Como a obesidade e a doença renal podem causar disfunção erétil?

homem obeso com blusa azul clara apertando a barriga

Como a obesidade e a doença renal podem causar disfunção erétil?

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A obesidade e doença renal obstruem os vasos sanguíneos, prejudicando a circulação e atrapalhando a ereção. Além disso, homens com excesso de peso e com problemas nos rins podem ter deficiência de testosterona, também necessária para a função erétil. Entenda melhor a seguir.

A obesidade e a doença renal causam disfunção erétil de formas diferentes, mas que estão interligadas.

O excesso de peso leva à diabetes e a pressão alta. Ambos obstruem os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação, algo necessário para a ereção acontecer.

Problemas renais também comprometem os vasos sanguíneos. Com isso, o pênis não recebe sangue o suficiente para ficar ereto. Falhas renais causam ainda problemas hormonais. As glândulas suprarrenais atuam na produção de testosterona, responsável pela função sexual.

Continue aqui para saber mais sobre o assunto.

Como a obesidade pode afetar os rins?

A obesidade afeta os rins porque o sobrepeso aumenta a massa corporal. Consequentemente, o sistema renal tem que filtrar mais sangue; trabalho chamado de hiperfiltração.

O excesso de peso também é porta de entrada para problemas cardiovasculares, como a hipertensão, diabetes e a síndrome metabólica. Veja como essas doenças prejudicam os rins:

1. Pressão alta

A pressão alta deixa o tecido ao redor dos vasos sanguíneos renais fibroso e rígido, atrapalhando a capacidade dos rins em filtrar o sangue.

Outra consequência da pressão alta é o acúmulo de gordura nas artérias renais. Isso deixa as artérias entupidas e o sangue não consegue circular.

2. Diabetes

A diabetes também leva os rins à exaustão. Com o excesso de açúcar no sangue, o sistema renal tem que trabalhar dobrado para filtrar o sangue. Esse esforço causa danos aos vasos sanguíneos renais, atrapalhando a filtragem do sangue.

A incapacidade dos rins em filtrar sangue gera o excesso de proteínas na urina, como a albumina, por exemplo.

3. Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é o conjunto de fatores de risco para problemas cardiovasculares. Isso inclui:

  • circunferência superior a 102 cm (homens) e 88cm (mulheres)
  • HDL (colesterol bom) inferior a 40 mg/dl (homens) e 50 mg/dl (mulheres)
  • triglicerídeos (gordura no sangue) igual ou superior a 150 mg/dl
  • pressão sanguínea igual ou superior a 135/85 mmHg ou usar medicamento para controlar a pressão
  • nível de açúcar no sangue igual ou superior a 110 mg/dl.

Como a obesidade e a doença renal afetam a função erétil?

A dificuldade de ereção é comum em homens com obesidade e a doença renal.

Cerca de 50% dos obesos com problemas nos rins apresentam alguma disfunção sexual. A disfunção erétil é uma das mais comuns, segundo a dissertação “Prevalência de disfunção erétil em pacientes portadores de doença renal crônica sob tratamento conservador”, desenvolvida por José Fernando Pereira Mesquita para a Faculdade de Medicina da Universidade de Juiz de Fora.

O mesmo estudo explica que a doença renal crônica afeta o sistema vascular, incluindo as artérias cavernosas penianas. Essa situação acarreta o bloqueio dessas artérias responsáveis pelo fluxo sanguíneo peniano necessário para o enrijecimento do genital masculino.

Fatores de risco

Alguns dos principais fatores de risco para doença renal crônica são:

Diabetes e pressão alta

Altos níveis de açúcar no sangue obstruem os vasos sanguíneos. Os rins não conseguem filtrar o sangue e o organismo não expele toxinas pela urina.

No caso da hipertensão há o acúmulo de gordura nas artérias dos rins. Isso atrapalha a capacidade de filtragem renal e o fluxo de sangue diminui – causando a disfunção erétil.

Má alimentação

Dietas ricas em açúcar e gordura são molas propulsoras de diabetes e pressão alta, condições associadas às doenças renais.

Além delas, uma alimentação exagerada em proteínas também não é saudável. A explicação é que esse componente aumenta a quantidade de ureia e creatinina a ser filtrada. Sendo assim, os rins têm que aumentar a carga de trabalho, fica desgastado e corre risco de colapso.

