Cirurgia de prótese peniana: antes, durante e depois

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Cirurgia de prótese peniana: antes, durante e depois

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A cirurgia de prótese peniana é indicada para pacientes com disfunção erétil grave e para aqueles que apresentam comprometimento da função peniana.

O implante peniano pode ser uma opção terapêutica para homens com disfunção eréctil que não obtêm resposta satisfatória com tratamentos conservadores ou que apresentam contraindicações ao uso de medicamentos, após avaliação clínica individualizada.

Além disso, a prótese peniana também pode ser indicada para casos de comprometimento da função peniana associado à Doença de Peyronie.

Antes de realizar o procedimento, é importante que o paciente entenda como é a cirurgia de prótese peniana, como ocorre a recuperação, quais são os cuidados necessários e quais resultados podem ser esperados. 

Essas informações ajudam a reduzir a ansiedade e estabelecer expectativas mais realistas em relação ao tratamento.

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Quem precisa da cirurgia de prótese peniana?

A prótese peniana é um tratamento indicado em casos específicos.

Quando é indicada?

A cirurgia de prótese peniana é indicada quando os tratamentos conservadores para disfunção erétil não proporcionam os resultados esperados. 

Além disso, o procedimento também é uma alternativa para homens que apresentam contraindicações ao tratamento medicamentoso.

Outra indicação da cirurgia de prótese peniana ocorre nos casos avançados da Doença de Peyronie, quando a curvatura acentuada compromete a função peniana dificultando ou impedindo a atividade sexual.

Quando ela não é indicada?

As contraindicações relativas da cirurgia de prótese peniana dizem respeito às condições preexistentes que não impedem a realização do procedimento, mas devem ser investigadas antes do procedimento. 

Essa avaliação deve ser individualizada e seu objetivo é verificar se os benefícios superam os riscos.

Conheça as contraindicações relativas da cirurgia de prótese peniana e quais condutas devem ser adotadas pelo médico:

Expectativas irreais

Quando o paciente acredita que a prótese peniana aumentará o tamanho do pênis, é importante realizar um aconselhamento pré-operatório para esclarecer que o implante tem como objetivo recuperar a função erétil, e não aumentar o comprimento ou espessura do pênis.

Baixa capacidade de entender ou manusear a prótese

Doentes com compromisso cognitivo ou limitação significativa da destreza manual podem necessitar de orientação adicional para compreender o funcionamento da prótese. A escolha entre os diferentes modelos deve resultar de avaliação individualizada, considerando a capacidade de manuseamento, o contexto clínico e as preferências do doente.

Infecções

Qualquer tipo de infecção deve ser tratada antes da cirurgia para reduzir o risco de contaminação da prótese.

Doenças cardiovasculares não controladas

Condições como hipertensão grave, insuficiência cardíaca descompensada, angina instável, arritmias não controladas e infarto recente exigem estabilização antes da cirurgia, para reduzir os riscos de complicações cardíacas e da anestesia.

Diabetes não controlada

Níveis elevados de glicose no sangue prejudicam o sistema imunológico e a cicatrização dos tecidos, aumentando o risco de infecção. Portanto, a cirurgia deve ser realizada após o controle glicêmico.

Uso de anticoagulantes e distúrbios de coagulação

Medicamentos anticoagulantes e condições que afetam a coagulação do sangue podem aumentar o risco de sangramento durante e após a cirurgia. 

Por isso, pode ser necessário ajustar temporariamente a medicação, suspender o uso sob orientação médica ou estabilizar o problema de coagulação para reduzir os riscos.

Como é a cirurgia de prótese peniana?

O procedimento

  • Tipo de anestesia: o procedimento é realizado com anestesia geral ou raquianestesia – anestesia que bloqueia a sensibilidade na parte inferior do corpo, conforme avaliação da equipe médica.
  • Duração média: varia entre 60 e 120 minutos, conforme o tipo de prótese e a complexidade do caso.
  • Incisões: o urologista faz uma pequena incisão na base do pênis ou na região entre o pênis e o escroto, para acessar os corpos cavernosos.
  • Posicionamento dos cilindros: após acessar os corpos cavernosos, o cirurgião introduz os cilindros da prótese, componentes responsáveis pela rigidez peniana.
  • Reservatório (quando inflável): na prótese peniana inflável de três volumes, o reservatório que armazena soro fisiológico é implantado na região inferior do abdômen, permanecendo interno e não visível.
  • Bomba escrotal: na prótese inflável, a bomba é implantada na bolsa escrotal. Esse componente permite a transferência do soro fisiológico do reservatório para os cilindros, produzindo a ereção artificial e esvaziar o sistema após o término da atividade sexual.

Quanto tempo dura a cirurgia?

A cirurgia de prótese peniana costuma durar entre 60 e 120 minutos, dependendo do tipo de implante, da técnica utilizada e da complexidade do caso.

Procedimentos de revisão e cirurgias em pacientes com fibrose peniana podem durar mais tempo.

Tempo de internação

O tempo de internação após a cirurgia costuma ser de 24 horas, desde que o paciente apresente boa recuperação clínica, consiga urinar adequadamente e com controle satisfatório da dor.

