Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio
Hidroclorotiazida causa disfunção erétil? Saiba como o medicamento pode afetar a ereção masculina e quais são as alternativas para evitar esse efeito colateral.
A hidroclorotiazida é um diurético comumente prescrito para o tratamento da hipertensão arterial e de condições relacionadas à retenção de líquidos. No entanto, surgiram preocupações sobre se esse medicamento pode estar associado a problemas de ereção em homens que o utilizam.
Afinal, hidroclorotiazida causa disfunção erétil? Neste artigo, vamos explorar as evidências científicas disponíveis atualmente para determinar se há uma relação entre o uso desse diurético e a dificuldade de ter e manter uma ereção.
É importante entender os potenciais riscos e benefícios desta medicação, bem como considerar alternativas caso seja observada uma associação significativa com a disfunção erétil.
Para que serve o hidroclorotiazida?
O medicamento é amplamente utilizado no tratamento da hipertensão arterial e condições relacionadas à retenção de líquidos. Sua principal função é aumentar a excreção de água e eletrólitos pelos rins, resultando em uma redução do volume sanguíneo e, consequentemente, da pressão arterial.
Ele atua inibindo a reabsorção de sódio nos túbulos renais, promovendo a eliminação de água junto com o sódio por meio da urina.
Essa ação diurética contribui para a diminuição do volume plasmático e, por conseguinte, reduz a carga sobre o sistema cardiovascular, o que é benéfico no controle da pressão arterial.
Além do efeito anti-hipertensivo, a capacidade diurética do hidroclorotiazida o torna eficaz na redução de edemas associados a diversas condições, como insuficiência cardíaca, cirrose hepática e síndrome nefrótica.
Confira: Além do óbvio: hábitos cotidianos que afetam a saúde sexual masculina
Hidroclorotiazida causa disfunção erétil?

Embora o remédio seja geralmente bem tolerado, alguns pacientes hipertensos podem relatar efeitos colaterais, incluindo disfunção erétil (DE) como um possível efeito adverso do hidroclorotiazida.
Um estudo realizado por estudantes da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), no Guarujá, e publicado na Revista Científica da Faculdade de Medicina de Campos revelou algumas hipóteses de que o uso do medicamento pode contribuir para o desenvolvimento do problema ao induzir calcificação arterial, reduzir os níveis de testosterona e aumentar a contratilidade do corpo cavernoso. Isso resultaria em alterações nos níveis intracelulares de cálcio.
Além disso, a redução nos níveis de zinco, decorrente do uso do medicamento, pode favorecer o estresse oxidativo, levando à diminuição dos níveis do hormônio masculino e da disponibilidade de óxido nítrico, fatores essenciais no processo de ereção.
A hipertensão arterial é um problema global que afeta milhões de pessoas. Só no Brasil, mais de 50 milhões de pessoas com idade acima de 30 anos convivem com o problema, sendo um fator de risco cardiovascular reconhecido por comprometer a saúde vascular e aumentar o risco de disfunção erétil.
Fármacos utilizados no tratamento da hipertensão, como betabloqueadores, inibidores da aldosterona e diuréticos tiazídicos, estão associados a efeitos colaterais na esfera sexual, incluindo a capacidade de ter e manter uma ereção.
Assim, pacientes hipertensos, especialmente aqueles com queixas sexuais, requerem atenção especial para prevenir o desenvolvimento desse problema. No entanto, existem opções de remédios que podem causar menos impactos na função erétil.
Porém, a decisão sobre qual fármaco usar, deve ser tomada em conjunto com médicos, sejam cardiologistas ou andrologistas, para uma abordagem personalizada e cuidadosa.
Efeitos colaterais do medicamento
O hidroclorotiazida abrange diversas áreas do organismo e são notáveis suas reações adversas que podem incluir:
- Classes de sistemas de órgãos;
- Distúrbios do sangue e do sistema linfático;
- Metabolismo e distúrbios nutricionais;
- Distúrbios do sistema nervoso;
- Disfunções nos órgãos oculares;
- Problemas cardíacos, vasculares e respiratórios;
- Distúrbios torácicos e mediastinal;
- Problemas gastrointestinais e hepatobiliares;
- Reações cutâneas;
- Disfunções musculoesqueléticos;
- Problemas renais e urinários.
Em relação ao sistema de órgãos, o medicamento apresenta potencial influência nos neoplasmas, tanto benignos quanto malignos, e não especificados, incluindo cistos e pólipos. No entanto, a relação com câncer de pele não melanoma não é completamente conhecida.
Distúrbios sanguíneos e linfáticos também são uma consideração, com possível ocorrência de discrasias sanguíneas, como leucopenia, trombocitopenia, anemia hemolítica, anemia aplástica, agranulocitose, entre outras.
No aspecto metabólico, estão presentes distúrbios como diminuição do apetite e desequilíbrios nutricionais diversos.
O medicamento também pode impactar o sistema nervoso, ocasionando síncope, dor de cabeça, tontura e estado confusional. Além disso, podem surgir efeitos nos órgãos oculares, cardíacos e vasculares, como derrame coroidal, glaucoma, miopia aguda, bradicardia e hipotensão postural.