Histórico familiar

Segundo artigo publicado no Brazilian Journal of Nephrology, pessoas com histórico familiar de doença renal crônica têm mais chances de ter esse problema. O mesmo estudo aponta ainda que todos os pertencentes aos grupos de risco devem fazer exames para verificar a existência de lesões nos rins e para determinar o nível de função renal anualmente.

Uso excessivo de medicamentos

várias cartelas de medicamentos com comprimidos nas cores branca, rosa, amarela e marrom. os comprimidos marrons estão em uma cartela alaranjada.

Certos medicamentos podem prejudicar os rins. Analgésicos e alguns anti-inflamatórios têm o poder de obstruir os vasos sanguíneos dos rins, o que reduz o fluxo de sangue e compromete a capacidade de filtração. Com os rins não fazendo a sua função, o organismo acumula toxinas.

Obesidade e tabagismo

A obesidade é porta de entrada de condições que agravam as doenças renais: pressão alta e diabetes. Já o tabagismo estreita os vasos sanguíneos, resultando na diminuição do fluxo de sangue para os rins e em pressão alta.

Síndrome metabólica

É a reunião de condições favoráveis às doenças cardiovasculares. Considera-se síndrome metabólica alterações nos níveis de gordura e açúcar no sangue, pressão alta descontrolada, colesterol bom baixo e tamanho da circunferência.

Distúrbios genéticos

A doença policística dos rins consiste na formação de bolsas cheias de líquido. Elas deterioram o tecido renal normal e com o tempo, essas bolsas ocupam o lugar do tecido dos rins. A DPR tem como consequências a pressão alta, infecção urinária, pedras nos rins e insuficiência renal.

Complicações da obesidade e doença renal não tratados

A doença renal é citada como uma doença silenciosa. Mas, na verdade, o corpo dá sinais de que os rins não estão funcionando. Urina espumosa, sentir dor ao urinar e inchaço nos membros inferiores, por exemplo, são os principais indícios de anormalidades renais.

Ter esses sintomas e não buscar ajuda médica pode levar ao agravamento da condição, que pode ser tratada de maneira mais eficaz quando descoberta nos estágios iniciais. Caso a pessoa seja obesa, ignorar as alterações na urina e inchaço nas pernas, pés e tornozelos é ainda mais perigoso.

As complicações da obesidade e problemas renais não tratados são:

  • Insuficiência renal;
  • Pedras nos rins;
  • Pressão alta.

Como evitar esses e outros problemas de saúde?

ramo com oito tomates cereja, ao lado, um prato com fatias de abacate e um ovo cozido partido ao meio.

Basicamente, para evitar obesidade, problemas renais e possíveis consequências à função erétil, é preciso apostar nas seguintes frentes:

  1. Alimentação saudável: ingerir frutas, verduras, legumes, grãos e gorduras boas afasta o risco de pressão alta e diabetes, além de dar mais energia. Para os homens, uma alimentação saudável contribui para a manutenção da saúde da próstata.
  2. Atividade física: praticar exercícios regularmente ajuda a queimar calorias, evita/controla hipertensão e os níveis de açúcar no sangue. Outro benefício é a liberação de serotonina, conhecido como ‘hormônio da felicidade’, que pode contribuir para o bem-estar psicológico;
  3. Não fumar: o tabagismo está relacionado a vários problemas de saúde. O fumo também abala a saúde sexual porque cigarro causa impotência.

Importância do acompanhamento médico

Ter acompanhamento médico regular é importante para identificar doenças ainda no início e controlar as condições já diagnosticadas.

Por isso que o check-up é uma rotina que deve estar na vida dos adultos a partir dos 30 anos. Os exames variam conforme a idade, mas exames de sangue para medir os níveis de colesterol, açúcar e gordura no sangue sempre estão presentes.

A obesidade e a doença renal causam problemas de pressão e diabetes. Com isso, a saúde física, psicológica e sexual são atingidas.

Ambos podem ser melhor gerenciados com uma dieta balanceada e exercícios físicos. Em caso de qualquer problema de saúde, procure orientação médica imediatamente.

Ter acesso a informações de qualidade é o primeiro passo para conquistar uma vida saudável. Então, entre para o canal do Dr. Paulo Egydio e receba dicas seguras sobre saúde.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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