A fisioterapia pélvica age no tratamento da disfunção do assoalho pélvico. Nos homens, esses músculos oferecem suporte à bexiga, ao reto e à próstata, controlando o fluxo urinário e de fezes, além de auxiliar a saúde sexual. Entenda os benefícios da prática a seguir.
A fisioterapia pélvica é uma aliada crucial para a saúde masculina, oferecendo soluções eficazes para questões como incontinência urinária pós-cirúrgica e disfunções sexuais, incluindo a Doença de Peyronie. Este método, que combina aparelhos especializados e exercícios personalizados, é recomendado após uma avaliação detalhada pelo médico.
Entenda melhor como essa abordagem pode beneficiar sua qualidade de vida e bem-estar masculino.
O que é fisioterapia pélvica?
A fisioterapia pélvica atua na recuperação da musculatura pélvica. Além disso, também é empregada nas disfunções sexuais masculinas e femininas. Para os homens, a reabilitação do assoalho pélvico é adotada nas ocorrências de disfunção erétil e ejaculação precoce.
A especialidade é legitimada por especialistas como importante aliado na recuperação de pacientes com as condições citadas no início deste tópico, embora ainda não seja respaldada pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).
Para que serve a fisioterapia pélvica?
A fisioterapia pélvica visa o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico. A ténica, nesse caso, é recomendada nos casos de:
- incontinência urinária e fecal;
- dor pélvica;
- constipação intestinal;
- prolapso genital (condição na qual os órgãos pélvicos descem).
Apesar de a Resolução nº401 do COFFITO não especificar direcionamentos ao bem-estar masculino, há vários trabalhos científicos comprovando a eficácia da fisioterapia no tratamento das disfunções pélvicas, de ordem urinária, coloproctológicas e sexuais.
Um exemplo é o artigo “O papel da Fisioterapia na saúde pélvica”. Escrito pela fisioterapeuta Juliana Schulze, professora da PUC/SP, o texto reforça a importância da fisioterapia na saúde do homem.

A profissional, com Aperfeiçoamento em Disfunções e Reeducação do Assoalho Pélvico pelo Hospital do Servidor Público Estadual do Estado de São Paulo (HSPESP), destaca que, mesmo sem um reconhecimento do COFFITO, a literatura médica comprova os benefícios da fisioterapia focada na área pélvica em pacientes com incontinência urinária.
O trabalho de fortalecimento pélvico também está ligado à sexualidade masculina. Nesse recorte, o artigo “As contribuições da fisioterapia em disfunções sexuais: revisão de literatura”, de Carla Chiste Tomazoli Santos, Thyago Mendes Lago e Juliana de Amorim Peixoto, relata que exercícios realizados por pacientes e técnicas com aparelhos apresentam resultados satisfatórios em homens com disfunção erétil, por exemplo.
O que causa disfunções no assoalho pélvico?
Os principais fatores de enfraquecimento na musculatura pélvica masculina são:
- Idade avançada: os músculos do corpo todo enfraquecem com o passar dos anos;
- Cirurgia na próstata: a prostatectomia (remoção da próstata) pode enfraquecer os músculos pélvicos devido à pressão que o esfíncter sofre durante a cirurgia. Cerca de 40% a 60% dos homens apresentam quadro de incontinência urinária, mas somente em 5% dos casos é persistente;
- Obesidade: o excesso de peso aumenta a pressão sobre os músculos, empurrando a bexiga, o reto e a próstata para baixo.
Além disso, treinos de musculação, corrida, agachamentos com salto, futebol, vôlei e crossfit podem tensionar demasiadamente a bexiga. Essa tensão acontece quando a pessoa prende a respiração para sustentar a sobrecarga.
Nesses casos, quando a carga está pesada demais, o correto é reduzi-la e dar atenção ao fortalecimento do assoalho pélvico para que ele suporte os exercícios com pesos.

Quais problemas a fisioterapia pélvica masculina trata?
A fisioterapia pélvica masculina trata incontinência urinária, incontinência fecal e disfunções sexuais. Homens diagnosticados com a Doença de Peyronie, curvatura do pênis que pode dificultar a penetração, também obtém os benefícios desta fisioterapia.
Existem vários exercícios e a escolha é feita pelo fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico após análise clínica. O profissional também orienta o paciente sobre a execução e periodicidade. Seguir as recomendações é fundamental para o sucesso do tratamento.
Os valores são definidos junto ao profissional. O tratamento pode ser efetuado pelo convênio ou particular.
Em relação à primeira sessão de fisioterapia pélvica, ela costuma ser dividida em duas etapas. Na primeira, o profissional conversa com o paciente para entender as queixas. Após isso, o fisioterapeuta aplica o Biofeedback por EMG de superfície.
O Biofeedback é um aparelho com eletrodos adesivos que são posicionados na região íntima. Isso permite a visualização e o entendimento sobre a movimentação dos órgãos pélvicos, a fim de mostrar ao fisioterapeuta qual a abordagem a ser adotada.
As sessões de fisioterapia pélvica também são compostas por:
- Estimulação elétrica: correntes elétricas e suaves que fortalecem a musculatura pélvica;
- Terapia manual: técnicas de massagem, mobilização e liberação miofascial para relaxamento e fortalecimento dos músculos pélvicos.
A fisioterapia pélvica pode ser feita em casa?
Tão importante quanto saber para que serve a fisioterapia pélvica é saber se ela pode ser feita em casa. A resposta é sim, os exercícios pélvicos podem ser executados em casa.
Basicamente, eles consistem em contrair os músculos dessa área. A realização é simples e imperceptível, ou seja, ninguém consegue perceber. Outra boa notícia é que não é preciso encontrar uma brecha na agenda. Dá para fazê-los enquanto assiste TV, estuda, trabalha ou dirige.
Os exercícios de Kegel são os mais comuns. Eles trazem benefícios, sobretudo na melhora do controle urinário. Também é percebido aumento da força e resistência da musculatura responsável pela ereção e ejaculação.
Confira como praticar os exercícios de Kegel em casa:
1. Identifique os músculos pélvicos
Há duas maneiras de fazê-lo. Na primeira, o homem interrompe o fluxo de xixi.
A segunda, consiste na contração dos músculos ao redor do ânus. Aqui, é normal sentir uma elevação suave do assoalho.
Em ambos os casos, o homem não pode prender a respiração, fazer força excessiva nem contrair os músculos do abdômen, dos glúteos e das coxas.
2. Hora de contrair e relaxar
Uma vez identificados os músculos pélvicos, chegou a hora de praticar.
Para começar:
- contraia a musculatura por 3 segundos e relaxe pelo mesmo tempo.
- Repita o processo 10 vezes.
- Faça isso três vezes por semana.
Assim que dominar essa primeira fase, aumente a contração e o relaxamento em 5 segundos cada um. Faça duas séries com 15 repetições cada, quatro vezes por semana.
O próximo passo é contrair 10 segundos e relaxar 10 segundos. Faça três séries com 20 repetições cada uma, cinco vezes por semana.
A fisioterapia pélvica é essencial para a saúde do homem. Para mais informações sobre saúde e vida sexual masculina, entre no grupo do WhatsApp do Dr. Paulo Egydio. Nele, você terá acesso a informações seguras, dicas de saúde e ainda terá a oportunidade de tirar dúvidas com um especialista.
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