Esse período pode ser estendido em situações como retenção urinária, dor de difícil controle, sangramento, sinais de infecção, problemas com a anestesia ou quando o paciente tem alguma comorbidade que exige maior tempo de monitoramento.

Como se preparar para a cirurgia? Passo a passo

1) Avaliação clínica

A avaliação clínica antes da cirurgia é importante para escolher o tipo de prótese mais adequado e a estratégia cirúrgica.

Nessa etapa, o urologista analisa o histórico de saúde do paciente, para descobrir a existência de doenças preexistentes, medicamentos de uso contínuo, cirurgias anteriores e a causa da disfunção erétil ou do comprometimento da função peniana.

Também é realizado o exame físico e, também, são solicitados exames laboratoriais e cardiológicos para verificar se o paciente está em condições adequadas para ser submetido ao procedimento.

Além disso, a consulta de avaliação é uma oportunidade que o paciente tem para esclarecer dúvidas.

2) Exames pré-operatórios

Os exames pré-operatórios permitem identificar e corrigir condições que podem aumentar o risco de complicações durante ou após o procedimento.

Esses exames costumam variar conforme a idade e o estado de saúde do paciente, mas geralmente incluem:

  • Medição do pênis: avalia a anatomia peniana e auxilia na escolha do tipo de prótese.
  • Palpação: permite identificar deformidades, áreas de fibroses e demais alterações que podem influenciar o planejamento da cirurgia.
  • Ereção fármaco-induzida: ereção induzida por um medicamento, cujo objetivo é avaliar a existência da alterações na anatomia peniana, algo importante especialmente em pacientes com Doença de Peyronie.
  • Teste de rigidez: verifica a qualidade da ereção e ajuda a avaliar o nível de qualidade da função erétil.
  • Doppler peniano: exame de imagem que avalia o fluxo sanguíneo peniano, ajudando a identificar as causas vasculares da disfunção erétil.

3) Medicamentos que podem precisar ser suspensos

Alguns medicamentos podem precisar ser suspensos ou ajustados temporariamente, para reduzir o risco de sangramento durante e após a cirurgia e outras complicações.

Os anticoagulantes e alguns medicamentos para diabetes são exemplos que exigem avaliação do médico responsável pelo tratamento da condição base, para determinar qual será o ajuste necessário.

Importante lembrar que o paciente jamais deve interromper o uso de medicamentos ou efetuar substituições por conta própria.

4) Jejum e orientações no dia da cirurgia

As orientações de jejum devem ser definidas pela equipa de anestesia e podem diferir entre alimentos sólidos e líquidos claros. O doente deve seguir rigorosamente as instruções individualizadas recebidas antes da cirurgia.

Além disso, o paciente precisa dormir bem, higienizar a região íntima com sabonete antibactericida e não depilar os pelos pubianos, porque isso será feito pelo médico na sala de cirurgia.

Outra orientação para o dia da cirurgia é levar os exames pré-operatórios.

5) Preparação psicológica e expectativas

O preparo para cirurgia de prótese peniana também inclui aconselhamento psicológico.

Nessa preparação, o urologista esclarece dúvidas sobre o funcionamento, o período de recuperação, os resultados esperados e as possíveis limitações do implante peniano.

Esse aconselhamento é fundamental para reduzir a ansiedade pré-operatória, além de alinhar expectativas, porque muitos homens acreditam que a prótese acredita que o dispositivo aumenta o tamanho do pênis, quando na verdade, seu objetivo é restaurar a função erétil.

Como é o pós-operatório da cirurgia de prótese peniana?

Primeiras 24 horas

  • Consulta de retorno.
  • Manter o curativo e seguir as orientações sobre higiene
  • Evitar esforços físicos e movimentos bruscos.

Primeira semana

  • Banho de corpo inteiro no dia seguinte.
  • Higienizar o curativo conforme orientação médica.
  • Repouso relativo, evitando levantar peso e atividades intensas.

Primeiras quatro semanas

  • Retomar gradualmente as atividades cotidianas, conforme liberação do urologista.
  • Evitar exercícios físicos intensos e relações sexuais.

Ativação da prótese

  • Na prótese inflável, a ativação da bomba costuma ocorrer entre a quarta e sexta semana após a cirurgia, conforme avaliação médica.
  • O paciente recebe um treinamento para aprender a inflar e desinflar a prótese antes do retorno à atividade sexual.

Adaptação ao implante

  • A adaptação física e emocional ocorre de forma gradual
  • Com orientação clínica e treino adequado, muitos doentes podem aprender a manusear a prótese peniana. A retoma da actividade sexual depende da recuperação, do tipo de dispositivo e da avaliação médica em cada caso.

Quando posso voltar às atividades?

Trabalho

Atividades administrativas ou com pouco esforço físico costumam ser liberadas entre 7 e 14 dias. Já o prazo mínimo para retomar atividades que exigem esforço físico intenso é entre 4 a 6 semanas.

