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Herpes genital é uma infecção viral transmitida a partir de relações sexuais que causa feridas na região íntima, e que não tem cura. Saiba como se prevenir!
A herpes genital é uma infecção comum entre pessoas sexualmente ativas e requer atenção para prevenção e controle. Essa infecção sexualmente transmissível (IST) é altamente contagiosa e pode ser assintomática, o que faz com que muitos parceiros sexuais transmitam o vírus sem saber que estão infectados.
A IST afeta a região genital e pode causar feridas dolorosas nessa área. Com o tratamento adequado, muitos pacientes conseguem reduzir a frequência e a intensidade dos surtos.
A seguir, entenda quais são os sintomas da herpes, como acontece a transmissão, quais os tratamentos disponíveis e, principalmente, como prevenir essa infecção.
O que é herpes genital?
A herpes genital é uma infecção causada pelo herpes-vírus simples humano tipo 1 (HSV-1) ou tipo 2 (HSV-2). Eles costumam afetar as mucosas, sendo o HSV-1 o causador da herpes labial (mas também pode afetar a região genital) e o HSV-2 é mais frequente nas infecções genitais e geralmente transmitido pelo contato sexual.
O vírus se instala nos nervos da região afetada e pode permanecer inativo por longos períodos, sem que a pessoa saiba que detém o vírus. No entanto, quando o sistema imunológico fica enfraquecido, ele pode ser reativado e causar novos surtos. Isso significa que, mesmo sem contato recente com uma pessoa infectada, os sintomas podem aparecer.
Além das mucosas, quando está ativo, o vírus pode afetar outras áreas do corpo, como os glúteos e coxas, especialmente durante surtos recorrentes.
É grave ter herpes genital?
Embora não seja uma doença fatal, a herpes genital é bastante incômoda, causa dor e aumenta o risco de contrair outras infecções sexualmente transmissíveis. Em alguns casos, a infecção pode levar a complicações como infecções secundárias causadas por bactérias, e, ainda, pode infectar a córnea do olho e o cérebro.
As principais preocupações são com pessoas imunossuprimidas, como aquelas que vivem com HIV, pois a infecção pode se agravar com mais facilidade, e com gestantes, pois o vírus pode ser transmitido ao bebê no parto (herpes neonatal), uma condição rara, mas potencialmente fatal.

Sintomas de herpes genital
Os sintomas de herpes genital podem variar. Enquanto algumas pessoas têm feridas dolorosas, outras não apresentam sintomas.
Os principais sinais para ficar atento são:
- Pequenas bolhas ou feridas doloridas na região genital, anal ou ao redor da boca;
- Coceira, queimação ou formigamento antes ou durante as lesões;
- Vermelhidão e inchaço na área afetada;
- Inchaço nos linfonodos da virilha (ínguas);
- Dor ao urinar, principalmente se houver lesões na uretra;
- Febre, mal-estar e dores no corpo em alguns casos;
- Dores musculares e fadiga em surtos mais severos.
Os sintomas podem ser mais intensos no primeiro surto, com maior número de lesões e duração prolongada. Nos surtos seguintes, os sintomas costumam ser mais leves e duram menos tempo. Algumas pessoas podem sentir sintomas leves, como apenas uma leve coceira, sem o aparecimento de feridas visíveis.
Entretanto, é importante lembrar que mesmo os pacientes assintomáticos ou aqueles que não estão com o vírus ativo no momento continuam transmitindo o vírus, pois ele permanece no organismo para sempre.
Como saber se é herpes ou não?
Embora os sintomas de herpes sejam característicos, o paciente pode confundir-se, pois há outras doenças que têm sintomas parecidos.
Por isso, o diagnóstico de herpes genital sempre deve ser feito por um médico, após o contato com uma pessoa infectada ou ao menor sinal de sintomas.
Quantos dias dura o herpes genital?
