Quais são os tipos de câncer de próstata? Diferenças, sintomas e tratamentos

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Quais são os tipos de câncer de próstata? Diferenças, sintomas e tratamentos

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O adenocarcinoma é o tipo de câncer de próstata mais conhecido e representa 95% dos casos. Os 5% restantes são raros e alguns não apresentam sintomas. Neste artigo, você conhecerá os tipos de câncer de próstata, seus sintomas e os tratamentos mais comuns. Acompanhe o conteúdo que preparamos!

Dentre os tipos de câncer de próstata existentes, o mais conhecido é o adenocarcinoma, que provoca o aumento anormal do número das células da próstata. Existem outros tipos que são raros e podem não apresentar sintomas, sendo algumas vezes diagnosticados em estágios mais avançados.

No blog de hoje você vai descobrir quais são os tipos de câncer de próstata, conhecer os sintomas, diagnóstico e tratamentos disponíveis.

Tipos comuns de câncer de próstata

O adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de próstata, representando 95% dos casos. Ele se forma nas células glandulares da próstata que produzem o fluído prostático, um dos principais componentes do sêmen. No adenocarcinoma, essas células se proliferam de forma anormal, formando tumores malignos.

Adenocarcinoma

O adenocarcinoma é resultado de mutações genéticas que afetam as células glandulares do epitélio, um tecido presente não somente na próstata, mas também nos pulmões, intestinos e mamas.

Essas mutações fazem as células se multiplicarem de maneira descontrolada e isso forma tumores malignos que podem se espalhar para outras partes do corpo. Existem dois tipos de adenocarcinoma:

  • Adenocarcinoma acinar: 95% dos adenocarcinomas são desse tipo e seu diagnóstico é pela biópsia da próstata, exame solicitado após alterações no exame de toque retal e no exame de PSA;
  • Adenocarcinoma ductal: é um dos tipos de câncer de próstata menos comuns e representa cerca de 3% dos carcinomas de próstata. É mais agressivo e geralmente o diagnóstico é em conjunto com o adenocarcinoma acinar.

Tipos de câncer de próstata raros

Saiba quais são os tipos de câncer de próstata mais raros:

a palavra tumor escrita em inglês em quadrados de madeira dispostos em um fundo rosa claro

Carcinoma de pequenas células

O carcinoma de pequenas células é um dos tipos de câncer de próstata mais raros e agressivos, representado menos de 1% dos casos e com uma sobrevida média estimada em 10 meses após o diagnóstico, de acordo com um artigo publicado na Revista de Saúde. A mesma publicação destaca ainda que ele é mais comum em homens afro-americanos.

Ele se desenvolve nas células neuroendócrinas da próstata, responsáveis pela produção e liberação de hormônios que atuam no crescimento do tecido da próstata.

Uma particularidade é que o carcinoma de pequenas células pode não apresentar sintomas e também não ter alteração dos valores de PSA, algo que acontece no adenocarcinoma de próstata convencional.

Quando surgem sintomas como sangue na urina ou no sêmen a doença está em estágio avançado e há possibilidade de espalhar para os ossos, causando dores e fraturas.

Carcinoma ductal

O carcinoma ductal é um tipo de câncer de próstata que tem origem nos ductos prostáticos, local onde é produzido o fluido prostático.

É um tumor maligno de próstata bastante agressivo, porque pode invadir tecidos próximos em pouco tempo. Além do mais, o carcinoma ductal não apresenta sintomas na maioria dos casos e também não apresenta elevação dos níveis de PSA, dificultando o diagnóstico precoce.

Quando o paciente tem dificuldade para urinar, o que acontece por causa da pressão do tumor, o câncer está avançado.

Carcinoma mucinoso

O carcinoma mucinoso é um tumor maligno de próstata raro caracterizado pelo excesso de produção de muco pelas células cancerígenas.

Esse muco interfere no funcionamento da próstata, dificultando a passagem da urina, além de causar dor pélvica e dificultar o diagnóstico.

Carcinoma escamoso

Um dos tipos de câncer de próstata mais raros, o carcinoma escamoso responde por 0,5% a 1% dos tumores malignos prostáticos. Segundo este relato de caso publicado na Revista Científica de Urologia da Sociedade Brasileira de Urologia, o carcinoma escamoso de próstata tem expectativa de 14 meses desde o diagnóstico e pode se espalhar para os ossos, fígado e pulmões.

Carcinoma transicional

O carcinoma transicional tem origem nas células de transição que revestem a uretra e a bexiga, protegem os tecidos de substâncias tóxicas da urina e permitem a expansão da bexiga. Essas células são chamadas “de transição” porque a forma delas muda de achatadas para arredondadas dependendo do volume de urina.

Como se origina nas células da região da uretra e bexiga, o carcinoma transicional pode se comportar como o câncer de bexiga e ter sintomas como dificuldade para urinar e sangue na urina.

Sarcoma de próstata

O artigo da Revista Brasileira de Cancerologia sobre sarcoma de próstata explica que esse tumor é raro representando menos de 0,1% dos cânceres de próstata em adultos. O diagnóstico costuma ser em estágio avançado.

