A dor no canal da urina pode ser causada por infecções, pedras nos rins ou alterações na próstata. O tratamento varia conforme a causa e pode incluir o uso de antibióticos, antivirais ou, em casos mais graves, cirurgia. Saiba mais!
Você já sentiu o canal da urina doendo? Caso sim, saiba que pode indicar algum distúrbio no trato urinário e pode estar relacionado a alterações no trato urinário e, quando persistente, merece investigação adequada.
Esse incômodo se chama disúria e os sintomas mais comuns são queimação, ardência, pontadas e até dificuldade para urinar.
A infecção urinária é uma das causas mais comuns, mas outras condições que também podem provocar o sintoma.
A seguir, confira as 7 principais causas de dor no canal da urina e como tratar cada uma delas.
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Infecção urinária
A infecção urinária ocorre devido à proliferação de bactérias ou fungos nos órgãos do trato urinário (rins, bexiga e/ou uretra).
Homens acima de 50 anos, diabéticos, em uso de determinadas medicações, que têm algum tumor, cálculos renais ou apresentam hiperplasia prostática benigna têm mais chances de desenvolver a doença.
Maus hábitos, como segurar a urina por longos períodos, ingerir pouca quantidade de líquidos, não esvaziar completamente a bexiga e praticar sexo anal sem proteção, também são considerados fatores de risco para a doença.
Manter uma boa higiene pode contribuir para a redução do risco de infecções. Homens circuncidados tendem a apresentar menor risco, pois a ausência do prepúcio reduz o acúmulo de secreções e a proliferação de microrganismos na região.
Sintomas da infecção urinária
- Sensação de ardência ao urinar
- Urina com odor forte
- Necessidade urgente e frequente de urinar, mesmo com pouca urina
- Desconforto ou dor na parte inferior do abdômen
- Dor na uretra masculina
- Urina turva ou com presença de sangue
- Febre baixa (em alguns casos)
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da infecção urinária é feito por meio de uma análise clínica e laboratorial. O médico geralmente pede um exame de urina comum, chamado urina tipo 1, para verificar sinais de infecção, como presença de leucócitos e bactérias.
Em alguns casos, pode ser solicitada uma urocultura, que identifica o tipo exato de bactéria causadora da infecção, ajudando a escolher o tratamento mais adequado.

Pedra nos rins
A pedra nos rins é uma das causas comuns de dor ou ardor ao urinar. Isso acontece porque o cálculo renal pode bloquear o canal urinário durante sua eliminação, provocando dor.
As pedras se formam quando substâncias presentes na urina, como cálcio, ácido úrico e oxalato, se acumulam e formam cristais.
Os homens, especialmente após os 40 anos, têm maior chance de desenvolver o problema.
Quem já teve pedra nos rins pode apresentar o problema novamente. Por isso, uma das principais formas de prevenção é manter uma boa hidratação, ingerindo cerca de 2 a 3 litros de água por dia.
Sintomas de pedra nos rins
- Dor severa nas costas, lateral do abdômen ou virilha
- Sangue na urina
- Dor ao urinar
- Necessidade frequente de urinar em pequenas quantidades
- Náusea e vômito
- Febre e calafrios (caso haja infecção associada)
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de pedra nos rins é feito por meio de exames de imagem, como ultrassom ou tomografia, que ajudam a identificar o tamanho e a localização do cálculo.
O médico também pode solicitar exames de urina para verificar sinais da presença de cristais ou sangue. Em alguns casos, exames de sangue são realizados para avaliar substâncias que podem favorecer a formação de pedras nos rins.

Prostatite
A prostatite é a inflamação da próstata, geralmente causada por bactérias relacionadas a infecções do trato urinário ou infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como gonorreia e clamídia.
A doença pode surgir de forma repentina, sendo chamada de prostatite aguda, ou se desenvolver de forma prolongada, caracterizando um quadro crônico.
O uso de preservativo nas relações sexuais ajuda a reduzir o risco da doença. Homens acima de 50 anos ou com histórico de infecções urinárias também devem ter atenção aos sintomas.
Sintomas de prostatite
- Dor ou desconforto ao urinar
- Sensação de pontadas na uretra masculina
- Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite
- Dor na região inferior do abdômen, costas ou virilha
- Ejaculação dolorosa
- Febre e calafrios (em casos de prostatite aguda)
- Sensação de pressão ou desconforto na área pélvica
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de prostatite começa com uma avaliação dos sintomas e um exame físico, que pode incluir o toque retal, para avaliar o tamanho e a sensibilidade da próstata.
Exames de urina e de sangue são solicitados para verificar a presença de infecções ou sinais de inflamação. Em alguns casos, o médico pode solicitar uma cultura do líquido prostático ou exames de imagem, como ultrassom, para uma avaliação mais detalhada da próstata.

