O que é deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM)? Entenda aqui

homem idoso de costas andando na rua

O que é deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM)? Entenda aqui

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A deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM), ou andropausa, é a redução da produção de testosterona, que afeta a saúde física e emocional do homem. Os sintomas podem ser tratados com reposição hormonal personalizada, sob orientação médica. Saiba mais.

A deficiência androgênica do envelhecimento masculino, afeta a vida de muitos homens a partir dos 40 anos, trazendo desafios como perda de libido, redução da massa muscular e alterações de humor.

Você sabia que esses sintomas podem ser revertidos com o tratamento adequado? Embora seja uma condição comum, a DAEM não é tão discutida como a menopausa.

Continue lendo para descobrir como a reposição hormonal pode transformar sua vida, devolvendo a vitalidade e a confiança.

O que é a DAEM?

A deficiência androgênica do envelhecimento masculino é a redução da produção de testosterona, hormônio responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características sexuais.

Popularmente conhecida como andropausa, essa diminuição não afeta todos os homens e a incidência é mais comum após os 40. Trata-se de uma questão hormonal e os indivíduos diagnosticados com tal condição sofrem abalos físicos e emocionais.

Nos homens, a deficiência androgênica do envelhecimento masculino é a queda dos índices testosterona, o principal hormônio masculino. Produzida por células dos testículos, a testosterona é responsável por:

  • desenvolvimento dos pelos faciais, pubianos e corporais;
  • voz grave;
  • produção do esperma;
  • regulação da função sexual;
  • desenvolvimento de ossos e músculos.

O que a DAEM afeta?

A deficiência androgênica do envelhecimento masculino afeta o físico e o psicológico do homem. Os sintomas variam porque cada indivíduo apresenta diferentes níveis de alteração.

Contudo, as alterações mais “clássicas” dizem respeito a:

  • falta de libido;
  • dificuldade de ereção;
  • alterações de humor;
  • redução das massas muscular e óssea.

As oscilações do humor decorrentes da DAEM afetam o bem-estar mental e prejudicam as relações amorosas, familiares, profissionais e as amizades. 

Em qual idade começa a deficiência androgênica do envelhecimento masculino?

Não há uma idade padrão para o início da diminuição dos hormônios sexuais. Para falar a verdade, isso pode acontecer até mesmo na infância, retardando a puberdade. 

O declínio clínico da testosterona, ou seja, perda hormonal significativa, acontece com mais frequência a partir dos 40 anos. Estima-se que os níveis desse hormônio caiam de 1% a 2% por ano e que essa perda comece a partir dos 30 anos.

homem em pé de costas para câmera olhando para montanha no horizonte

Outro aspecto importante é que nem todos os homens passam pela redução hormonal clínica. A condição, também chamada de hipogonadismo masculino, é uma queda lenta e gradual da testosterona. O diagnóstico e o tratamento são indicados pelo urologista, médico especialista em saúde masculina.

Quais são as causas da DAEM?

As causas da deficiência androgênica do envelhecimento masculino são:

Problemas nas gônadas

As gônadas são órgãos cuja finalidade é produzir os hormônios sexuais, tanto nos seres humanos quanto nos animais. Na mulher, as gônadas são os ovários e nos homens, os testículos. 

Alterações nas gônadas configuram o hipogonadismo primário. As condições descritas abaixo contribuem para a queda de testosterona:

  • problemas genéticos como a síndrome de Klinefelter, que é um cromossomo X a mais nos homens;
  • doenças autoimunes, insuficiência renal e hepática;
  • orquite, inflamação nos testículos, provocada por pancadas, caxumba ou infecções bacterianas;
  • radioterapia ou quimioterapia.

Disfunção no hipotálamo ou hipófise

Disfunções no hipotálamo ou hipófise, regiões cerebrais que regulam a atividade das gônadas. Essa regulação é feita pela liberação de substâncias que estimulam a produção dos hormônios sexuais. 

Quando o homem apresenta alterações no hipotálamo ou hipófise, acontece o hipogonadismo secundário e isso está relacionado à redução da testosterona.

