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Na disfunção renal o organismo retém substâncias nocivas. Algumas das consequências são falhas na circulação e a redução de hormônios, como a testosterona. Por isso que, em alguns casos, o problema nos rins causa impotência. Saiba porque saúde renal está relacionada à capacidade de ereção.
Problemas nos rins podem contribuir para a disfunção erétil, uma vez que estão frequentemente associados a doenças cardiovasculares que podem afetar a circulação sanguínea, prejudicando a capacidade de o pênis manter uma ereção.
Basicamente, quando os rins não funcionam, o organismo não expele toxinas. Com isso, elas obstruem as veias e atrapalham o fluxo de sangue para todo o corpo.
Outro aspecto é a influência dos rins no sistema hormonal.Por exemplo, em relação à testosterona, o órgão tem um papel indireto na produção. Então, o homem com problemas renais pode ter impotência.
Como problemas nos rins causam impotência?
Os rins atuam na produção de testosterona. As glândulas suprarrenais produzem uma pequena quantidade. Então, se houver disfunção nessas glândulas, há redução dos níveis do hormônio sexual. Consequentemente, a libido masculina também é afetada.
Os sinais que indicam problemas nas glândulas suprarrenais são: fraqueza muscular, ganho de peso no abdômen, pressão alta, estrias roxas e aumento dos pelos no rosto e corpo.
Quais doenças renais podem causar disfunção erétil?
Uma série de problemas nos rins podem desencadear disfunção erétil. Conheça os principais:
1. Doença renal crônica
A doença renal crônica é uma lesão existente há três meses ou mais acompanhada por alterações no sangue ou urina.
São cinco estágios de gravidade medidos por exame de urina e exames específicos dos rins. Esses estágios medem a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que é a capacidade renal. Os grupos de risco para doença renal são:
Os grupos de risco são:
- Hipertensos
- Diabéticos
- Idosos
- Pessoas com doença cardiovascular
- Histórico de doença renal crônica na família
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento da doença renal crônica leva em consideração o estágio da doença.
Nos estágios iniciais é aplicado o tratamento conservador para controlar complicações cardiovasculares e morte. Para o estágio mais avançado, a Terapia Renal Substitutiva, podendo ser hemodiálise ou transplante.
Na hemodiálise, o paciente fica conectado a uma máquina por 3 ou 4 horas e o sangue é filtrado. São necessárias o mínimo de 3 sessões por semana e as reações comuns são dor de cabeça, câimbras e queda de pressão.
Nos homens, pode acontecer dificuldade de ereção. A dissertação de mestrado Função sexual de homens portadores de doença renal crônica submetidos à hemodiálise no Estado do Amapá, por exemplo relata casos de disfunção erétil leve e moderados.
A DRC também pode afetar a função reprodutiva masculina.
O trabalho acadêmico Efeitos da doença renal crônica no aparelho genital masculino: uma revisão de literatura, produzido por Mariana Pinheiro Ramalho, explica que a fertilidade dos homens pode ser afetada por questões renais.
Essa pesquisa explica que a doença renal crônica danifica os testículos, glândulas que produzem os espermatozoides. O estudo aponta ainda que o volume ejaculatório e a qualidade dos espermatozoides diminuem.
2. Nefropatia diabética
A nefropatia diabética é a deterioração dos vasos sanguíneos renais, devido ao excesso de açúcar no sangue. O problema é resultado da diabetes descontrolada, ou seja, quando a pessoa não toma a medicação prescrita nem cuida da alimentação para controlá-la.
A doença se manifesta com o aumento da pressão arterial. Depois, vem os altos níveis de ureia e creatinina na urina. Inchaço dos membros inferiores são sinais de alerta para excesso dessas substâncias. Fadiga, náuseas, vômitos e dificuldade para respirar também estão relacionados a ureia e creatinina na urina em níveis exacerbados.
Mas, a nefropatia diabética é silenciosa. O inchaço nas pernas e pés pode ser associado a algo não relacionado com a saúde e a pessoa não procura ajuda médica.
Por isso é tão importante que os diabéticos façam check-up anual que tenha exames de urina específicos para essas substâncias.
Quando diagnosticada, o tratamento inicial consiste em controlar a diabetes. Porém, em casos avançados, a hemodiálise e o transplante são alternativas.
3. Insuficiência renal
A insuficiência renal acontece quando os rins não desempenham suas funções. Existem dois tipos:
- Insuficiência renal aguda (IRA): perda da função renal é súbita e rápida
- Insuficiência renal crônica (IRC): função renal cai de 85 a 90% de forma lenta, progressiva e irreversível.
Vários sinais indicam o quadro de insuficiência renal:
- falta de energia;
- dificuldade de concentração;
- pouco apetite;
- dificuldade para dormir;
- membros inferiores inchados;
- cãibras durante a noite;
- irritação e secura na pele;
- inchaço ao redor dos olhos pela manhã;
- mais vontade de fazer xixi, principalmente à noite.