Hiperplasia prostática benigna (HPB)
A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o aumento da próstata, algo comum em homens a partir dos 50 anos. Com o passar do tempo, a glândula — que normalmente tem o tamanho de uma noz — pode aumentar de volume.
Apesar de não ser câncer, esse aumento pode pressionar a uretra e dificultar a passagem da urina. Isso pode favorecer o surgimento de problemas como infecções urinárias e formação de pedras nos rins.
Sintomas de HPB
- Dificuldade para iniciar a micção
- Fluxo urinário fraco ou interrompido
- Necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
- Gotejamento ao final da micção
- Urgência para urinar, às vezes acompanhada de incontinência
- Sensação de pressão na região pélvica
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da hiperplasia prostática benigna geralmente começa com a avaliação dos sintomas e um exame físico, que pode incluir o toque retal para verificar o tamanho da próstata.
Exames de urina podem ser solicitados para descartar infecções, e o exame de sangue PSA pode ajudar a avaliar a saúde da próstata.
Em alguns casos, o médico também pode pedir exames de imagem, como ultrassom, para analisar melhor a próstata e verificar possíveis obstruções no fluxo urinário.

Câncer de bexiga
O sangue na urina (hematúria) é um dos principais sinais de alerta para o câncer de bexiga. A doença também pode causar dor ou ardor ao urinar, vontade frequente de urinar, urgência urinária e fluxo de urina mais fraco.
Esse tipo de câncer é mais comum em homens mais velhos. O principal fator de risco é o tabagismo, mas a exposição prolongada a alguns produtos químicos, presentes em tintas, borrachas e outros materiais industriais, também pode aumentar o risco da doença.
Existem diferentes tipos de câncer de bexiga, sendo o carcinoma de células transicionais o mais comum. Esse tumor se desenvolve nas células que revestem o interior da bexiga e outras partes do sistema urinário.
Sintomas de câncer de bexiga
- Presença de sangue na urina (hematúria), geralmente sem dor
- Urina com coloração rosada, avermelhada ou escura
- Necessidade frequente de urinar
- Dor ou ardência ao urinar
- Dor na região pélvica ou nas costas
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
- Fadiga e perda de peso sem motivo aparente (em estágios mais avançados)
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de câncer de bexiga envolve uma série de exames. O primeiro passo é a análise clínica dos sintomas, seguida por exames de urina para detectar sangue ou células cancerígenas.
A cistoscopia, exame que utiliza uma câmera para visualizar diretamente o interior da bexiga, é frequentemente usada para identificar tumores. Em caso de suspeita, pode ser realizada uma biópsia, onde uma amostra do tecido é removida para análise laboratorial.
Exames de imagem, como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética, também podem ser utilizados para verificar a extensão do câncer.

Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)
As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são causadas por vírus, bactérias ou parasitas transmitidos principalmente por meio de relações sexuais sem proteção. Entre as mais conhecidas estão: clamídia, gonorreia, sífilis, HPV e HIV.
Essas infecções podem afetar homens e mulheres e, muitas vezes, não apresentam sintomas no início, o que facilita a transmissão.
Algumas ISTs podem ser tratadas e curadas, como clamídia e gonorreia. Outras, como o HIV, exige tratamento contínuo. O uso de preservativos e a realização de exames regulares são as principais formas de prevenção.
Sintomas de IST
- Dor ou ardência ao urinar
- Secreções incomuns do pênis ou vagina
- Presença de feridas, verrugas ou bolhas nas áreas genitais
- Dor durante as relações sexuais
- Coceira ou irritação nas áreas genitais
- Febre e mal-estar (em infecções mais avançadas)
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico pode variar de acordo com o tipo de infecção. Exames de urina ou de sangue são comumente utilizados para identificar a presença de bactérias ou vírus causadores das infecções.
Em casos como o HPV ou herpes genital, o diagnóstico pode ser feito através de exames clínicos e biópsias das lesões. O acompanhamento regular com um médico, especialmente após a detecção de sintomas, é importante para garantir um diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

