Pressão alta causa impotência: mitos e verdades sobre a relação entre hipertensão e disfunção erétil

Pressão alta causa impotência: mitos e verdades sobre a relação entre hipertensão e disfunção erétil

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É importante separar as consequências do problema de saúde com a ação dos medicamentos; tire suas dúvidas sobre o tema.

Pressão alta causa impotência? Essa é uma dúvida que muitos homens têm, principalmente aqueles que sofrem com a hipertensão arterial, o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, doenças renais crônicas e mortes prematuras.

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde indicam que 32% dos adultos têm pressão alta – entre os idosos, o índice chega a 60%.

O que muitos pacientes não sabem é que existe, sim, uma relação entre a doença e a disfunção erétil. Estudos apontam que há uma ocorrência maior de impotência em hipertensos quando comparados a grupos de pacientes sem a condição.

Por isso, além de ser importante o tratamento adequado da hipertensão para melhor qualidade de vida, é fundamental buscar auxílio médico em casos em que os problemas de ter ou manter uma ereção se manifesta.

Vamos entender um pouco mais a relação entre a hipertensão e a disfunção erétil.

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Hipertensão: o que é e qual é a relação com a disfunção erétil

Homem com um equipamento medidor de pressão alta preso no pulso.

A hipertensão arterial aumenta os níveis de pressão sanguínea nas artérias. Assim, o coração precisa se esforçar mais para distribuir o sangue igualmente pelo corpo.

Se levarmos em consideração que a ereção é causada por um aumento no fluxo sanguíneo nas artérias do pênis, fica fácil compreender que a dificuldade de dilatação delas pode causar problemas de disfunção erétil.

Outros aspectos podem tornar esse cenário ainda mais complicado. São considerados fatores de risco para a dificuldade de ter e manter ereção o diabetes, o sedentarismo, o colesterol alto, a obesidade e o tabagismo. 

Portanto, buscar uma melhor qualidade de vida em geral é fundamental para prevenir ou minimizar os riscos de disfunção erétil.

Confira: Disfunção erétil em homens jovens: causas e abordagens de tratamento

Pressão alta causa impotência: mitos e verdades sobre a relação entre impotência sexual e hipertensão

O simples fato de ter um diagnóstico de hipertensão não significa necessariamente que o paciente vá apresentar disfunção erétil. O que ocorre é que, muitas vezes, ambos os problemas acontecem na mesma faixa etária, ou seja, em homens acima dos 40 anos.

Portanto, a pressão alta pode, sim, ser um fator causador da disfunção erétil e o seu tratamento pode ajudar a atenuar os sintomas da impotência. Com o passar do tempo, a normalização do fluxo sanguíneo tende a fazer com que o paciente tenha ereções mais consistentes – isso se não existirem outros problemas associados.

Porém, é imprescindível que o caso seja avaliado por um profissional de saúde. Isso porque, em algumas situações, os medicamentos para pressão alta podem interferir nas ereções.

É o caso dos chamados betabloqueadores, uma classe de medicamentos que reduz a frequência cardíaca e a força das contrações do músculo cardíaco. Os diuréticos, por sua vez, podem levar à desidratação e, consequentemente, ao desequilíbrio eletrolítico.

Nesses casos, é preciso encontrar alternativas de remédios que possam combater a hipertensão, mas diminuindo os efeitos colaterais indesejados. O importante é ter ciência de que deixar de fazer o tratamento definitivamente não é a melhor opção.

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Principais fatores de risco da hipertensão

Alguns fatores de risco podem aumentar as chances de que o paciente desenvolva hipertensão. Em geral, não é apenas uma característica isolada que leva à pressão alta, mas sim a combinação de alguns deles. Conheça os principais:

  • Idade: o risco de hipertensão aumenta com a idade. A pressão arterial tende a aumentar naturalmente à medida que envelhecemos.
  • Histórico familiar: se há casos na família, o risco de desenvolver a condição é maior.
  • Raça: uma pesquisa realizada entre um professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, junto com pesquisadores da Harvard Medical School, em 2017, revelou que certas raças, como afrodescendentes, têm maior propensão à hipertensão. 
  • Estilo de vida: aspectos relacionados ao estilo de vida podem aumentar o risco, como uma dieta rica em sódio, baixa ingestão de potássio, falta de atividade física, consumo excessivo de álcool e tabagismo.
  • Obesidade: o excesso de peso coloca uma pressão adicional sobre o sistema cardiovascular, aumentando o risco de hipertensão.
  • Inatividade física: a falta de exercício regular também pode contribuir para o desenvolvimento da hipertensão.
  • Tabagismo: o tabagismo pode danificar as artérias e aumentar a pressão arterial.
  • Estresse: embora a relação entre estresse e hipertensão não seja totalmente compreendida, situações de estresse crônico podem contribuir para o desenvolvimento da condição.
  • Outras condições médicas: diabetes, doenças renais e distúrbios hormonais podem aumentar o risco de hipertensão.

Confira: Cuide da saúde sexual em todas as idades. Veja 7 dicas essenciais

Como prevenir a hipertensão: a relação entre estilo de vida e saúde sexual

Homem sentado na beira da cama com as mãos na cabeça, o que dá a sensação de que ele está preocupado., referenciando um homem que sofre de disfunção erétil e hipertensão. Ele está de short azul e sem camisa.

A prevenção da hipertensão envolve principalmente a adoção de um estilo de vida saudável, o que deve impactar positivamente também na saúde sexual. Aqui estão algumas práticas que podem ajudar a prevenir a hipertensão.

1. Adote uma dieta mais saudável

Reduza o consumo de sódio (sal) na alimentação, pois o excesso de sal pode contribuir para o aumento da pressão arterial. Adote uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e alimentos com baixo teor de gordura saturada.

2. Faça atividade física regular

Mantenha um estilo de vida ativo com pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana. A atividade física regular ajuda a manter um peso saudável e contribui para a redução da pressão arterial.

3. Controle o peso

Manter um peso saudável é fundamental para prevenir a doença. A obesidade está associada a um maior risco de pressão arterial elevada.

4. Pare de fumar

O tabagismo danifica os vasos sanguíneos e aumenta o risco de hipertensão. Parar de fumar traz benefícios significativos para a saúde cardiovascular.

5. Reduza o estresse

Práticas de gerenciamento de estresse, como meditação, yoga e técnicas de relaxamento, podem ajudar a controlar a pressão arterial. O estresse crônico pode afetar negativamente a saúde sexual, e a gestão eficaz do estresse é benéfica em várias áreas da vida.

Além das dicas acima, faça exames de saúde regulares para monitorar a pressão arterial e outros fatores de risco cardiovascular. O acompanhamento médico com um urologista também pode abordar preocupações específicas relacionadas à saúde sexual.

Deixe a vergonha de lado e foque naquilo que é mais importante: a sua saúde. A hipertensão por si só não deve ser um problema para a sua vida sexual.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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