Como prevenir a Doença de Peyronie: 12 dicas importantes

Como prevenir a Doença de Peyronie: 12 dicas importantes

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Entenda hábitos e cuidados que podem ajudar a reduzir o risco de traumas penianos associados a inflamação e fibrose.

A prevenção da Doença de Peyronie não garante que o homem nunca irá desenvolver a condição, porque a sua origem costuma envolver vários fatores.

Ainda assim, conhecer os sinais de alerta e adotar cuidados no dia a dia pode ajudar a reduzir as chances de desenvolver ou agravar um quadro de Doença de Peyronie.

Conheça as principais causas e saiba como evitar a Doença de Peyronie.

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O que é a Doença de Peyronie?

A Doença de Peyronie é caracterizada pela formação de fibroses na túnica albugínea, estrutura responsável pela manutenção da ereção. 

Essas cicatrizes podem reduzir a elasticidade do tecido peniano e provocar uma curvatura peniana percebida durante a ereção.

As fibroses tendem a deixar o pênis torto, mas o Peyronie leva a outras deformidades, como afinamento e perda de comprimento peniano. Geralmente, há dor e dificuldades na hora da relação sexual.

Essa alteração na anatomia impacta a vida sexual, tornando as ereções dolorosas, além de dificultar ou até mesmo impossibilitar a penetração. Há, ainda, impactos para a confiança sexual. 

O que causa a Doença de Peyronie?

A principal causa associada à Doença de Peyronie são os microtraumas penianos, que podem ocorrer quando o pênis está ereto ou semiereto.

Na relação sexual, pode haver pequenas lesões, dobras ou impactos, que, acumuladas ao longo da vida, podem desencadear uma fibrose peniana.

No entanto, a Doença de Peyronie também pode estar associada a fatores genéticos, condições de saúde e estilo de vida.

Entre os principais fatores associados estão:

  • Atividade sexual vigorosa ou com maior risco de impacto;
  • Dobras ou pancadas no pênis durante a relação sexual;
  • Masturbação com pressão excessiva ou movimentos vigorosos;
  • Predisposição genética;
  • Histórico de Peyronie na família;
  • Idade superior a 40 anos;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Doenças vasculares;
  • Alterações da circulação sanguínea;
  • Disfunção erétil;
  • Tabagismo;
  • Cirurgia da próstata;
  • Inflamação crônica ou alterações do tecido conjuntivo.

Alguns fatores até podem ser modificados, mas outros independem das atitudes tomadas para a redução de risco do Peyronie.

É possível prevenir a Doença de Peyronie?

Não é possível prevenir completamente, pois nem todas as causas do Peyronie podem ser controladas pelo homem. 

No entanto, é possível adotar medidas para reduzir os fatores de risco modificáveis e, dessa forma, evitar a formação das fibroses penianas. 

Dicas de como prevenir a Doença de Peyronie

Algumas estratégias podem contribuir para proteger a saúde sexual masculina, evitar a formação de fibrose peniana e seus impactos e favorecer uma avaliação precoce quando houver sinais preocupantes.

Evitar o tabagismo

O cigarro prejudica os vasos sanguíneos, deixando-os mais estreitos e rígidos. Isso reduz a circulação de sangue e compromete a formação de novos tecidos, favorecendo o surgimento de cicatrizes anormais, como as fibroses penianas.

Parar de fumar pode trazer benefícios à saúde vascular e está associado a melhor oxigenação dos tecidos, o que favorece processos de cicatrização. A mesma lógica se aplica quando o pênis penetra a(o) parceira(o) sem a lubrificação adequada ou quando se choca durante o movimento na hora H.

Além disso, o hábito de usar roupas apertadas ou dormir de bruços também podem ser trazer malefícios para o membro.

Não usar roupas apertadas

Usar calças e cuecas apertadas aumenta o calor e a umidade na região íntima, o que contribui para a proliferação de fungos e bactérias e eleva o  risco de infecções.

Além disso, o atrito gerado por roupas justas potencializa o risco de pequenas inflamações e pode prejudicar o fluxo sanguíneo local.

Por isso, prefira roupas feitas com tecidos respiráveis e que não comprimam o pênis e o testículos.

 Infográfico sobre prevenção da Doença de Peyronie, indicando evitar tabagismo e roupas apertadas para melhorar a circulação e prevenir inflamações.

Fique atento aos sinais precoces 

Uma das melhores formas de prevenir a Doença de Peyronie é conhecendo os seus sinais. Os principais sintomas da Peyronie são:

  •  Curvatura peniana;
  • Perda de tamanho peniano;
  • Afinamento peniano;
  • Ereções dolorosas;
  • Dificuldade ou incapacidade para penetrar.

Dor persistente e curvatura recente e não podem ser ignoradas. Se você começou a perceber que, durante a ereção, seu pênis está mais curvo do que o habitual,  é hora de procurar avaliação médica.

