com Doppler, para analisar o fluxo sanguíneo no pênis.

Tratamentos alternativos e avançados

Tratamento Indicação principal
Injeções intracavernosas Indicadas para homens que não respondem aos medicamentos orais ou têm contraindicações
Dispositivos de vácuo Alternativa que ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo no pênis
Implantes penianos Indicado quando medicamentos e outras terapias não apresentam resultados
Terapia de ondas de choque Indicada para casos leves a moderados, com foco na melhora da circulação sanguínea

Injeções intracavernosas

  • Aplicadas diretamente no pênis de 5 a 20 minutos antes da relação.
  • Devem ser usadas no máximo duas vezes por semana, com intervalo de 48 horas entre as aplicações.
  • É importante alternar os lados para evitar fibrose.

Dispositivos de vácuo

  • Funciona por meio de um tubo que cria pressão e ajuda o sangue a entrar no pênis.
  • Após a ereção, utiliza-se um anel na base por até 15–20 minutos.
  • O uso contínuo pode melhorar a circulação local.

Implantes penianos

Indicado quando outros tratamentos não funcionam.

  • Maleável: mantém o pênis semirrígido e pode ser ajustado manualmente.
  • Inflável: permite ereção mais natural por meio de uma bomba no escroto. 

Terapia de ondas de choque

A terapia de ondas de choque é um tratamento que pode contribuir para a melhoria da circulação sanguínea no pênis e potencialmente favorecer ereções mais naturais em determinados casos.

Leia mais: Qual é o melhor? Injeção peniana, Tadalafila ou Sildenafila?

A importância do apoio psicológico

Além de conversar com o urologista, o apoio psicológico é fundamental quando o tratamento da disfunção erétil não apresenta os resultados esperados. 

Ele ajuda a identificar e tratar fatores como ansiedade de desempenho, estresse e insegurança, que interferem na resposta sexual.

A terapia sexual pode contribuir para o autoconhecimento, apoiar o desenvolvimento da confiança e favorecer uma vivência mais saudável da sexualidade, complementando os tratamentos médicos.

Mudanças no estilo de vida que podem ajudar

Confira na tabela a seguir, mais dicas de autocuidado para o tratamento da disfunção erétil:

Infográfico explicando como potencializar o tratamento da disfunção erétil: estilod e vida saudável, praticar atividade física e controlar doenças crônicas.

Quando procurar um urologista especializado

Ereções fracas persistentes e sintomas como ansiedade são sinais de alerta.

Com acompanhamento médico, pode ser possível identificar a causa subjacente, ajustar a abordagem terapêutica e considerar a combinação de diferentes estratégias de tratamento conforme apropriado para cada caso.

Preencha o formulário de pré-análise para tirar suas dúvidas com o Dr. Paulo Egydio, especialista em disfunção erétil.

Escrito por

Dr. Paulo Egydio

Médico urologista · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

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    Dr. Paulo Egydio

    Diretor Técnico e Médico Urologista do Egydio Medical Center. CRM-SP 67.482 · RQE 19514. Autor da Técnica de Egydio, descrita nas principais diretrizes urológicas internacionais.

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