Como manter o equilíbrio hormonal sempre em dia?

homem andando em cima de tronco tentando manter o equilíbrio

Como manter o equilíbrio hormonal sempre em dia?

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Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

Os hormônios são substâncias químicas que regulam diversas funções do organismo. Para os homens, a testosterona está relacionado às características físicas, humor e a prática sexual. Uma das formas de manter o equilíbrio hormonal é cuidar da alimentação. Saiba mais sobre o assunto neste guia.

Hoje explicaremos a importância do equilíbrio emocional. Mas primeiramente temos que esclarecer o que são os hormônios.

Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas endócrinas. A hipófise, a tireoide, os ovários e os testículos são exemplos dessas glândulas.

Essas substâncias são liberadas na corrente sanguínea e desempenham funções de regulação. O sistema imunológico, o sistema digestivo, metabolismo, sono, humor, libido, são apenas alguns itens comandados pelos hormônios.

Portanto, falar em saúde é falar em equilíbrio hormonal. Continue aqui para aprender mais sobre o assunto.

Por que manter o equilíbrio hormonal é importante?

O organismo humano é uma máquina. Quando algum componente não funciona corretamente o conjunto fica prejudicado.

Por isso a importância do equilíbrio hormonal. E não pense que as falhas neste aspecto começam somente na terceira idade. Homens e mulheres passam a apresentar irregularidades a partir dos 25 anos.

Não é difícil perceber as consequências. Qualquer alteração nos hormônios afeta a qualidade de vida.

Sono irregular, por exemplo, pode ser sinal de insuficiência de melatonina. Este hormônio é produzido pela glândula pineal, localizada no cérebro. A liberação ocorre quando começa a escurecer, avisando que é hora de desacelerar.

Esta pesquisa sobre os efeitos da exposição à luz na melatonina e no sono realizada pelo The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, traz dados interessantes. Participaram da pesquisa pessoas entre 18 e 30 anos que passaram cinco dias em um Centro de Pesquisa Clínica Geral.

Os voluntários foram expostos à luz ambiente nas 8 horas anteriores ao sono. A duração do efeito da melatonina caiu em aproximadamente 99% dos pesquisados.

Esse estudo chegou a duas conclusões:

  • a exposição a luz altera a produção e o efeito da melatonina;
  • expor-se a luz antes de dormir causa dificuldade para dormir, altera a pressão arterial e a regulação da temperatura corporal.

Dormir bem é apenas um dos motivos para manter os hormônios em ordem. Confira mais incentivos:

homem dormindo na cama ao lado de mesa de cabeceira com despertador

1. Manter a qualidade do sono e do comportamento

Produzidos pela tireoide, os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) estão associados ao sono e comportamento. Em níveis inadequados causam sonolência excessiva e depressão.

2. Preservar as funções vitais

O hormônio antidiurético (ADH) é produzido no hipotálamo (área do cérebro) e sua armazenamento, na neuro-hipófise (glândula na base do cérebro).

A função do hormônio antidiurético é regular a hidratação corporal. Isso significa controlar a reabsorção de água pelos rins e a quantidade de urina.

O ADH entra em ação quando estamos desidratados e também na transpiração. Esse hormônio faz os rins reter água e, consequentemente, manter a hidratação corpórea.

3. Controlar o apetite

Regulação hormonal está relacionado à controle do apetite.

A leptina, por exemplo, informa o hipotálamo, área do cérebro responsável pela saciedade, que a comida recebida é suficiente.

Outro hormônio associado ao apetite é a grelina. Ele é liberado pelo estômago, quando ele está vazio e estimula a vontade de comer.

O que acontece quando os hormônios estão desequilibrados?

O corpo humano sofre panes com o desequilíbrio hormonal. Os problemas mais comuns são as alterações de humor, problemas para dormir e diabetes. A qualidade da vida sexual também diminui.

Nos homens, níveis insatisfatórios de testosterona reduz a produção de espermatozoides e a libido. Além disso, baixos níveis do hormônio masculino também causam disfunção erétil.

Com tudo isso, o bem-estar como um todo é afetado, atingindo até o psicológico. Saiba quais são os principais disfunções hormonais:

Diabetes

No diabetes, as taxas de açúcar no sangue aumentam. O fato tem duas explicações: produção insuficiente de insulina ou incapacidade do organismo em usar a glicose. Sede exagerada, muita vontade de urinar e náuseas são sinais de alerta.

