O que é a síndrome cardiorrenal? Confira consequências e tratamentos

homem vestindo blusa azul com a mão no peito

O que é a síndrome cardiorrenal? Confira consequências e tratamentos

Navegue pelo conteúdo

Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

A síndrome cardiorrenal é a doença que atinge o coração e os rins simultaneamente. Pressão alta, diabetes e idade avançada são os fatores de risco. A doença afeta os vasos sanguíneos, por isso, atrapalha a circulação e nos homens pode causar disfunção erétil. Saiba mais sobre esse problema.

O que é a síndrome cardiorrenal?

A síndrome cardiorrenal é uma doença que altera o funcionamento do coração e dos rins ao mesmo tempo. Trata-se de uma condição grave, visto que os órgãos atingidos desempenham funções importantes.

Por exemplo: quando há uma disfunção aguda ou crônica no coração, isso atinge os rins. Uma pessoa com insuficiência cardíaca é mais propensa a uma insuficiência renal aguda.

O termo síndrome cardiorrenal foi usado pela primeira vez em 1951, conforme o artigo “Síndrome Cardiorrenal Aguda: Qual Critério Diagnóstico Utilizar e sua Importância para o Prognóstico”, publicado na National Library of Medicine (NIH).

Este mesmo estudo destaca a existência de cinco tipos. Duas acometem o coração, duas os rins e uma compromete ambos os órgãos.

Tipos de síndrome cardiorrenal

As categorias de síndrome cardiorrenal diferenciam-se conforme o órgão afetado. Confira:

Síndrome cardiorrenal tipo 1 (SCR-1)

Também chamada de síndrome cardiorrenal aguda.

É um quadro de disfunção cardíaca grave, como o infarto, problemas nas válvulas cardíacas ou tromboembolismo pulmonar que provoca uma disfunção renal.

O fator de risco para a síndrome cardiorrenal tipo 1 são os episódios de pressão alta, diabetes e alterações renais que precisam de internação.

aparelho de medir pressão com ponteiro no número 140 que está em vermelho

Os níveis elevados de açúcar no sangue podem danificar os glomérulos, pequenos vasos sanguíneos dos rins.

Neste caso, é feita a medição de creatinina no sangue. Esta substância é produzida pelos músculos e eliminada pelos rins.

Se houver excesso de creatinina é sinal de comprometimento renal. Isso porque uma das funções dos rins é filtrar o sangue para eliminar toxinas e excesso de líquidos.

Com a obstrução dos vasos sanguíneos dos rins, o órgão não consegue trabalhar. Os resultados são a diminuição da urina e acúmulo de toxinas e a alteração no funcionamento dos rins.

A pressão alta também é perigosa. Ela enrijece os vasos sanguíneos renais, reduzindo o fluxo sanguíneo da região.

Síndrome cardiorrenal tipo 2 (SCR-2)

Problema crônico que une problemas cardíacos e renais, no qual a insuficiência cardíaca crônica e doenças cardíacas congênitas evoluem para insuficiência renal crônica.

Os fatores de risco para síndrome cardiorrenal 2 são diabetes, hipertensão, doenças coronárias e idade avançada.

A alteração renal potencializa os casos de hospitalização e de mortalidade nos diagnósticos de insuficiência cardíaca crônica.

Dois sinais indicam o comprometimento problema renal da SCR-2:

  • níveis elevados de albumina, proteína que não é encontrada na urina, porque é filtrada pelos rins;
  • proteinúria, quando os rins eliminam quantidade exagerada de proteínas na urina, principalmente a albumina.

Síndrome cardiorrenal tipo 3 (SCR-3)

A SCR-3 é caracterizada pela piora repentina das funções renais resultando em disfunção cardíaca aguda. Pode ser decorrência de:

  • Glomerulopatia: danos aos glomérulos, pequenos vasos sanguíneos dos rins;
  • Doença renal isquêmica: redução do fluxo sanguíneo nos rins;
  • Infecções graves ou reações alérgicas a medicamentos.

Os rins livram o organismo de toxinas e do excesso de líquidos. Mas, quando não funcionam adequadamente os níveis de potássio aumentam. Isso enfraquece os músculos como um todo, incluindo os do coração. Além do mais, muito potássio altera os batimentos, elevando o risco de parada cardíaca.

Síndrome cardiorrenal tipo 4 (SCR-4)

Também chamada de síndrome reno-cardíaca crônica.

Acontece quando a doença renal crônica já existente enfraquece a função cardíaca.

