Ultrassom na Doença de Peyronie: saiba mais sobre este exame

Ultrassom na Doença de Peyronie: saiba mais sobre este exame

Ultrassom na Doença de Peyronie: saiba mais sobre este exame

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O ultrassom na Doença de Peyronie é um exame complementar que poder ser útil para avaliar as características da fibrose e verificar alterações associadas à função erétil.

Para pacientes que precisam de tratamento para a curvatura peniana e a disfunção erétil, a avaliação por meio de imagens tem sido muito relevante. A ultrassonografia pode oferecer informações mais completas, de forma rápida e segura. 

Uma revisão publicada no World Journal of Urology em 2020, analisou a utilidade do ultrassom peniano na avaliação e no acompanhamento da Doença de Peyronie. Segundo os autores, o exame com Doppler colorido pode acrescentar informações sobre a localização das placas, a presença de calcificações e possíveis causas de disfunção erétil, auxiliando o urologista forma rápida e custo-efetiva.

Estudo similar foi produzido no Brasil, apontando a vantagem do ultrassom na Doença de Peyronie. De acordo com artigo publicado na Radiologia Brasileira, periódico científico do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, a ultrassonografia é útil para identificar lesões e determinar a relação dessas lesões com a disfunção erétil presente no Peyronie. 

Embora o diagnóstico da Doença de Peyronie seja clínico, baseado nas queixas do paciente e no exame físico, a ultrassonografia ocupa um lugar fundamental para guiar os próximos passos.

Ultrassom na Doença de Peyronie: diagnóstico

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Ultrassom para disfunção erétil 

O ultrassom é um exame que pode ajudar o médico a analisar alterações que não são totalmente perceptíveis apenas durante a avaliação clínica da Doença de Peyronie, de forma não invasiva e sem recurso a radiação.

Nos casos de Peyronie, a preferência é pelo ultrassom com Doppler. Além de permitir uma avaliação detalhada das estruturas morfológicas, o Doppler gera imagens nítidas e coloridas que possibilita analisar o fluxo sanguíneo nas artérias penianas. 

Dessa forma, o exame pode ajudar a:

  • Identificar fibroses penianas;
  • Avaliar a presença de calcificações;
  • Analisar a extensão da fibrose;
  • Observar estruturas penianas envolvidas na ereção;
  • Avaliar o fluxo sanguíneo nas artérias penianas;
  • Contribuir para a avaliação de casos associados a disfunção erétil;
  • Auxiliar no planejamento do tratamento, especialmente em casos cirúrgicos.
Apesar de poder trazer informações úteis, a ecografia é um exame complementar, que não substitui a consulta médica nem o exame realizado por um urologista. A interpretação dos achados deve ser feita pelo médico.

Como a ultrassonografia peniana com Doppler colorido é realizada

Ao realizar esse o ultrassom na Doença de Peyronie, o paciente precisará receber a aplicação de um medicamento que induz a ereção. A ereção fármaco-induzida é essencial para avaliar a situação vascular penianas em condições semelhantes às de uma ereção natural.

Durante o exame, o doente permanece deitado de barriga para cima, com o pénis exposto. O médico aplica um gel sobre a pele e utiliza uma sonda externa para examinar o pénis. Todo o processo é bem tolerado pela maioria dos doentes, com pouco ou nenhum desconforto.

As imagens são geradas em tempo real, permitindo observar o interior dos tecidos penianos e vasos sanguíneos.

Após a realização do exame, o especialista interpreta os achados, elabora o laudo e, em geral, entrega o resultado no mesmo dia.

Primeiro passo do tratamento

O Dr. Paulo Egydio, experiente no tratamento de pacientes de Peyronie, endossa que, antes de indicar qualquer tratamento, é necessária a realização de um exame de ultrassom com Doppler. É um exame que vai medir a funcionalidade do pênis e verificar a existência de fibrose, se elas são superficiais ou profundas, se há algum problema de ereção vinculado”, analisa o profissional.  

A partir da história clínica associada ao resultado do exame será possível identificar o estágio da Doença de Peyronie e definir se o tratamento será iniciado com o uso de medicamentos, ou se será necessário uma intervenção cirúrgica.

No caso de cirurgia, o exame ainda ajuda a identificar a região exata em que o procedimento será realizado para alinhar e otimizar o pênis, deixando-o apto para a colocação da prótese peniana. 

Ou seja, esse exame, quando indicado, pode ajudar a complementar a avaliação clínica e orientar o tratamento com mais segurança.

Vale sempre o lembrete: busque ajuda com profissionais dedicados ao tratamento da Doença de Peyronie. Essa é a melhor forma de encontrar uma abordagem terapêutica individualizada, que pode ajudar na recuperação de uma vida sexual plena. 

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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