Homens precisam tomar cuidado, porque existe uma relação entre diabetes e disfunção erétil. Os altos níveis de açúcar no sangue podem lesionar os vasos sanguíneos. Como a ereção depende do aumento do fluxo sanguíneo no pênis, diabetes pode dificultar e até mesmo impedir o enrijecimento do órgão.

Hipo e hipertireoidismo

No hipotireoidismo, o ritmo de produção hormonal da tireoide é lento. Cansaço extremo, intolerância ao frio e intestino preso são alguns sinais.

Já no hipertireoidismo a produção é em excesso. Irritabilidade e intolerância ao calor indicam a condição.

Nos homens, alterações da tireoide afetam a sexualidade. Especificamente o hipotireoidismo aumenta os níveis de prolactina. O hormônio diminui a produção de testosterona e prejudica a qualidade do sêmen. Com o sêmen comprometido, a fertilidade pode entrar em declínio.

Deficiência androgênica do envelhecimento masculino

A DAEM aponta problemas no equilíbrio hormonal masculino. Ela costuma surgir após os 40 anos e pode alterar o humor e enfraquecer músculos e ossos.

Quais são os sintomas de desequilíbrio hormonal?

Os sintomas expostos a seguir são comuns em casos de problemas hormonais:

  1. Cansaço excessivo
  2. Alterações de humor
  3. Problemas para dormir
  4. Alterações no peso
  5. Dificuldades sexuais

Causas e fatores de risco

O desequilíbrio hormonal tem causas naturais e ambientais.

As causas naturais são a andropausa (queda nos níveis de testosterona) e a menopausa (queda dos níveis de estrogênio).

As ambientais dizem respeito ao estilo de vida, incluindo:

  • Excesso de estresse: quando o estresse é demais, a produção dos hormônios cortisol e adrenalina é exacerbada. Os resultados são o aumento de peso e pressão alta;
  • Má qualidade do sono: reduz a quantidade de cortisol, o que gera dificuldade de raciocínio;
  • Alimentação ruim: pode resultar em obesidade. A obesidade, por sua vez, deixa o organismo resistente à insulina.

Consequências do desequilíbrio hormonal para a saúde

Alterações hormonais afetam corpo e mente. Quem enfrenta a situação sente dificuldades para suas atividades cotidianas. Os problemas para dormir, cansaço e nervosismo tornam o dia menos produtivo, o que é frustrante.

Com desequilíbrio, a vida sexual também pode sofrer abalos. Quando o sexo não vai bem, é comum a redução da autoestima.

Há ainda o psicológico. Se o declínio hormonal afeta a saúde mental, a autoestima fica ainda mais comprometida.

11 dicas para manter o equilíbrio hormonal

Preservar o padrão hormonal exige hábitos saudáveis. Veja o que fazer:

1. Pratique exercícios regularmente

 

A diminuição da testosterona pode enfraquecer os músculos, trazer irritabilidade e dificuldade de ereção. Mas, exercícios físicos podem contribuir para a manutenção de níveis saudáveis do hormônio masculino. Esta publicação do Jornal da USP afirma que a prática é capaz de aumentar a quantidade de testosterona em até 40%.

homem pulando em piscina olímpica

2. Mantenha uma dieta balanceada

A alimentação pode aumentar os níveis de serotonina. Conhecida como hormônio da felicidade, a serotonina é importante para o bem-estar mental.

Cerca de 95% é fornecido pelo intestino. Frango, salmão e peru, probióticos (iogurte natural, kefir e kombucha), chocolate meio amargo, frutas (banana, abacate e abacaxi) ajudam nessa missão.

Leia também: Conheça os 15 melhores alimentos que melhoram o desempenho sexual masculino 

3. Inclua gorduras saudáveis na dieta

Ótimo para manter o equilíbrio hormonal masculino. As gorduras boas agem na produção de testosterona. Gorduras saudáveis são encontradas no salmão, ostras, ovos, abacate e carne vermelha.

prato com salmão, brócolis, arroz e um filete de laranja visto de cima

 

4. Evite açúcar e carboidratos refinados

Alimentos com carboidratos refinados são pobres em nutrientes. O açúcar, a farinha e o arroz, quando brancos, devem ser evitados.

