Sua prótese peniana precisa de revisão? Descubra agora!

Profissional da saúde com roupa azul e jaleco branco segura uma prótese peniana com as duas mãos para mostrar o que é prótese peniana

Sua prótese peniana precisa de revisão? Descubra agora!

Navegue pelo conteúdo

A revisão ou manutenção da prótese peniana pode ser considerada quando o dispositivo deixa de funcionar como esperado, por exemplo devido a falha mecânica ou ao desgaste dos componentes, após avaliação urológica.

Antes de enfrentar uma cirurgia para colocação de uma prótese peniana, o homem pode questionar se os benefícios serão duradouros, pois ninguém deseja ser submetido a intervenções cirúrgicas com frequência. Essa avaliação pode contribuir para uma tomada de decisão mais segura e informada.

A prótese peniana pode ser uma opção terapêutica eficaz em casos selecionados e poderá necessitar de revisão ou manutenção ao longo do tempo. A duração do funcionamento do dispositivo varia de acordo com o tipo de prótese, as condições clínicas e outros fatores individuais.

A necessidade de revisão ou manutenção da prótese depende do tipo de dispositivo implantado, uma vez que cada modelo está associado a uma determinada taxa de falha. O tipo de cirurgia realizada e o manuseio adequado da prótese também são fatores relevantes.

A seguir, tire suas dúvidas a respeito do assunto.

Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

Quando a revisão da prótese peniana é necessária

A manutenção ou revisão da prótese peniana pode ser considerada quando o dispositivo deixa de funcionar como esperado, após avaliação urológica da causa e das condições clínicas do doente.

A dor ou falta de rigidez durante a ereção são razões para avaliação da situação. 

Quanto tempo dura uma prótese peniana?

De modo geral, as próteses penianas podem funcionar durante vários anos, mas a durabilidade varia de acordo com o modelo, as condições clínicas e outros fatores. As próteses colocadas há mais tempo podem ter maior probabilidade de necessitar de revisão; contudo, falhas também podem ocorrer mais cedo em algumas situações e requerem avaliação médica.

Durabilidade da prótese inflável

De acordo com uma revisão sistemática com meta-análise publicada na revista Urology em 2022, com 20.161 doentes, o tempo mediano de sobrevivência do dispositivo é de aproximadamente 20 anos, sendo que:

  • 5 anos após o implante, o dispositivo ainda era eficaz em 87,2% dos casos;
  • 20 anos após o implante, o dispositivo ainda era eficaz em 52,9% dos casos.

Durabilidade da prótese semirrígida (maleável)

A prótese semirrígida pode apresentar um perfil de durabilidade diferente do da prótese insuflável. A comparação depende do modelo, das condições clínicas e do período de acompanhamento considerado nos estudos.

Numa revisão da literatura de 2020 publicada no Journal of Visualized Surgery, os pesquisadores concluíram que:

  • 5 anos após o implante, a prótese semirrígida continuava funcional em 88,8% dos casos.
  • 10 anos após o implante, continuava funcional em 84,3% dos casos.
É importante salientar que, apesar do risco de substituição ao longo do tempo, tanto a prótese peniana inflável quanto a prótese peniana semirrígida continuam a ser um tratamento recomendado em casos selecionados, incluindo disfunção erétil refratária e Doença de Peyronie.
 

Fatores que influenciam a durabilidade da prótese peniana

A necessidade de revisão ou manutenção da prótese peniana depende, principalmente do modelo implantado. As próteses infláveis estão mais sujeitas a revisão ou substituição por falha mecânica do que os modelos semirrígidos.

Também influenciam a durabilidade a qualidade dos materiais do implante, o tipo de cirurgia realizada, as características anatômicas do pênis do paciente e os hábitos de utilização no dia a dia.

Modelo e qualidade do material

Na prótese peniana semirrígida, os materiais são concebidos para suportar tensão mecânica repetida: o núcleo pode incluir ligas metálicas resistentes, como Nitinol, prata ou aço inoxidável, enquanto o revestimento em silicone contribui para maior conforto anatómico.

