10 principais doenças penianas: veja quais são e os tratamentos indicados

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10 principais doenças penianas: veja quais são e os tratamentos indicados

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Balanopostite, curvatura do jovem, disfunção erétil, doença de Peyronie, candidíase e HPV são algumas das principais doenças penianas.

As doenças penianas impactam a saúde masculina, afinal de contas, o pênis é fundamental para a vida sexual e reprodução. 

Infecções, inflamações e até alterações anatômicas podem causar desconforto, dor e, algumas vezes, comprometer a funcionalidade do membro masculino – exigindo intervenção cirúrgica para correção da anatomia e torná-lo novamente funcional.

Mas as doenças no pênis afetam ainda o bem-estar psicológico e o tratamento também deve contemplar a recuperação emocional do paciente. Saiba mais!

Tipos de doenças do pênis

As doenças do pênis podem ser causadas por infecções e inflamações sexualmente transmissíveis ou não. Porém, as alterações anatômicas derivadas da doença de Peyronie ou curvatura do jovem também comprometem a saúde peniana.

A seguir, conheça as doenças mais comuns.

1. Balanopostite

A balanopostite é uma inflamação no pênis que atinge simultaneamente a glande e o prepúcio (a pele que reveste a glande). 

É uma das doenças do pênis mais comuns. As causas são falta de higiene, doenças de pele, infecção pelo fungo Candida albicans, prepúcio que não retrai, obesidade, diabetes e imunidade baixa.

Os sintomas são vermelhidão, inchaço, dor, desconforto ao urinar, feridas, mal-estar e febre. Esses sinais costumam surgir dois ou três dias após a relação sexual.

Tratamento: geralmente é realizado com medicamentos tópicos, como corticoides, antibióticos e antifúngicos. Em casos mais graves, pode ser indicada a cirurgia para correção da fimose.

2. Curvatura do jovem

A curvatura do jovem é uma das doenças do pênis que já vem de nascença. Por isso, também é chamada de curvatura congênita

Quem apresenta a condição tem um dos lados do membro maior ou mais elástico do que o outro. Isso faz com que, quando ereto, o pênis fique torto, seja para o lado, para cima ou para baixo – ou em mais de um sentido.

Tratamento: a curvatura costuma ser percebida apenas na puberdade e muitos jovens têm vergonha de buscar ajuda. Porém, um urologista pode avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico para alinhar o pênis, baseada em princípios geométricos para a expansão dos tecidos do lado encurtado.

3. Disfunção erétil

A disfunção erétil é a dificuldade em obter ou manter a ereção desde a penetração até a ejaculação. 

As causas podem ser físicas, como traumas no pênis, desequilíbrio hormonal, doenças cardiovasculares, problemas anatômicos, consumo de álcool, tabagismo e tratamentos médicos. Porém, questões psicológicas como ansiedade, estresse e depressão também podem prejudicar a função erétil.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 50% dos homens acima dos 40 anos têm algum grau de dificuldade de ereção.

Tratamento: pode ser com medicamentos orais ou injeções aplicadas diretamente no pênis antes do ato sexual. Caso o tratamento medicamentoso não seja suficiente, a prótese peniana pode ser indicada.

4. Doença de Peyronie

A Doença de Peyronie é a curvatura peniana anormal causada por traumas durante a relação sexual, práticas esportivas ou acidentes. 

Essas lesões deixam uma cicatriz na túnica albugínea – tecido que protege os testículos. O tecido fibroso reduz a elasticidade peniana e deixa o pênis com uma curvatura perceptível quando o membro está ereto.

Se não tratada, a ereção tende a ficar dolorosa e até impedir o ato sexual, devido à tortuosidade do pênis.

Tratamento: quando o diagnóstico é feito no início, o tratamento pode ser realizado com medicamentos, com monitoramento por cerca de 6 meses.  Nos casos em que a funcionalidade do pênis está comprometida, o tratamento costuma envolver a colocação de prótese peniana.

5. Doença peniana causada por fungo – Candidíase

A candidíase é a infecção causada pelo fungo Candida albicans, presente na mucosa da boca e também no trato gastrointestinal. É fundamental frisar que a candidíase não é uma IST (infecção sexualmente transmissível).

A presença desse fungo por si só não traz prejuízos à saúde. O problema é quando a imunidade está enfraquecida, porque isso leva a proliferação desse microrganismo.

Estresse, alimentação inadequada, sono ruim, diabetes, uso de antibióticos são fatores que contribuem para a redução das defesas naturais. 

A candidíase masculina se manifesta no pênis por meio de coceira intensa, inchaço e vermelhidão, dor ou ardência durante o sexo, mau cheiro, secreção branca com consistência de leite coalhado e fissuras na pele do pênis.

Essa infecção pode ser manifestada também no interior da boca, na pele e no esôfago, além de invadir órgãos vitais pela corrente sanguínea.