A deterioração renal contribui para o aumento da pressão arterial. Isso porque os rins eliminam toxinas, dentre elas, o sódio. Se a função renal está enfraquecida, o sódio fica no organismo e a pressão sobe.

Os fatores de risco para síndrome cardiorrenal 4 são: envelhecimento, diabetes e pressão alta.

Síndrome cardiorrenal tipo 5 (SCR-5)

A síndrome cardiorrenal tipo 5 (SCR-5) é o comprometimento simultâneo do coração e dos rins. As causas associadas a SCR-5 são:

Sepse

Popularmente conhecida como “infecção generalizada”. É a resposta exagerada do organismo a uma infecção com poder de provocar insuficiência cardíaca. A sepse também atinge os rins, aumentando os níveis de creatinina e ureia.

Condições agudas

Alguns antibióticos e anti-inflamatórios reduzem a capacidade dos rins em filtrar toxinas.

O lúpus está relacionado à síndrome cardiorrenal 5. Essa doença autoimune ataca principalmente os rins, prejudicando a filtragem de proteínas que vão parar na urina.

Condições crônicas

Na cirrose os rins também são prejudicados. O fígado filtra o sangue, removendo as toxinas. Ele leva essas toxinas para os rins que as expulsam do organismo pela urina.

Há ainda a relação entre diabetes e doença renal crônica. O excesso de açúcar compromete os vasos sanguíneos dos rins que não conseguem filtrar as impurezas do sangue, que atacam os rins.

Qual a relação entre síndrome cardiorrenal e disfunção erétil?

A síndrome cardiorrenal se relaciona à disfunção erétil, pois afeta a circulação sanguínea. Problemas como diabetes e hipertensão são riscos para a síndrome cardiorrenal. O excesso de açúcar no sangue obstrui vasos sanguíneos e nervos.

Isso atrapalha o sistema vascular, impedindo que o fluxo sanguíneo no pênis seja satisfatório. Consequentemente, não há ereção ou ela não se mantém por muito tempo.

A hipertensão favorece a disfunção erétil, aumentando a pressão que o coração precisa fazer para bombear o sangue. A sobrecarga danifica os vasos sanguíneos, incluindo os responsáveis pela ereção.

Então, quem sofre com a síndrome tem disfunção erétil?

Homens com síndrome cardiorrenal estão mais propensos a ter dificuldade de ereção. É preciso atenção extra caso o homem tenha muito açúcar no sangue e pressão alta, independentemente de estarem atrelados à disfunção cardiorrenal.

Hábitos saudáveis como alimentação balanceada, prática regular de exercícios, consumo moderado de bebidas alcoólicas e evitar o uso de drogas podem contribuir para a saúde geral e o bem-estar, incluindo a saúde sexual.

Sintomas de disfunção erétil na síndrome cardiorrenal

Os sinais de disfunção erétil na síndrome cardiorrenal não diferem da DE não ligada à síndrome:

Apresentando esses sinais, o homem deve buscar orientação de um urologista.

Qual é o tratamento mais indicado?

O tratamento da síndrome cardiorrenal deve ser individualizado. Entretanto, deve ser em conjunto com o cardiologista e o nefrologista (especialista em rins).

Quando crônica, a abordagem é evitar a sobrecarga da função cardíaca.

Na versão aguda, a hospitalização é importante para recuperar o coração.

Algumas pessoas com síndrome cardiorrenal aguda precisam de hemodiálise. Nessa terapia, o paciente fica conectado ao dialisador, máquina que faz o trabalho dos rins. Durante a sessão, o sangue circula por esse rim artificial e tem as toxinas removidas.

Como prevenir a disfunção erétil em pacientes com doenças renais?

A prevenção da disfunção erétil nas doenças renais envolve:

  • Controle da doença renal com medicação ajustada ao caso
  • Manutenção da saúde cardiovascular com medicação personalizada a situação
  • Boa alimentação e atividade física

A síndrome cardiorrenal é uma condição médica que atinge o coração e os rins. Quando o diagnóstico está fechado é importante seguir à risca as orientações médicas: tomar a medicação e cuidar da alimentação. Este cuidado ajuda a prevenir pressão alta e diabetes atreladas à doença.

Nos homens, a síndrome cardiorrenal afeta a capacidade erétil. Em casos de disfunção erétil, associados a ela ou não, é importante ter acompanhamento com urologista é importante. Faça uma pré-análise com o Dr. Paulo agora mesmo para cuidar da sua saúde e receber orientações que podem ajudar a reduzir o risco de complicações.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

Leituras Relacionadas