Estilo de vida

Estilo de vida não saudável também está relacionado à DAEM. Homens obesos, hipertensos, diabéticos, sedentários, fumantes e que consomem álcool em excesso são propensos a queda nos níveis do hormônio masculino. 

deficiencia androgenica do envelhecimento masculino cigarro

Sintomas da DAEM em homens

Os sintomas da deficiência androgênica do envelhecimento masculino variam conforme o grau de declínio dos níveis hormonais. Porém, os mais observados são:

  • alterações de humor (depressão, ansiedade e irritabilidade);
  • sensação de cansaço;
  • dificuldade de concentração;
  • perda de memória;
  • insônia;
  • anemia;
  • redação das massas muscular e óssea;
  • disfunção erétil, libido baixo, dificuldade de orgasmo e ejaculação.

Outros sinais que a testosterona está em baixa são:

  • aumento da gordura corporal;
  • diminuição da densidade óssea;
  • redução dos pelos faciais, pubianos e corporais.

Em alguns casos também ocorre infertilidade. Isso porque com o déficit do principal hormônio masculino, os índices de espermatozoides também sofrem queda.

Diagnóstico

O diagnóstico da deficiência androgênica do envelhecimento masculino é feito pelo médico urologista. Ele é profissional especialista em saúde do homem e vai avaliar os sintomas e solicitar exames de sangue, dentre eles:

  1. Testosterona total: mede a quantidade de testosterona produzida;
  2. Testosterona livre: mede a quantidade de testosterona disponível absorvida pelo organismo. A testosterona livre é aproximadamente 3% da testosterona total.

O profissional pode ainda solicitar outros exames:

  • Ressonância magnética ou tomografia computadorizada, em caso de suspeita de alguma anomalia na hipófise ou hipotálamo;
  • Testes genéticos caso haja suspeitas de condições genéticas, como a já citada síndrome de Klinefelter.

Qual é o tratamento indicado para a deficiência androgênica?

A reposição hormonal é indicada somente quando a testosterona produzida é inferior a 200 nanogramas por decilitro de sangue. Além do mais, tal resultado deve estar aliado à ausência de apneia do sono, câncer de próstata e outras questões.

Quando os níveis hormonais estiverem abaixo do normal e somados aos sintomas mencionados anteriormente, o urologista entra com o protocolo de reposição. 

O tratamento para a deficiência androgênica masculina é personalizado. Os tipos mais conhecidos de reposição dos níveis hormonais são:

Gel

Essa testosterona em gel deve ser aplicada na pele 1 vez por dia. Deve ser sempre no mesmo horário, preferencialmente de manhã. 

A pele não pode estar ferida e o homem precisa lavar e secar bem a região (barriga, ombro ou braço) antes de passar o remédio. 

Outra orientação é esperar de 3 a 5 minutos antes de se vestir. 

Adesivo

A aplicação do adesivo é semelhante ao gel. A diferença é que deve ser posicionado na barriga, ombro, braço ou coxa.

adesivo de testosterona

Implantes

A reposição de testosterona por implante é um procedimento ambulatorial. Neste caso, a aplicação, geralmente nas nádegas, acontece a cada seis meses.

Injeção

Caso a indicação seja a injeção, o tempo de aplicação varia: pode ser a cada 15 ou 21 dias ou a cada três meses.

Comprimido

Esta forma de reposição não é muito usada. Os motivos: não ser tão eficaz e a possibilidade de causar danos ao fígado.

Estima-se que a melhora dos sintomas sejam percebidos em seis meses. Com o tratamento, o homem tem aumento das ereções matinais, melhora das ereções e aumento da libido e consequente elevação da autoestima.

Contudo, o acompanhamento médico é imprescindível para verificar os efeitos do tratamento e se é necessário realizar ajustes.

Todos os homens com DAEM precisam fazer reposição hormonal?

Nem todos os homens com deficiência androgênica do envelhecimento masculino precisam fazer reposição hormonal. A necessidade de tratamento depende do nível de testosterona e da presença de sintomas que afetam a qualidade de vida.

O tratamento é indicado principalmente quando a testosterona produzida está baixa e os sintomas afetam a qualidade de vida num geral.

Se você está sentindo baixa libido, fadiga e alterações de humor não hesite em procurar ajuda. Agende hoje mesmo uma pré-análise com o médico urologista Dr. Paulo Egydio e dê o primeiro passo para recuperar sua autoestima.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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