Conheça a Técnica de Devine-Horton e Sampaio para alongar o lado curto do pênis

Fundo branco, braço parcial, e mão à esquerda semi fechada com dedo indicador torto fazendo sinal, representando a Técnica de Devine-Horton que trata o pênis curvo

Conheça a Técnica de Devine-Horton e Sampaio para alongar o lado curto do pênis

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Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

A técnica de Devine-Horton é utilizada no procedimento cirúrgico para a correção da curvatura peniana a partir de interferências para aumentar o lado encurtado do pênis. Saiba mais a seguir.

A técnica de Devine-Horton pode ser um tratamento para a curvatura adquirida (Doença de Peyronie) ou para a curvatura congênita e tem como objetivo resgatar a qualidade de vida sexual dos pacientes.

Ela só foi possível graças ao pioneirismo de Nesbit, que, em 1965, abriu os caminhos para tratar essas condições e permitiu que novas possibilidades de técnicas cirúrgicas se desenvolvessem a partir daí.

Técnica de Devine-Horton

A técnica de Devine-Horton representou uma quebra de paradigma no tratamento da Doença de Peyronie e da curvatura congênita, pois foi a primeira cirurgia para curvatura peniana a fazer intervenções no lado curto do pênis.

Até 1974, quando foi descrita, apenas a técnica de Nesbit era utilizada para esses casos. Apesar de eficaz, o procedimento acarreta redução do tamanho do pênis de até cinco centímetros.

Neste ano, os dois médicos americanos inovaram e passaram a fazer a cirurgia do lado curto do pênis, alongando-o.

Para fazer isso, o cirurgião realiza a excisão da fibrose da túnica albugínea e, ao invés de fazer plicaturas (como em Nesbit), é colocado outro tecido no pênis para cobrir as camadas que ficaram expostas (o “defeito”). É o chamado enxerto.

Ao cicatrizar e se regenerar, a intenção é que o enxerto revista todo o defeito, o mais próximo possível da pele natural, permitindo o alinhamento.

Segundo o estudo que documenta a técnica, ela é capaz de tratar 80% do casos de curvatura.

Entretanto, com essa técnica, é necessário remover uma boa quantidade de tecido da túnica albugínea, o que exige uma quantidade significativa de enxerto.

O enxerto, por sua vez, apresenta algumas desvantagens. Por não ser vascularizado, ele pode gerar retrações e perda de ereção.

Técnica de Sampaio

Tendo em vista a dificuldade de vascularização dos tecidos enxertados, em 1989, a técnica de Devine-Horton recebeu um aprimoramento.

A chamada contribuição de Sampaio, um urologista português, realizou, ao invés de excisões nos tecidos, um único corte de relaxamento, também no lado curto do pênis.

Isso gera uma expansão dos tecidos da túnica albugínea, que é então coberta por enxerto.

infográfico sobre técnicas de correção da curvatura peniana Devine-Horton e Sampaio

Qual é a diferença entre a Devine-Horton e a Sampaio?

A diferença entre as técnicas é que, em Devine-Horton, os tecidos afetados pela fibrose são retirados, o que causa grande perda tecidual e, portanto, um enxerto maior.

Em Sampaio, o alinhamento é produzido graças a um corte de relaxamento dos tecidos. Como não há remoção dos tecidos, o defeito é menor, pedindo um enxerto menor, com menos chances de retrações e disfunção erétil.

Como saber se a cirurgia de correção da curvatura peniana é para mim?

A cirurgia para corrigir a curvatura peniana é indicada para o tratamento de duas condições: Doença de Peyronie e curvatura congênita.

A Doença de Peyronie pode ser tratada clinicamente, com medicamentos ou injeções. Entretanto, quando essas alternativas não dão uma boa resposta para o paciente, o urologista pode recomendar a cirurgia.

Já nos casos de curvatura congênita, o único tratamento disponível é o cirúrgico.

É importante lembrar que, se a curvatura não trouxer prejuízos para a vida sexual do paciente (por exemplo, se ela não dificultar ou impedir a ereção e os movimentos), muitas vezes, não é preciso operar, apenas acompanhar.

Qual é o melhor método?

Existem mais de 15 técnicas cirúrgicas para tratar casos de curvatura no pênis.

O tratamento para esse tipo de condição é individualizado e depende muito da anatomia do pênis do paciente, se o paciente já passou por uma cirurgia prévia, se há ou não disfunção erétil associada, se há uma boa vascularização no interior do membro, entre outros fatores.

A avaliação com o urologista é fundamental para avaliar a melhor técnica cirúrgica indicada para cada caso.

Quais são os resultados esperados?

De forma geral, os resultados desejados para a cirurgia de curvatura peniana com a técnica de Devine-Horton são:

  • Alinhamento do pênis
  • Restauração do tamanho do pênis
  • Rigidez para penetrar
  • Cicatriz discreta
  • Sem retração

Entretanto, não é possível garantir que o paciente terá todos os resultados esperados, principalmente porque o comportamento do enxerto é imprevisível e depende de cada organismo.

Quanto tempo leva para ver os resultados completos após a cirurgia?

Esse tipo de cirurgia leva até um ano para cicatrizar totalmente.

Nos primeiros dias e semanas, o paciente precisará de cuidados médicos e repouso, mas, ao longo dos meses, poderá executar atividades normalmente e já terá uma boa noção de como o pênis ficará.

Por volta do segundo mês, o paciente pode ter relações sexuais e ter uma experiência completa das sensações penianas.

Porém, é indicado aguardar até um ano para movimentos mais intensos com a região, seja na prática sexual ou esportiva.

A curvatura pode retornar após o procedimento?

Cirurgias de curvatura peniana feitas com a técnica de Devine-Horton de fato apresentam alguma probabilidade de retorno da curvatura peniana.

Isso se dá devido ao enxerto e à retração tecidual que ele tende a causar.

Além disso, tratamentos que não incluem a colocação de uma prótese peniana – que dão firmeza e rigidez ao pênis, prevenindo novas fibroses – são mais propensas ao retorno da curvatura peniana.

O avanço das técnicas cirúrgicas para a curvatura peniana permitiu intervenções do lado encurtado do membro, evitando a redução de tamanho. Por outro lado, a técnica de Devine-Horton, a primeira do tipo, ainda não foi capaz de solucionar todos os desafios que essa condição complexa exige.

Para tratar quadros de Doença de Peyronie e curvatura congênita, é fundamental visitar um cirurgião que conheça as estratégias cirúrgicas disponíveis. Ele analisará o caso e poderá indicar a melhor para que o paciente tenha uma vida sexual satisfatória. Procure o Dr. Paulo Egydio para obter ajuda.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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