Exercícios físicos

Caminhadas leves podem ser liberadas pelo médico após a cirurgia, caso o paciente apresente boas condições clínicas.

Exercícios de maior intensidade, como musculação, costumam ser autorizadas entre 4 e 6 semanas.

Dirigir

Geralmente, o paciente pode voltar a dirigir entre 1 a 2 semanas, desde que esteja sem dor, não utilize medicamentos que prejudicam os reflexos e consiga realizar os movimentos com precisão.

Ao colocar a prótese peniana, a cirurgia tem como objetivo restabelecer a função erétil em casos selecionados, o que pode refletir positivamente na qualidade de vida dos pacientes, conforme relatos na literatura.

Relações sexuais

O retorno à atividade sexual é liberado entre 4 e 6 semanas, após a cicatrização da incisão e, nas próteses infláveis, após a ativação do dispositivo e do treinamento para aprender a usar a inflar e desinflar a prótese.

Quais sintomas são esperados durante a recuperação?

Dor

É comum sentir um pouco de dor nas primeiras semanas e o sintoma é controlado com medicamentos prescritos pelo urologista. 

Dor pós-operatória intensa ou progressiva deve ser comunicada ao médico para investigar as causas e dar início ao tratamento.

Edema

Inchaço no pênis e no escroto são esperados nos primeiros dias e tendem a diminuir gradualmente. Inchaço muito intenso ou associado a vermelhidão devem ser avaliados.

Hematomas

Pequenas manchas roxas podem surgir após a cirurgia de prótese peniana e desaparecem espontaneamente. Casos de hematomas extensos exigem avaliação médica.

Sensibilidade

Alterações temporárias da sensibilidade peniana são esperadas durante a recuperação após implante peniano e costumam melhorar com o tempo. Se essa alteração da sensibilidade persistir deve ser comunicada ao médico.

Processo de cicatrização

Durante o processo de cicatrização é comum notar leve endurecimento dos tecidos e vermelhidão discreta. Mas, se houver secreção, dor intensa, febre e abertura dos pontos, é preciso procurar assistência médica imediatamente.

Quais complicações podem ocorrer?

Embora as complicações possam não ocorrer na maioria dos casos, elas continuam a ser riscos possíveis do procedimento. A informação pré-operatória deve abordar os riscos, as medidas de prevenção e a necessidade de acompanhamento, de acordo com as características de cada doente.

As mais comuns incluem:

Infecção

Infecções são uma das complicações mais comuns, geralmente associadas à contaminação no pós-operatório. 

Vermelhidão, dor intensa, inchaço, febre e secreção são sinais que indicam a presença de infecção e devem ser comunicados imediatamente ao médico.

Sangramento

Sangramento intenso pode indicar uma complicação que necessita avaliação imediata para evitar problemas mais graves.

Falha mecânica

Falhas mecânicas podem ocorrer ao longo dos anos devido ao desgaste dos componentes da prótese, ou então, por manuseio inadequado.

Independentemente da causa da falha, o urologista avalia a necessidade de revisão ou substituição do implante peniano.

Erosão

A erosão ocorre quando um componente da prótese exerce pressão sobre os tecidos e se projeta parcial ou totalmente para fora. Trata-se de uma complicação que requer avaliação médica urgente, para definir a conduta adequada e reduzir o risco de danos adicionais.

Dor persistente

Desconforto e um pouco de dor são esperados no pós-operatório da prótese peniana. Entretanto, dor persistente após o período de recuperação pode ser sinal de infecção, erosão ou deslocamento da prótese.

Infográfico explicando os fatores aumentam o sucesso da cirurgia de prótese peniana

O que muda após a cirurgia?

Ereção

O implante peniano substitui o mecanismo fisiológico da ereção. 

Para obter a rigidez peniana é preciso posicionar a prótese para cima, no caso da prótese maleável. Já na prótese inflável, a ereção ocorre pelo acionamento da bomba escrotal.

Orgasmo

A colocação de prótese peniana não tem como objetivo tratar diretamente o orgasmo. A resposta sexual pode variar em função de fatores físicos, psicológicos, neurológicos, hormonais e relacionais, que devem ser considerados na avaliação individual.

Ejaculação

A prótese peniana não é concebida para alterar diretamente a ejaculação. No entanto, a função ejaculatória pode depender de condições clínicas prévias, de cirurgias anteriores e de outros fatores individuais, que devem ser esclarecidos durante a avaliação.

Fertilidade

A prótese peniana não é concebida para tratar a fertilidade. A possibilidade de paternidade depende de fatores individuais, incluindo produção de espermatozoides, ejaculação, cirurgias prévias e outras condições clínicas. Doentes com preocupação reprodutiva devem receber orientação individualizada antes do procedimento.

 

Quando procurar um urologista?

Procure o urologista em casos de dor intensa, vermelhidão, inchaço, febre e secreção. 

A avaliação médica é importante para avaliar as causas das complicações da cirurgia de prótese peniana e para tratá-las de forma adequada.

Preencha o formulário de pré-análise para agendar sua consulta com o Dr. Paulo Egydio, especialista em prótese peniana.

Saiba mais: 

 

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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