Entenda hábitos e cuidados que podem ajudar a reduzir o risco de traumas penianos associados a inflamação e fibrose.
A prevenção da Doença de Peyronie não garante que o homem nunca irá desenvolver a condição, porque a sua origem costuma envolver vários fatores.
Ainda assim, conhecer os sinais de alerta e adotar cuidados no dia a dia pode ajudar a reduzir as chances de desenvolver ou agravar um quadro de Doença de Peyronie.
Conheça as principais causas e saiba como evitar a Doença de Peyronie.
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O que é a Doença de Peyronie?
A Doença de Peyronie é caracterizada pela formação de fibroses na túnica albugínea, estrutura responsável pela manutenção da ereção.
Essas cicatrizes podem reduzir a elasticidade do tecido peniano e provocar uma curvatura peniana percebida durante a ereção.
As fibroses tendem a deixar o pênis torto, mas o Peyronie leva a outras deformidades, como afinamento e perda de comprimento peniano. Geralmente, há dor e dificuldades na hora da relação sexual.
Essa alteração na anatomia impacta a vida sexual, tornando as ereções dolorosas, além de dificultar ou até mesmo impossibilitar a penetração. Há, ainda, impactos para a confiança sexual.
O que causa a Doença de Peyronie?
A principal causa associada à Doença de Peyronie são os microtraumas penianos, que podem ocorrer quando o pênis está ereto ou semiereto.
Na relação sexual, pode haver pequenas lesões, dobras ou impactos, que, acumuladas ao longo da vida, podem desencadear uma fibrose peniana.
No entanto, a Doença de Peyronie também pode estar associada a fatores genéticos, condições de saúde e estilo de vida.
Entre os principais fatores associados estão:
- Atividade sexual vigorosa ou com maior risco de impacto;
- Dobras ou pancadas no pênis durante a relação sexual;
- Masturbação com pressão excessiva ou movimentos vigorosos;
- Predisposição genética;
- Histórico de Peyronie na família;
- Idade superior a 40 anos;
- Diabetes;
- Hipertensão arterial;
- Doenças vasculares;
- Alterações da circulação sanguínea;
- Disfunção erétil;
- Tabagismo;
- Cirurgia da próstata;
- Inflamação crônica ou alterações do tecido conjuntivo.
Alguns fatores até podem ser modificados, mas outros independem das atitudes tomadas para a redução de risco do Peyronie.
É possível prevenir a Doença de Peyronie?
Não é possível prevenir completamente, pois nem todas as causas do Peyronie podem ser controladas pelo homem.
No entanto, é possível adotar medidas para reduzir os fatores de risco modificáveis e, dessa forma, evitar a formação das fibroses penianas.
Dicas de como prevenir a Doença de Peyronie
Algumas estratégias podem contribuir para proteger a saúde sexual masculina, evitar a formação de fibrose peniana e seus impactos e favorecer uma avaliação precoce quando houver sinais preocupantes.
Evitar o tabagismo
O cigarro prejudica os vasos sanguíneos, deixando-os mais estreitos e rígidos. Isso reduz a circulação de sangue e compromete a formação de novos tecidos, favorecendo o surgimento de cicatrizes anormais, como as fibroses penianas.
Parar de fumar pode trazer benefícios à saúde vascular e está associado a melhor oxigenação dos tecidos, o que favorece processos de cicatrização. A mesma lógica se aplica quando o pênis penetra a(o) parceira(o) sem a lubrificação adequada ou quando se choca durante o movimento na hora H.
Além disso, o hábito de usar roupas apertadas ou dormir de bruços também podem ser trazer malefícios para o membro.
Não usar roupas apertadas
Usar calças e cuecas apertadas aumenta o calor e a umidade na região íntima, o que contribui para a proliferação de fungos e bactérias e eleva o risco de infecções.
Além disso, o atrito gerado por roupas justas potencializa o risco de pequenas inflamações e pode prejudicar o fluxo sanguíneo local.
Por isso, prefira roupas feitas com tecidos respiráveis e que não comprimam o pênis e o testículos.

Fique atento aos sinais precoces
Uma das melhores formas de prevenir a Doença de Peyronie é conhecendo os seus sinais. Os principais sintomas da Peyronie são:
- Curvatura peniana;
- Perda de tamanho peniano;
- Afinamento peniano;
- Ereções dolorosas;
- Dificuldade ou incapacidade para penetrar.
Dor persistente e curvatura recente e não podem ser ignoradas. Se você começou a perceber que, durante a ereção, seu pênis está mais curvo do que o habitual, é hora de procurar avaliação médica.