Uretrite
A uretrite é a inflamação da uretra, o canal que leva a urina da bexiga para fora do corpo. Ela pode ser causada por infecções bacterianas ou virais, sendo a clamídia e a gonorreia algumas das causas mais comuns.
Além das ISTs, traumas na uretra ou irritação causada por produtos químicos, como sabonetes e espermicidas, também podem provocar a condição.
Entre os principais sintomas estão dor na uretra e ardor ao urinar. Quando não tratada, a uretrite pode levar a outras complicações e, por isso, deve ser avaliada por um médico.
Sintomas de uretrite
- Queimação ao urinar
- Necessidade frequente de urinar, com pouca quantidade de urina
- Secreções incomuns do pênis ou vagina
- Coceira ou irritação na ponta do pênis
- Dor durante as relações sexuais
- Presença de sangue na urina ou no sêmen
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da uretrite começa com a avaliação dos sintomas e exame clínico realizado pelo médico.
Geralmente é solicitado um exame de urina para verificar sinais de infecção. Em alguns casos, também podem ser feitos exames de secreção uretral ou de sangue para identificar o agente causador.
Quando há suspeita de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), exames específicos também podem ser recomendados.

Quais exames são feitos para identificar a causa?

O que fazer quando o canal da urina dói?
Ao notar os primeiros sinais de desconforto, como ardor, dor ou dificuldade para urinar, é importante não ignorar o problema. Esses sintomas podem indicar que algo não está funcionando bem no sistema urinário.
Uma das primeiras medidas é aumentar a ingestão de água, pois beber bastante líquido pode auxiliar na função urinária e contribuir para o alívio de sintomas em alguns casos leves.
No entanto, se os sintomas persistirem ou surgirem sinais como sangue na urina, febre ou dor intensa, é importante procurar um médico. Somente um profissional poderá identificar a causa do problema e indicar o tratamento adequado.

O que tomar para limpar o canal da urina?
O tratamento da dor no canal da urina deve ser indicado por um médico urologista, de acordo com a causa do problema. Por isso, é importante evitar a automedicação.
O uso de medicamentos, chás ou outros produtos sem orientação médica pode não resolver o problema e, em alguns casos, até agravar a situação.
Quais são os tratamentos mais recomendados para dores no canal da urina?
O tratamento para dor no canal da urina depende diretamente da causa do problema. Confira:
- Inflamação na bexiga ou infecção urinária: a causa é tratada com antibióticos, além disso, anti-inflamatórios e analgésicos podem ser prescritos para aliviar o desconforto no canal da urina.
- Pedras nos rins: pedras pequenas podem ser expelidas com medicamentos e hidratação. Pedras maiores exigem tratamentos como a litotripsia para fragmentá-las, ou até mesmo cirurgia para casos mais graves.
- Infecções sexualmente transmissíveis: antibióticos ou antivirais, dependendo da infecção.
Como evitar dores ao urinar?
| Medida Preventiva | Descrição / Benefício |
|---|---|
| Beber bastante água | Limpar e hidratar o trato urinário para eliminar bactérias e prevenir infecções. |
| Não segurar a urina | Não segurar a urina para evitar o acúmulo de bactérias na bexiga. |
| Boa higiene íntima | Especialmente após as relações sexuais para evitar proliferação de bactérias que causam infecções e irritações. |
| Uso de preservativos | Em todas as relações sexuais para prevenir infecções que causam dor ou ardência ao urinar. |
| Evitar produtos irritantes | Usar produtos específicos para a região íntima para reduzir o risco de alergias e inflamações. |
| Check-ups regulares | Fazer check-ups regulares contribuem para a identificação precoce de alterações de saúde de doenças urinárias e outras. |
Cuidar da saúde é a melhor maneira de evitar problemas graves
Cuidar da saúde de forma contínua é essencial para manter o bem-estar e a qualidade de vida.
Hábitos como manter uma alimentação equilibrada, beber bastante água e praticar atividades físicas regularmente ajudam na prevenção de problemas urinários.
Se surgir algum sintoma incomum, como dor ao urinar ou desconforto persistente, é importante procurar ajuda médica.
A avaliação de um especialista permite identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado, evitando complicações.
Quando procurar um urologista?
A dor no canal da urina não deve ser ignorada e merece avaliação médica.
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