Entenda hábitos e cuidados que podem ajudar a reduzir o risco de traumas penianos associados a inflamação e fibrose.
A Doença de Peyronie é caracterizada por cicatrizes na túnica albugínea, estrutura responsável pela manutenção da ereção.
Essas cicatrizes surgem após atividades físicas, acidentes ou durante a relação sexual.
Conheça as principais causas da Doença de Peyronie e entenda quais medidas podem ajudar a reduzir o risco.
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O que é a Doença de Peyronie?
A Doença de Peyronie é uma condição causada por cicatrizes decorrentes de relações sexuais mais vigorosas e também após acidentes e durante atividades físicas.
As cicatrizes podem deixar o pênis torto, mas a Peyronie leva a outras deformidades, como afinamento e perda de comprimento peniano.
Essa alteração na anatomia impacta a vida sexual, tornando as ereções dolorosas, além de dificultar ou até mesmo impossibilitar a penetração.
É possível prevenir a Doença de Peyronie?
É possível adotar medidas para reduzir o risco de traumas durante o ato sexual e em práticas esportivas, situações que são os fatores de risco da Doença de Peyronie.
No sexo, vale priorizar conforto, comunicação e evitar posições/movimentos com menor controle, especialmente se houver dor ou desconforto. Em esportes com risco de impacto, o uso de protetor genital pode ser considerado.
Mas não é possível prevenir completamente, pois a curvatura pode surgir após cirurgias urológicas, devido à formação de fibroses.
As fibroses penianas são áreas que ficam endurecidas pelo processo de cicatrização. Elas podem reduzir a elasticidade e, em alguns casos, influenciar a direção da curvatura.
Dicas de como prevenir a Doença de Peyronie
1) Cuidados com o pênis
Evitar o tabagismo
O cigarro prejudica os vasos sanguíneos, deixando-os mais estreitos e rígidos. Isso reduz a circulação de sangue e compromete a formação de novos tecidos, favorecendo o surgimento de cicatrizes anormais, como as fibroses penianas.
Parar de fumar pode trazer benefícios à saúde vascular e está associado a melhor oxigenação dos tecidos, o que favorece processos de cicatrização. A mesma lógica se aplica quando o pênis penetra a(o) parceira(o) sem a lubrificação adequada ou quando se choca durante o movimento na hora H.
Além disso, o hábito de usar roupas apertadas ou dormir de bruços também podem ser trazer malefícios para o membro.
Não usar roupas apertadas
Usar calças e cuecas apertadas aumenta o calor e a umidade na região íntima, o que contribui para a proliferação de fungos e bactérias e eleva o risco de infecções.
Além disso, o atrito gerado por roupas justas potencializa o risco de pequenas inflamações e pode prejudicar o fluxo sanguíneo local.
Por isso, prefira roupas feitas com tecidos respiráveis e que não comprimam o pênis e o testículos.

2) Não ignore dor ou curvatura recente
Dor persistente e curvatura recente e não podem ser ignoradas.
Ao notar sinais de alteração, procure avaliação com um urologista para investigar o quadro e discutir a conduta mais adequada.
3) Fique atento aos sinais precoces
Uma das melhores formas de prevenir a Doença de Peyronie é conhecendo os seus sinais. Os principais sintomas da Peyronie são:
- Curvatura peniana;
- Perda de tamanho peniano;
- Afinamento peniano;
- Ereções dolorosas;
- Dificuldade ou incapacidade para penetrar.
Se você começou a perceber que, durante a ereção, seu pênis está mais curvo do que o habitual, é hora de procurar avaliação médica.
Leia mais: Qual é a curvatura normal do pênis?
A curvatura pode vir acompanhada de perda de tamanho e/ou afinamento do pênis, e essas deformidades podem surgir em um ou mais pontos.
Com essas mudanças, pode haver maior dificuldade — ou até impossibilidade — de realizar a penetração durante a relação sexual, já que a ereção pode não apresentar rigidez adequada, configurando um quadro de disfunção erétil.
O homem com Doença de Peyronie também pode sentir dor quando o pênis está ereto – inclusive à noite, durante as ereções noturnas.
