Prostatite crônica é um dos tipos de processo inflamatório que ocorre na próstata. A condição é difícil de tratar e pode causar sintomas incômodos.
A prostatite é uma inflamação da próstata que, apesar de não ser considerada uma condição grave, requer cuidado. Quando ignorada, pode gerar complicações e impactar a qualidade de vida do homem.
A prostatite apresenta diferentes classificações clínicas, algumas ainda em estudo pela medicina. Um dos tipos mais comuns é a prostatite crônica, caracterizada por episódios recorrentes ao longo da vida e pela ausência de um tratamento definitivo.
Conheça essa condição, quais são os tipos e porque é importante procurar auxílio médico para cuidar da prostatite crônica.
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O que é prostatite
A prostatite é uma doença da próstata – glândula localizada abaixo da bexiga, responsável pela produção do fluído prostático. Embora o quadro seja caracterizado pela inflamação, alguns casos não apresentam esse sintoma típico.
O quadro pode ser causado por infecções bacterianas, que geralmente se iniciam no trato urinário. No entanto, há casos em que a causa não é totalmente conhecida.
De acordo com o artigo Epidemiology of prostatitis, que analisou cinco estudos populacionais com 10.617 homens, a incidência global de alguma forma ou sintomas de prostatite foi estimada, em média, em 8,2% dos participantes.
Tipos e classificações
Desde 1999, o National Institutes of Health (NIH), agência de pesquisa médica ligada ao governo dos Estados Unidos, classifica a prostatite da seguinte forma:
- Prostatite aguda: é causada por uma infecção bacteriana na próstata que surge de forma repentina e afeta o sistema urinário.
- Prostatite crônica bacteriana: é causada por uma infecção bacteriana na próstata que evolui lentamente e afeta o sistema urinário, com difícil tratamento do agente causador.
- Prostatite crônica/síndrome da dor pélvica crônica, inflamatória: inflamação na próstata sem causa definida.
- Prostatite crônica/síndrome da dor pélvica crônica, não inflamatória: não é causada por infecção nem apresenta sinais de inflamação. Está associada a fatores neuromusculares, de tensão do assoalho pélvico ou psicológicos – por isso, é popularmente chamada de prostatite emocional.
- Prostatite crônica inflamatória assintomática: inflamação na próstata sem causa definida, que não apresenta sintomas. Geralmente, é identificada em exames de rotina, como PSA.
Sintomas e sinais de alerta
Os sintomas de prostatite variam de acordo com o tipo de inflamação. Em muitos casos, pode haver dor ou desconforto em regiões específicas.

Além das dores, os sinais de alerta mais comuns são:
- Dor ou desconforto na área entre o escroto e o ânus, na parte inferior das costas, pênis ou testículos;
- Dor ou ardência durante a micção;
- Urgência para urinar;
- Micção frequente, especialmente durante a noite;
- Dor durante a ejaculação;
- Dor durante a ereção;
- Disfunção erétil;
- Dor para defecar.
No caso da prostatite bacteriana aguda, os sintomas tendem a ser mais graves e incluem, ainda:
- Sangue na urina ou no sêmen;
- Febre e calafrios.
- Sensação de mal-estar.
É importante lembrar que é possível apresentar prostatite, mesmo sem manifestar sintomas (prostatite crônica inflamatória assintomática).
Causas da prostatite
Quando há uma infecção bacteriana, os agentes responsáveis pela prostatite podem ser a Escherichia Coli e a Enterococcus fecalis, que podem se alojar na uretra ou no reto.
A causa pode não ser identificada em muitos casos. Acredita-se que micro-organismos ainda não identificados podem ser os responsáveis, assim como o refluxo da urina.
Dependendo do tipo, uma combinação de fatores neuromusculares, emocionais e psicossomáticos – como tensão muscular do assoalho pélvico, disfunção nervosa local, estresse prolongado e alterações na percepção da dor – podem favorecer a prostatite.