A conceção dos modelos semirrígidos procura permitir o posicionamento do dispositivo durante a utilização habitual. A durabilidade e o desempenho podem variar conforme o modelo, as características do implante, as condições clínicas e a forma de utilização. Quando forem apresentados dados de estudos, estes devem ser acompanhados da respetiva referência e interpretados no contexto das populações avaliadas, sem extrapolação para todos os casos.

Já a prótese insuflável é fabricada com silicone de elevada resistência, e os seus componentes (bomba escrotal, reservatório e cilindros) são desenvolvidos para uso continuado, mas, devido a sua complexidade, pode apresentar falhas mecânicas, bloqueio da bomba ou fuga de solução salina.

Ambos os tipos de prótese podem incluir revestimentos antimicrobianos, com o objetivo de reduzir o risco de infeção, uma das principais causas de substituição precoce do implante.

Infográfico tipo e materiais de próteses penianas

Infográfico tipo e materiais de próteses penianas

Tipo de cirurgia

Existem diferentes abordagens para a colocação da prótese peniana. Em alguns casos, o implante é realizado de forma isolada. No entanto, quando há curvatura, afinamento ou deformidade associada, como na Doença de Peyronie, pode ser necessário ponderar uma abordagem reconstrutiva antes ou em simultâneo com o implante, de acordo com a avaliação clínica.

A cirurgia com reconstrução peniana não se limita à colocação da prótese. A técnica busca tratar as deformidades que podem comprometer a rigidez e alinhamento do pênis. 

Por isso, é importante que o procedimento seja avaliado por um urologista com formação e experiência adequadas ao caso. Essa avaliação ajuda a definir se poderá ser necessária uma abordagem reconstrutiva associada, considerando a anatomia do doente e os objetivos do tratamento.

A experiência do cirurgião também é importante para o acompanhamento pós-operatório e para orientações relacionadas ao dispositivo e à prática sexual. 

Anatomia do paciente

A anatomia peniana é um dos elementos considerados no planeamento do implante e na definição da estratégia cirúrgica, sempre de acordo com a avaliação individualizada do doente.

Em casos de pênis mais longos, por exemplo, é necessário utilizar próteses com diâmetro compatível, porque cilindros muito finos podem não ser suficientemente firmes, o que aumenta o risco de dobra durante a relação sexual.

Quando o pênis é fino e não suporta um implante com diâmetro maior, a reconstrução peniana pode ser indicada. 

Esse procedimento é feito com cortes de relaxamento na túnica albugínea, a camada interna do pênis. Os cortes vão relaxar o tecido, permitindo a expansão do pênis para uma prótese peniana mais larga.

Hábitos do doente

Os hábitos de utilização e cuidados também podem influenciar a necessidade de manutenção da prótese peniana.

No caso da prótese semirrígida, os hábitos de utilização e de posicionamento do pénis podem ser abordados nas orientações pós-operatórias. O modo de posicionamento deverá ser definido pela equipa assistente, de acordo com o tipo de prótese, a recuperação e as características de cada caso.

Já na prótese inflável, a aplicação de força excessiva para acionar a bomba ou manusear os cilindros pode acelerar o desgaste dos componentes. 

Quando procurar avaliação urológica para revisão ou manutenção da prótese peniana

Embora não seja tão comum, o implante peniano pode apresentar falhas. 

Sempre que surgirem sinais de que a prótese peniana deixou de funcionar como esperado, é importante procurar avaliação especializada. Em alguns casos, pode ser necessária revisão cirúrgica ou substituição da prótese, consoante o tipo de implante e a causa do problema.

A avaliação de alterações no funcionamento de uma prótese peniana deve ser realizada por urologista habilitado, que poderá analisar o dispositivo, os sintomas apresentados e as alternativas de acompanhamento ou tratamento adequadas a cada caso.

Faça sua pré-análise hoje mesmo e receba a resposta do Dr. Paulo por e-mail em até 24 horas.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

Leituras Relacionadas