É importante lembrar que esses sintomas podem ocorrer de forma isolada. Ao perceber qualquer um deles, procure avaliação com um urologista, pois o acompanhamento pode ajudar a orientar a conduta e o momento adequado de tratamento.
4) Atenção à saúde vascular
Controle de diabetes
Cuidar dos vasos sanguíneos também é essencial para a prevenção.
Um exemplo é o diabetes descontrolado, que aumenta o risco de inflamações e compromete a capacidade de cicatrização do organismo.
Com isso, pequenos traumas no pênis podem não cicatrizar adequadamente e evoluir para um quadro de curvatura.
Pressão arterial
A pressão alta também é um dos fatores de risco da Doença de Peyronie, pois deixa os vasos sanguíneos mais rígidos, prejudicando o fluxo de sangue e reduzindo a elasticidade dos tecidos penianos.
A circulação comprometida também afeta a oxigenação dos tecidos, o que dificulta a cicatrização até mesmo de pequenos traumas — que podem ocorrer durante a relação sexual, por exemplo.
Colesterol
O colesterol alto pode obstruir as artérias, dificultando a circulação sanguínea e reduzindo os níveis de oxigênio nos tecidos.
Essa condição pode comprometer a capacidade do organismo de reparar pequenas lesões internas no pênis, contribuindo para a formação de placas fibrosas.
Gerenciar melhor o estresse
Por que gerenciar o estresse faz parte da prevenção da Doença de Peyronie?
Quem está constantemente sob pressão tende a dormir pouco e a se alimentar mal — uma combinação que aumenta o risco de condições que prejudicam a circulação e a cicatrização, como pressão alta, colesterol elevado e diabetes.
Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação saudável, dormir bem e buscar apoio psicológico são medidas que ajudam a controlar o estresse.

5) Evite traumas repetidos no pênis
Relação sexual sem preparo
Uma relação sexual sem preparo ocorre quando a ereção não está firme o suficiente e não há lubrificação adequada, o que aumenta o risco de microlesões internas.
Nessa situação, o pênis também pode dobrar ou torcer durante a penetração.
Usar lubrificante e iniciar a relação apenas quando a ereção estiver satisfatória fazem parte dos cuidados com a saúde peniana e da prevenção da Doença de Peyronie e de outras condições.
Movimentos bruscos
O pênis pode escapar durante movimentos muito intensos ou mudanças rápidas de posição. Ao tentar retomar a penetração, o órgão pode sofrer pequenas lesões.
Evitar movimentos bruscos e manter atenção às posições em que o homem tem maior controle dos movimentos ajuda a reduzir o risco de traumas penianos.
Lesões não tratadas
Caso ocorra lesão com hematoma, inchaço importante ou dor intensa, procure atendimento médico com brevidade para avaliação.
Essa atitude é importante para o diagnóstico precoce da Doença de Peyronie, pois facilita o tratamento e ajuda a evitar complicações, como a fratura peniana.
6) Consulte um urologista ao primeiro sinal
Fazer consultas regulares não é apenas uma excelente maneira de prevenir a Doença de Peyronie, mas também de promover a saúde de forma geral — especialmente para homens acima dos 50 anos.
Leia mais: Como cuidar da saúde após os 50 anos
Um clínico geral ou cardiologista pode atuar na prevenção, detecção precoce e no controle de condições que se tornam mais comuns com o passar do tempo e que favorecem o desenvolvimento da doença, como diabetes, colesterol elevado e outras alterações metabólicas.
A consulta com um urologista também é fundamental. Além de avaliar a saúde da próstata e orientar sobre a prevenção do câncer, esse especialista pode analisar a função erétil e identificar precocemente possíveis alterações penianas.
Se você notar qualquer mudança em sua vida sexual, esse também é o momento de falar sem constrangimentos, pois o urologista pode ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.
Faça seu acompanhamento preventivo com o Dr. Paulo Egydio
O acompanhamento urológico preventivo deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde masculina e da prevenção de alterações penianas.
Preencha o formulário de pré-análise e agende uma consulta com o Dr. Paulo Egydio para esclarecer dúvidas sobre curvatura peniana e Doença de Peyronie.