Diagnóstico e avaliação médica
O diagnóstico é feito por um médico urologista, que vai solicitar exames para o homem que está com suspeita de prostatite.
Para a maioria dos casos, o médico vai avaliar o histórico clínico, fazer exames físicos, como o toque retal, e solicitar os seguintes exames laboratoriais:
- EQU (Exame Qualitativo de Urina) para avaliar a saúde do trato urinário;
- Urocultura para detectar se há bactérias na urina.
Em quadros graves, quando há dores intensas, presença de sangue na urina ou dificuldades para urinar, pode ser necessário realizar exames complementares, como ressonância magnética, tomografia, cistoscopia ou ultrassom.
O exame de PSA não é indicado para o diagnóstico. Caso o toque retal encontre anomalias, esse exame pode ser solicitado para investigar câncer de próstata, mas não a prostatite.
Por que a prostatite pode ser mais grave do que se imagina
Quando não é levada a sério, a prostatite pode deixar sequelas indesejadas no homem que vão além do desconforto inicial.
A inflamação persistente favorece o acúmulo de bactérias dentro da glândula, levando à formação de abscessos prostáticos. Eles podem exigir drenagem e causar febre alta, dor intensa e dificuldade para urinar.
A infecção também pode se disseminar para estruturas próximas, provocando epididimite (inflamação do epidídimo) e orquite, que compromete a fertilidade e o sistema urinário.
Nos casos em que a infecção não é completamente eliminada, o quadro pode evoluir para uma prostatite crônica bacteriana ou para a síndrome da dor pélvica crônica. Essas condições são duradouras, recorrentes e com um tratamento bastante difícil.
O impacto pode afetar, ainda, a vida sexual. A prostatite e a disfunção erétil se relacionam, pois danos na região pélvica, como comprometimento do fluxo sanguíneo e nervos, favorecem a dificuldade de ter ou manter a ereção.
Essa condição pode levar o homem a quadros de ansiedade, depressão e baixa autoestima.
A prostatite é contagiosa?
A prostatite não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa, apesar de alguns tipos terem um agente bacteriano como causador. Logo, não é contagiosa.
Tratamentos e recuperação
O tratamento da prostatite deve ser individualizado, conforme o tipo e a origem do quadro.
As prostatites que têm origem bacteriana são tratadas com antibióticos, que vão combater a infecção e reduzir o processo inflamatório gradualmente.
Casos agudos podem melhorar em até um mês. Já os casos crônicos precisam de tratamentos prolongados ou repetidos com medicamentos antibióticos, e, mesmo após o controle, pode ser que não tenha cura.
Para as formas não bacterianas ou síndrome da dor pélvica crônica, o tratamento atua para administrar os sintomas, pois a condição também não tem cura definitiva. Portanto, o controle dos sintomas pode levar algumas semanas ou vários meses.
Analgésicos e anti-inflamatórios são usados contra a dor e o incômodo e medicamentos alfabloqueadores podem facilitar a micção.
No caso de dores persistentes, a fisioterapia pélvica pode ajudar a relaxar a musculatura do assoalho pélvico e reduzir a tensão local. Banhos de assento mornos e uma leve massagem na região da próstata também podem ser indicados.
Além disso, descanso adequado, evitar atividades que possam agravar os sintomas e reduzir o estresse são boas atitudes a se tomar. Já uma dieta que favoreça a próstata e hidratação adequada vão contribuir para minimizar os sintomas da prostatite e acelerar a recuperação.
Dúvidas sobre prostatite crônica? Fale com o Dr. Paulo Egydio
É fundamental recorrer a um médico ao primeiro sinal de inflamação na próstata para evitar a prostatite crônica e os impactos dessa condição para a saúde masculina.
O Dr. Paulo Egydio, que já atendeu mais de 7 mil pacientes ao longo de sua vida profissional, pode auxiliar os homens que desconfiam desse problema em seu consultório, com discrição e empatia.
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