Esta pesquisa da American Society for Nutrition analisou como as refeições podem afetar os níveis de glicose e insulina em pessoas com diabetes tipo 2. A pesquisa comprova que refeições com baixo teor de fibras favorece picos de glicose após a alimentação.

Portanto, evitar carboidratos refinados é importante para manter o equilíbrio hormonal. Diabéticos devem seguir essa orientação à risca, para não agravar a condição. Quem ainda não tem também precisa ficar atento para não comprometer a quantidade de hormônios, que pode levar à diabetes.

5. Durma bem

A qualidade do sono é importante para equilibrar os hormônios. E respeitar o ritmo circadiano é fundamental.

O ritmo circadiano é um relógio interno que mostra ao organismo quando é dia e quando é noite.

Esse relógio é controlado pelo hipotálamo, uma área do cérebro. Veja como o ritmo circadiano atua:

  • Durante o dia, a área do cérebro estimula as glândulas suprarrenais para aumentar os níveis de cortisol. Com esse aviso ficamos alertas.
  • À noite, a glândula pineal, localizada no centro do cérebro, começa a produzir melatonina. Este hormônio regula o ritmo circadiano nos fazendo sentir sono.

A relação entre dormir bem e equilíbrio hormonal está no fato de quando o sono é ruim. Com isso, a produção de cortisol é exagerada.

A má qualidade do sono acontece quando não respeitamos o ciclo circadiano. Esse desrespeito acontece na exposição à luz, principalmente das telas.

Exposto a luz, a produção de cortisol é exacerbada. Confira quais são alguns dos riscos desse aumento:

  • atrapalha a absorção de cálcio, podendo causar osteoporose;
  • o capacidade do pâncreas produz pouca insulina, o que aumenta os níveis de açúcar no sangue, resultado em diabetes.

6. Reduza o estresse

Infelizmente o estresse faz parte da vida. Contudo, devemos controlar para não adoecer. Do contrário, nosso corpo vira um depósito de cortisol. O excesso do chamado hormônio do estresse provoca ansiedade, estresse, irritabilidade, euforia e depressão.

Porém, baixos níveis de cortisol também preocupam. Este cenário é associado a fadiga debilitante, fraqueza muscular, pressão arterial extremamente baixa e depressão.

7. Consuma suplementos quando necessário

Para os homens, a terapia de reposição hormonal é indicada com a confirmação da deficiência androgênica do envelhecimento masculino. A condição é caracterizada pelos baixos níveis de testosterona.

Com esse diagnóstico, a reposição pode ajudar física e psicologicamente. Os possíveis efeitos incluem melhora na saúde óssea e muscular, aumento da libido e melhora na capacidade erétil.

No âmbito emocional, a TRH auxilia a regularizar o humor.

8. Evite o consumo excessivo de álcool

O excesso de álcool desregula o sistema endócrino. Isso aumenta a produção do cortisol, o hormônio do estresse.

9. Faça check-up regulares no médico

Embora pouco falado, o check-up masculino é primordial. Com ele é possível identificar problemas no início, o que facilita a intervenção médica.

urologista aperta mão de paciente

10. Pratique sexo regularmente

O sexo promove a liberação endorfinas e ocitocinas. A primeira é responsável pelo bem-estar geral. A segunda relaxa os músculos.

11. Cuide da saúde mental ativamente

Cuidar da saúde mental também está associado aos hormônios. Praticar exercícios físicos e incluir meditação e ioga é uma boa pedida. Tais atividades mantêm em dia a serotonina, o hormônio da felicidade. A dopamina, substância relacionada à motivação, prazer e recompensa, também é ativada.

Manter o equilíbrio hormonal é importante para a saúde. Isso pode ajudar a reduzir o risco de diabetes, melhorar a qualidade do sono e cuidar do bem-estar psicológico. Para os homens, pode contribuir para a saúde óssea e muscular, além de melhorar a função erétil.

Ter informações de qualidade sobre saúde e bem-estar é o primeiro passo para ser saudável. Entre no grupo de Whatsapp do Dr. Paulo Egydio e receba dicas de saúde.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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