A curvatura pode vir acompanhada de perda de tamanho e/ou afinamento do pênis, e essas deformidades podem surgir em um ou mais pontos.

Com essas mudanças, pode haver maior dificuldade — ou até impossibilidade — de realizar a penetração durante a relação sexual, já que a ereção pode não apresentar rigidez adequada, configurando um quadro de disfunção erétil.

O homem com Doença de Peyronie também pode sentir dor quando o pênis está ereto – inclusive à noite, durante as ereções noturnas.

É importante lembrar que esses sintomas podem ocorrer de forma isolada. Ao perceber qualquer um deles, procure avaliação com um urologista, pois o acompanhamento pode ajudar a orientar a conduta e o momento adequado de tratamento.

Controle de diabetes

Cuidar dos vasos sanguíneos também é essencial para a prevenção.

Um exemplo é o diabetes descontrolado, que aumenta o risco de inflamações e compromete a capacidade de cicatrização do organismo. 

Com isso, pequenos traumas no pênis podem não cicatrizar adequadamente e evoluir para um quadro de curvatura.

Controle da pressão arterial

A pressão alta também é um dos fatores de risco da Doença de Peyronie, pois deixa os vasos sanguíneos mais rígidos, prejudicando o fluxo de sangue e reduzindo a elasticidade dos tecidos penianos.

A circulação comprometida também afeta a oxigenação dos tecidos, o que dificulta a cicatrização até mesmo de pequenos traumas — que podem ocorrer durante a relação sexual, por exemplo.

Controle do colesterol

O colesterol alto pode obstruir as artérias, dificultando a circulação sanguínea e reduzindo os níveis de oxigênio nos tecidos.

Essa condição pode comprometer a capacidade do organismo de reparar pequenas lesões internas no pênis, contribuindo para a formação de placas fibrosas.

Gerenciar melhor o estresse

Por que gerenciar o estresse faz parte da prevenção da Doença de Peyronie?

Quem está constantemente sob pressão tende a dormir pouco e a se alimentar mal — uma combinação que aumenta o risco de condições que prejudicam a circulação e a cicatrização, como pressão alta, colesterol elevado e diabetes.

Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação saudável, dormir bem e buscar apoio psicológico são medidas que ajudam a controlar o estresse.

Infográfico com fundo verde escuro com ícones referentes ao gerenciamento do estresse e controle da diabetes, pressão arterial e do colesterol.

Relação sexual sem preparo

Uma relação sexual sem preparo ocorre quando a ereção não está firme o suficiente e não há lubrificação adequada, o que aumenta o risco de microlesões internas.

Nessa situação, o pênis também pode dobrar ou torcer durante a penetração.

Usar lubrificante e iniciar a relação apenas quando a ereção estiver satisfatória fazem parte dos cuidados com a saúde peniana e da prevenção da Doença de Peyronie e de outras condições.

Evite movimentos bruscos

Os traumas penianos podem ocorrer quando o pênis sofre uma dobra súbita, impacto ou pressão excessiva durante movimentos muito intensos ou mudanças rápidas de posição na relação sexual.

Evitar movimentos bruscos e manter atenção às posições em que o homem tem maior controle dos movimentos ajuda a reduzir o risco de traumas penianos.

É importante esclarecer: a ideia não é evitar a relação sexual, mas praticar com atenção.

Lesões não tratadas

Caso ocorra lesão com hematoma, inchaço importante ou dor intensa, procure atendimento médico com brevidade para avaliação.

Essa atitude é importante para o diagnóstico precoce da Doença de Peyronie, pois facilita o tratamento e ajuda a evitar complicações, como a fratura peniana.

Acompanhe a saúde de forma geral

Fazer consultas regulares não é apenas uma excelente maneira de prevenir a Doença de Peyronie, mas também de promover a saúde de forma geral — especialmente para homens acima dos 40 anos.

Leia mais: Como cuidar da saúde após os 50 anos

Um clínico geral ou cardiologista pode atuar na prevenção, detecção precoce e no controle de condições que se tornam mais comuns com o passar do tempo e que favorecem o desenvolvimento da doença, como diabetes, colesterol elevado e outras alterações metabólicas.

A consulta com um urologista também é fundamental. Além de avaliar a saúde da próstata e orientar sobre a prevenção do câncer, esse especialista pode analisar a função erétil e identificar precocemente possíveis alterações penianas.

Faça seu acompanhamento preventivo com o Dr. Paulo Egydio 

O acompanhamento urológico preventivo deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde masculina e da prevenção de alterações penianas.

Se você notar qualquer mudança em sua vida sexual, esse também é o momento de falar sem constrangimentos, pois o urologista pode ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.

Preencha o formulário de pré-análise e agende uma consulta com o Dr. Paulo Egydio para esclarecer dúvidas sobre curvatura peniana e Doença de Peyronie.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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