Tratamento: consiste no uso de pomadas ou cremes antifúngicos aplicados no local afetado para controlar o crescimento do fungo e reduzir a inflamação. Em homens com candidíase recorrente ou sistema imunológico comprometido, podem ser prescritos antifúngicos orais. Além disso, manter uma boa higiene íntima é fundamental para o sucesso do tratamento.

6. ISTs

As infecções sexualmente transmissíveis atingem o pênis e o trato urinário. Os sintomas diferem conforme a doença, incluindo vermelhidão, feridas penianas, bolhas com formato de couve-flor, dor e coceira ao urinar e corrimento. 

O sexo sem preservativo é a forma mais comum de transmissão. 

Já o contágio não sexual pode ocorrer durante a gravidez, o parto, a amamentação ou pelo uso de objetos contaminados, como alicates de unha, lâminas de barbear, agulhas e seringas.

Tratamento: varia conforme a IST, podendo incluir antibióticos orais ou injetáveis — como no caso da go

7. Lesões penianas cutâneas

As fissuras no pênis são pequenos cortes ou rachaduras que podem aparecer na glande, no prepúcio ou ao longo do membro. 

Essas lesões podem surgir pelo uso de roupas justas, má higiene íntima, relações sexuais sem lubrificação, alergias ou problemas dermatológicos. Fimose, infecções e diabetes também estão entre as possíveis causas.

Os sintomas incluem dor durante ou após o sexo, ardência ao urinar, vermelhidão ou inchaço, descamação, mau cheiro, secreção e inflamação no prepúcio.

Tratamento: varia conforme a causa e pode incluir o uso de pomadas e cremes hidratantes, antibióticos ou antifúngicos, e, em casos graves, cirurgia para remoção do prepúcio. Manter bons hábitos de higiene também é parte essencial do tratamento.

8. Verrugas penianas – HPV

O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis que podem afetar o pênis. 

A transmissão ocorre pelo sexo oral, vaginal ou anal sem preservativo com uma pessoa infectada pelo vírus. 

Entre os principais sintomas em homens estão ardência no pênis, verrugas com aparência de couve-flor no genital, ânus, boca ou garganta, e coceira no local da lesão.

Tratamento: os tratamentos disponíveis são pomadas, aplicações de ácido tricloroacético ou ácido dicloroacético, injeção de interferon, crioterapia para eliminar as verrugas no pênis e cauterização para evitar o aparecimento de novas lesões.

9. Balanite

A balanite é uma inflamação que atinge a cabeça do pênis. Pode ter origem bacteriana, fúngica ou irritativa e está associada à má higiene íntima, alergias e infecções sexualmente transmissíveis.

Homens com fimose têm mais risco de ter balanite, porque esse excesso de pele atrapalha a exposição da glande e, consequentemente, a limpeza.

Os sintomas dessa inflamação peniana incluem feridas na glande, vermelhidão, coceira, queimação ao urinar, dor frequente e secreção branca ou amarelada com cheiro forte abaixo do prepúcio.

Tratamento: comprimidos ou medicamentos de uso tópico, como cremes ou pomadas. Para homens com fimose, a cirurgia pode ser indicada para remover o acúmulo de pele e permitir a higiene adequada.

10. Câncer de pênis

Uma ferida no pênis pode ter várias causas, como atrito pelo uso de roupas justas, alergias, infecções sexualmente transmissíveis e inflamações, como a balanite. 

O câncer de pênis também pode ser responsável por essas lesões, indicando maior gravidade. Os sintomas incluem dor intensa, inchaço, sangramento pela uretra, alterações na cor e espessura do órgão e corrimento com mau odor.

Tratamento: quando o diagnóstico é na fase inicial, o tratamento costuma envolver a remoção da área afetada com a inserção de enxertos. Em casos avançados, as opções incluem radioterapia, quimioterapia e até mesmo a remoção total ou parcial do pênis.

Dá para evitar doenças penianas?

Sim, é possível prevenir doenças penianas com higiene íntima adequada, uso de preservativo, vacinação contra o HPV, autoavaliação e exames regulares. 

Quanto à vacina contra o HPV, embora seja recomendada principalmente para meninos e meninas, adultos com HIV, câncer ou que passaram por transplantes também podem recebê-la, sempre sob orientação médica.

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Dúvidas frequentes

Como saber se estou com doença peniana? 

Os principais sintomas de infecção peniana são dor, coceira, vermelhidão, feridas, secreção ou alterações na pele do pênis. Qualquer um desses sinais exige orientação médica imediata.

O que é balanite do homem?

A balanite é a inflamação da glande, geralmente causada por fungos, bactérias ou falta de higiene.

O que é displasia peniana?

É uma alteração das células da pele do pênis que pode ser pré-cancerosa e exige avaliação médica.

Quais são as 5 doenças sexualmente transmissíveis mais comuns?

A sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e herpes genital são as 5 doenças sexualmente transmissíveis mais comuns. Usar preservativo é a melhor forma de prevenção. 

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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