Em relação aos sintomas, o estudo apresentado na publicação informa que o paciente analisado teve queixas de idas constantes ao banheiro à noite, redução do jato urinário e que o exame de toque mostrou aumento do tamanho da próstata.

Qual o grau mais grave de câncer na próstata?

O grau de gravidade do câncer de próstata é medido pelo Escore de Gleason, que pontua as áreas afetadas verificadas na biópsia. As duas áreas mais comprometidas recebem uma nota cada uma. Por exemplo, no prontuário médico que consta Adenocarcinoma Gleason 8 (4+4), significa que, das duas partes mais atingidas, cada uma recebeu 4 pontos.

No Escore de Gleason, a nota mínima é 6 e a máxima, 10. Quanto maior a nota, maior o nível de agressividade do tumor.

Quando o câncer de próstata é considerado avançado?

Alguns tipos de câncer de próstata como o carcinoma de pequenas células e o carcinoma ductal não apresentam sintomas, então, quando eles surgem é porque o câncer está avançado. Conheça os sintomas:

  • Dificuldade para urinar, jato de urina fraco ou interrompido, sensação de não conseguir esvaziar a bexiga totalmente e aumento da frequência urinária, especialmente durante a noite;
  • Hematúria, que é o sangue na urina;
  • Os cânceres de próstata podem atingir para os ossos e nesse caso, os sintomas são dor na coluna, joelhos, quadris, coxas e ombros;
  • Perda de apetite e perda de peso;
  • Insuficiência renal.

Como diagnosticar o câncer precocemente?

A incidência do câncer de próstata é maior em homens com 50 anos ou mais

Como geralmente os tumores não apresentam sintomas, é fundamental fazer o acompanhamento anual com o urologista e fazer o exame de toque retal e o exame de PSA.

Caso ambos apresentem alterações, o médico solicita biópsia, ultrassom transretal e ressonância magnética para confirmar a suspeita de tumor maligno. Se o câncer for confirmado, a tomografia computadorizada de próstata pode ser indicada para avaliar a extensão da doença.

Sintomas do câncer de próstata

Ter muita vontade de fazer xixi, principalmente à noite, jato de urina fraco são alguns dos sintomas do câncer de próstata. Conheça os outros:

  • Sangue na urina ou no sêmen;
  • Redução do volume do sêmen;
  • Dor ao urinar ou na ejaculação;
  • Dificuldade de ereção;
  • Dor na região lombar, pelve e nos quadris;
  • Fraqueza ou dormência nas pernas.

Tratamentos recomendados para cada tipo de câncer

Conheça os tratamentos para os tipos de câncer de próstata que apresentamos aqui:

Adenocarcinoma

  1. Prostatectomia, que é a remoção da próstata, podendo ser:
    • Aberta: retirada da próstata por uma incisão que separa os músculos do abdômen;
    • Laparoscópica: retirada da próstata por meio de pequenas incisões no abdômen, onde são inseridas a cânula e a câmera para ajudar na precisão do procedimento;
    • Robótica: também são usados uma cânula e câmera, a diferença é o uso de um braço robótico.
  1. Radioterapia: As células afetadas são eliminadas por meio de radiação.
  2. Terapias ablativas: tratamentos que destroem o tecido doente e visam inibir a produção de testosterona por meio de medicamentos ou remoção dos testículos.

No caso do câncer ter migrado para outras áreas, os tratamentos são a quimioterapia e a radioterapia, está indicada para casos de metástase óssea.

Carcinoma de pequenas células

Tratamento baseado em quimioterapia. A cirurgia é recomendada nos estágios iniciais e próximos à próstata. Já a radioterapia oferece controle local da doença.

Leia também: Quimioterapia deixa o homem impotente: entenda o que fazer

Carcinoma ductal

Tratamento mais intensivo, incluindo cirurgia, radioterapia e terapia hormonal para inibir a produção de testosterona.

Carcinoma mucinoso

Remoção da próstata, radioterapia, terapia para reduzir hormônios que fazem o tumor crescer, como a abiraterona, apalutamida ou enzalutamida e quimioterapia.

Carcinoma escamoso

Remoção da próstata, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal.

Carcinoma transicional

Remoção da próstata (cirurgia aberta), quimioterapia, terapia para reduzir hormônios que fazem o tumor crescer, radioterapia externa e ultrassom focado de alta intensidade (HIFU), tratamento que usa ondas ultrassônicas de alta intensidade para tratamento não invasivo.

Sarcoma de próstata

Tratamento multidisciplinar que inclui remoção da próstata, radioterapia, quimioterapia e terapia para reduzir hormônios que fazem o tumor crescer.

Prevenção para uma vida saudável

Manter um estilo de vida saudável pode contribuir para a redução dos riscos de ter um câncer de próstata. Saiba como:

  • Alimentação saudável com adicional de incluir alimentos bons para a próstata;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Manter peso adequado à altura;
  • Evitar cigarro, álcool e drogas ilícitas.

Diagnóstico precoce é essencial

Consultas de rotina com o urologista e exames preventivos são essenciais, pois aumentam as chances de detectar o câncer de próstata em estágios iniciais.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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