O primeiro surto pode durar de 10 a 20 dias, enquanto os surtos recorrentes geralmente duram entre 5 e 10 dias. Esse tempo pode variar conforme a imunidade da pessoa e a rapidez com que o tratamento é iniciado.
Nos surtos mais leves, os sintomas podem desaparecer em menos tempo. Alguns estudos sugerem que fatores como imunidade e início precoce do tratamento podem influenciar nesse processo.
Causas da herpes genital
A herpes genital acontece pelo contato com o vírus HSV-1 ou HSV-2, geralmente em relações sexuais sem proteção. No entanto, também pode ser transmitida pelo contato direto com a lesão, mesmo sem penetração, como, por exemplo, durante o beijo ou sexo oral.
A transmissão pode ocorrer mesmo sem sintomas aparentes, pois o vírus pode estar presente nas secreções com o agente causador, por exemplo, ao beijar ou compartilhar objetos.
É possível pegar herpes genital sem ter relação sexual?
Sim. Embora a transmissão seja mais comum pelo contato íntimo, também pode ocorrer por beijos, compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, lâminas de barbear e seringas, e contato direto com a lesão de uma pessoa infectada.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de herpes genital deve ser feito por um médico.
Uma avaliação clínica dos sintomas e na observação das lesões são fundamentais, mas exames laboratoriais específicos vão ajudar a diferenciar a doença, que tem sintomas parecidos com dermatites, sífilis e candidíase. Em alguns casos, pode ser necessário coletar amostras das lesões para análise.
Em casos recorrentes ou assintomáticos, exames de sangue podem identificar qual tipo de herpes está presente no organismo.
O SUS oferece gratuitamente os exames de detecção em suas unidades.
Qual exame para detectar herpes genital?
Os principais exames incluem:
- Cultura viral: feita a partir de uma amostra da lesão;
- PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): detecta o DNA do vírus e é mais sensível;
- Testes sorológicos: indicam a presença de anticorpos contra o HSV no sangue.
Tratamentos recomendados
O tratamento para herpes genital é realizado com o uso de antivirais. Aciclovir, valaciclovir e famciclovir são os mais indicados.
Como não há cura para a infecção, o objetivo dos medicamentos é ajudar a diminuir a duração dos surtos e a reduzi-los no futuro.
Em alguns casos, pode ser indicado um tratamento supressivo para reduzir a frequência ou intensidade das recorrências, ou seja, o uso de medicamentos mesmo quando a pessoa não está apresentando sintomas.
Além dos medicamentos, manter um estilo de vida saudável, reduzir o estresse e evitar gatilhos para surtos vão fortalecer o sistema imunológico para complementar a eficácia do tratamento.

Como evitar o aparecimento de herpes genital?
A prevenção do herpes genital inclui medidas importantes, principalmente na hora H, como:
- Sempre usar preservativos durante as relações sexuais;
- Evitar contato direto com lesões visíveis;
- Manter a imunidade alta com alimentação equilibrada e redução do estresse;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Consultar um médico para avaliar a necessidade de testes de detecção;
- Conversar com o parceiro sobre a infecção e formas de prevenção.
Além disso, pessoas com surtos frequentes podem conversar com o médico sobre a possibilidade de tratamento preventivo contínuo.
É possível manter relações sexuais tendo herpes genital?
Apesar de herpes genital e relações sexuais estarem diretamente ligadas, é possível manter uma vida sexual ativa e segura, reduzindo as chances de transmissão para o parceiro.
Além do tratamento supressivo, que vai prevenir a transmissão, é possível adotar alguns cuidados para minimizar o risco durante o sexo. A precaução mais importante é usar preservativo de forma correta em todas as relações. Além disso, é indicado evitar contato oral-genital durante surtos ativos, pois é quando o vírus é mais contagioso.
Saber como identificar os sintomas e se prevenir é essencial para cuidar da saúde e evitar a transmissão para outras pessoas, mas também para manter a qualidade de vida sexual.
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