A curvatura pode vir acompanhada de perda de tamanho e/ou afinamento do pênis, e essas deformidades podem surgir em um ou mais pontos.
Com essas mudanças, pode haver maior dificuldade — ou até impossibilidade — de realizar a penetração durante a relação sexual, já que a ereção pode não apresentar rigidez adequada, configurando um quadro de disfunção erétil.
O homem com Doença de Peyronie também pode sentir dor quando o pênis está ereto – inclusive à noite, durante as ereções noturnas.
É importante lembrar que esses sintomas podem ocorrer de forma isolada. Ao perceber qualquer um deles, procure avaliação com um urologista, pois o acompanhamento pode ajudar a orientar a conduta e o momento adequado de tratamento.
Controle de diabetes
Cuidar dos vasos sanguíneos também é essencial para a prevenção.
Um exemplo é o diabetes descontrolado, que aumenta o risco de inflamações e compromete a capacidade de cicatrização do organismo.
Com isso, pequenos traumas no pênis podem não cicatrizar adequadamente e evoluir para um quadro de curvatura.
Controle da pressão arterial
A pressão alta também é um dos fatores de risco da Doença de Peyronie, pois deixa os vasos sanguíneos mais rígidos, prejudicando o fluxo de sangue e reduzindo a elasticidade dos tecidos penianos.
A circulação comprometida também afeta a oxigenação dos tecidos, o que dificulta a cicatrização até mesmo de pequenos traumas — que podem ocorrer durante a relação sexual, por exemplo.
Controle do colesterol
O colesterol alto pode obstruir as artérias, dificultando a circulação sanguínea e reduzindo os níveis de oxigênio nos tecidos.
Essa condição pode comprometer a capacidade do organismo de reparar pequenas lesões internas no pênis, contribuindo para a formação de placas fibrosas.
Gerenciar melhor o estresse
Por que gerenciar o estresse faz parte da prevenção da Doença de Peyronie?
Quem está constantemente sob pressão tende a dormir pouco e a se alimentar mal — uma combinação que aumenta o risco de condições que prejudicam a circulação e a cicatrização, como pressão alta, colesterol elevado e diabetes.
Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação saudável, dormir bem e buscar apoio psicológico são medidas que ajudam a controlar o estresse.

Relação sexual sem preparo
Uma relação sexual sem preparo ocorre quando a ereção não está firme o suficiente e não há lubrificação adequada, o que aumenta o risco de microlesões internas.
Nessa situação, o pênis também pode dobrar ou torcer durante a penetração.
Usar lubrificante e iniciar a relação apenas quando a ereção estiver satisfatória fazem parte dos cuidados com a saúde peniana e da prevenção da Doença de Peyronie e de outras condições.
Evite movimentos bruscos
Os traumas penianos podem ocorrer quando o pênis sofre uma dobra súbita, impacto ou pressão excessiva durante movimentos muito intensos ou mudanças rápidas de posição na relação sexual.
Evitar movimentos bruscos e manter atenção às posições em que o homem tem maior controle dos movimentos ajuda a reduzir o risco de traumas penianos.
É importante esclarecer: a ideia não é evitar a relação sexual, mas praticar com atenção.
Lesões não tratadas
Caso ocorra lesão com hematoma, inchaço importante ou dor intensa, procure atendimento médico com brevidade para avaliação.
Essa atitude é importante para o diagnóstico precoce da Doença de Peyronie, pois facilita o tratamento e ajuda a evitar complicações, como a fratura peniana.
Acompanhe a saúde de forma geral
Fazer consultas regulares não é apenas uma excelente maneira de prevenir a Doença de Peyronie, mas também de promover a saúde de forma geral — especialmente para homens acima dos 40 anos.
Leia mais: Como cuidar da saúde após os 50 anos
Um clínico geral ou cardiologista pode atuar na prevenção, detecção precoce e no controle de condições que se tornam mais comuns com o passar do tempo e que favorecem o desenvolvimento da doença, como diabetes, colesterol elevado e outras alterações metabólicas.
A consulta com um urologista também é fundamental. Além de avaliar a saúde da próstata e orientar sobre a prevenção do câncer, esse especialista pode analisar a função erétil e identificar precocemente possíveis alterações penianas.
Faça seu acompanhamento preventivo com o Dr. Paulo Egydio
O acompanhamento urológico preventivo deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde masculina e da prevenção de alterações penianas.
Se você notar qualquer mudança em sua vida sexual, esse também é o momento de falar sem constrangimentos, pois o urologista pode ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.
Preencha o formulário de pré-análise e agende uma consulta com o Dr. Paulo Egydio para esclarecer dúvidas sobre curvatura peniana e Doença de Peyronie.