O tratamento da insuficiência renal varia conforme a gravidade
Na fase inicial, uso de medicamentos e mudança nos hábitos de vida, como alimentação saudável e atividade física. Em casos mais graves, hemodiálise e transplante.
4. Nefropatia hipertensiva
Nefropatia hipertensiva é o quadro de pressão alta descontrolada que lesiona os vasos sanguíneos renais.
Os sintomas de nefropatia hipertensiva são:
- perda de apetite;
- náusea;
- vômito;
- sonolência;
- confusão mental;
- perda de peso;
- gosto metálico na boca.
Além de pressão alta, diabetes e problemas renais são grupos de risco.
A prevenção da nefropatia hipertensiva é o acompanhamento com cardiologista. Quem apresenta os sintomas ligados a essa doença tem a prescrição de exames de urina, eletrocardiograma e ultrassonografia. O médico também pode solicitar biópsia renal.
O tratamento envolve medicação para controlar a pressão, restrição de sal e atividade física. A depender do caso, a diálise é necessária.
5. Síndrome nefrótica
A síndrome nefrótica é a eliminação excessiva de proteínas pela urina. A doença pode ser congênita, o que é raro. Também pode ser transmitida geneticamente. Mas geralmente está relacionada a doenças como a hepatite, AIDS e lúpus.
A síndrome nefrótica é caracterizada por critérios clínicos e laboratoriais:
- Critérios clínicos: urina com espuma, inchaço matinal no rosto e dorso, inchaço nos membros inferiores à tarde
- Critérios laboratoriais: eliminação exagerada pelos rins de proteínas, com a albumina que acabam na urina
O diagnóstico é com o exame histopatológico. Ele é o estudo dos tecidos, neste caso a análise do tecido renal. Exames de hemograma com plaquetas, creatinina sérica, glicemia, exames de urina, teste anti-HIV e exame sorológico para sífilis complementam o diagnóstico.
O tratamento da síndrome nefrótica, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Síndrome Nefrótica Primária em Adultos do Ministério da Saúde, é dividido em não medicamentoso e medicamentoso:
- Tratamento não medicamentoso: orientação para o paciente restringir o sal, perder peso (quando necessário), evitar consumo de álcool e tabaco e evitar também anfetaminas, descongestionantes, esteroides anabólicos e anti-inflamatórios;
- Tratamento medicamentoso: remédios para controlar a pressão alta, diuréticos para aumentar a quantidade de água eliminada pelos rins, o que reduz o inchaço, remédios para fortalecer o sistema imunológico.
Quais tratamentos são recomendados para homens com problemas nos rins e disfunção erétil?
O tratamento da disfunção erétil para homens com problemas renais envolve o nefrologista e o urologista, médico especialista em sistema urinário e sistema reprodutor masculino. Veja o que cada um faz:
- Nefrologista: recuperação dos rins e das condições relacionadas ao órgão, como pressão arterial e diabetes;
- Urologista: identificar os níveis de testosterona e prescrever a abordagem conforme a necessidade do paciente.
Se for identificada deficiência de testosterona, o médico poderá avaliar a possibilidade de reposição hormonal, conforme cada caso individual.
Injeções penianas, aplicadas de 5 a 20 minutos antes da relação, podem ser consideradas como uma das alternativas para o tratamento da disfunção erétil, assim como o uso de bombas a vácuo, que podem auxiliar na obtenção e manutenção da ereção.
Como manter a saúde erétil e renal em dia?
Os cuidados com a saúde erétil abrangem aspectos físicos e psicológicos. É preciso investir em alimentação saudável. A atividade física também é importante, porque também aumenta a testosterona.
Não fumar e beber com moderação também ajudam.
Outro ponto é a higiene. Durante o banho, o homem deve retrair o prepúcio para expor a glande. Depois disso, lavar a região com água e sabonete neutro. Esse processo é diário, porque não higienizar a glande é porta de entrada para câncer de pênis.
Ter autoestima também é importante para a saúde sexual.
Já a saúde renal começa com 2 litros de água diariamente. As outras frentes são alimentação balanceada, com equilíbrio de proteína e carboidratos e redução de sal. Exercícios e o abuso de anti-inflamatórios também estão na lista de cuidados com os rins.

Problema nos rins está associado às doenças cardiovasculares. Com isso, condições como pressão alta e diabetes surgem ou agravam.
Nos homens, a falha renal pode causar disfunção erétil. A redução do fluxo sanguíneo faz o pênis não receber sangue suficiente para enrijecer.
Doenças renais também diminuem a produção de testosterona, abalando a libido e a fertilidade.
Para manter a saúde dos rins é importante cuidar da alimentação, não fumar, consumir álcool com moderação, fazer exercícios e check-up anual. Esses hábitos saudáveis também são importantes para a saúde sexual.
Dicas de saúde também ajudam. Você pode participar do grupo de Whatsapp do Dr. Paulo para receber orientações gerais sobre saúde masculina. No entanto, é sempre importante consultar diretamente um médico para orientações personalizadas.