No sistema respiratório e gastrointestinais, pneumonia, edema pulmonar, náusea, vômito, constipação, diarreia e pancreatite são possíveis efeitos.
Outras áreas do corpo, como o fígado, pele, tecido subcutâneo, músculos e articulações, e os órgãos renais e urinários, também são afetadas, podendo manifestar distúrbios como icterícia, colecistite, reações de fotossensibilidade, erupções cutâneas, fraqueza muscular e glicosúria.
Em condições gerais, sede e fadiga podem surgir em doses elevadas, decorrentes da diurese excessiva.
Leia também: Como Apoiar Meu Marido com Disfunção Erétil – Orientações e Dicas
Fatores individuais

Hidroclorotiazida causa disfunção erétil? Os efeitos colaterais do hidroclorotiazida podem demonstrar variações significativas de pessoa para pessoa, sendo influenciados por uma série de fatores individuais. A idade de um indivíduo é um desses determinantes, visto que diferentes faixas etárias podem apresentar respostas distintas aos efeitos do medicamento.
Por exemplo, idosos podem ser mais suscetíveis a certas reações adversas devido às alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento.
As condições de saúde preexistentes também desempenham um papel crucial na manifestação dos efeitos colaterais. Pacientes com histórico de problemas cardíacos, renais, hepáticos ou outros distúrbios podem experimentar reações adversas de forma mais pronunciada, ou com maior frequência.
A dosagem da hidroclorotiazida é outro fator determinante nas reações individuais. Doses mais elevadas podem aumentar a probabilidade de efeitos colaterais, enquanto dosagens mais baixas podem minimizar essas ocorrências.
A administração cuidadosa da medicação, considerando a individualidade do paciente, por sua vez, é necessária para otimizar os benefícios terapêuticos e mitigar os riscos associados.
Assim, ao prescrever ou utilizar a hidroclorotiazida, é preciso considerar esses fatores individuais, adaptando a abordagem de tratamento de acordo com a idade, condições de saúde preexistentes e a dosagem apropriada para cada paciente.
Essa abordagem personalizada contribui para a eficácia do tratamento, reduzindo os riscos de efeitos colaterais indesejados.
Confira: Disfunção Erétil Psicogênica (Psicológica)
Hidroclorotiazida causa disfunção erétil? 6 alternativas e prevenção
Quando a hipertensão se apresenta de forma leve, com a pressão arterial sistólica entre 9 e 10, a abordagem inicial não envolve o uso de medicamentos, mas sim alterações nos hábitos de vida.
Recomenda-se a adoção de práticas como a redução do consumo de sal, a eliminação do tabaco e do álcool, a prática regular de exercícios físicos e o controle do estresse e do peso corporal.
Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology, que discute se hidroclorotiazida causa disfunção erétil, destacou que a combinação de uma dieta com baixo teor de sal com a DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension, em português, Dieta para Barrar a Hipertensão) resultou em uma significativa diminuição da pressão arterial.
A dieta DASH prioriza alimentos ricos em proteínas, fibras, potássio, magnésio e cálcio, como frutas vermelhas, legumes, verduras (especialmente brócolis), oleaginosas como a castanha-do-pará, carnes magras e iogurte.
É recomendável evitar alimentos industrializados, açúcar e excesso de sal, pois estes podem aumentar o risco de elevação da pressão arterial.
Incorporar atividades aeróbicas, como corrida ou natação, é outra medida importante. Além de relaxar os vasos sanguíneos, esses exercícios promovem a perda de peso, contribuindo para a redução da pressão arterial.
O sono adequado e a gestão do estresse também são estratégias essenciais, uma vez que afetam diretamente a produção dos hormônios responsáveis pelo controle circulatório durante as fases profundas do sono.
Caso as mudanças no estilo de vida não controlem efetivamente a pressão, a intervenção medicamentosa torna-se necessária para relaxar os vasos sanguíneos.
Entretanto, mesmo sob medicação, manter um estilo de vida saudável continua sendo fundamental para evitar que a pressão arterial ultrapasse os valores normais.
Adicionalmente, chás diuréticos, como cavalinha, carqueja, alecrim, alho, louro e chá-verde, podem ser empregados para eliminar o excesso de sódio do corpo.
Incorporar vegetais ricos em magnésio, potássio e cálcio, com propriedades anti-inflamatórias, em sucos e vitaminas, também é uma medida benéfica para quem busca controlar a hipertensão.
Leia mais: Escitalopram e disfunção erétil: existe alguma relação?
Cuide da sua saúde sexual!
Se você está enfrentando a questão da disfunção erétil enquanto toma hidroclorotiazida, é importante entender os possíveis vínculos entre a medicação e esse efeito colateral. Como mostramos, alguns pacientes podem experimentar impactos na função erétil devido aos efeitos do diurético.
A consulta com um profissional de saúde é fundamental nesses casos. Comunique qualquer preocupação ou sintoma com um médico urologista para avaliação e orientação personalizada.
O Dr. Paulo Egydio está disponível para oferecer orientações sobre o assunto. Agende uma consulta e descubra as opções disponíveis para preservar sua saúde e bem-estar.



