Para uma comunicação aberta sobre sexualidade, é preciso confiar na parceira para expressar suas inseguranças e buscar soluções para o casal.
A dificuldade sobre como conversar com a parceira sobre problemas sexuais é um relato muito comum na prática clínica. Silêncio, constrangimento e medo, mesmo dentro de relacionamentos saudáveis, são vitais para o casal.
Muitos homens evitam o diálogo, seja por receio de decepcionar a parceira, de parecerem frágeis ou de serem julgados. Mas esse comportamento tende a aumentar o sofrimento emocional e a distanciar os parceiros.
Por outro lado, estabelecer uma comunicação íntima sobre saúde sexual pode contribuir para a redução da ansiedade de desempenho — fator que pode estar associado à disfunção erétil de origem psicológica — além de favorecer a busca por avaliação urológica adequada.
Falar sobre esse tipo de problema não é motivo de vergonha. Saiba como aprimorar o diálogo sobre dificuldades sexuais e como discutir a disfunção sexual com respeito e responsabilidade.
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Por que é tão difícil falar sobre problemas sexuais?
A dificuldade de como abordar problemas sexuais no relacionamento não surge por acaso. Ela é construída social e culturalmente ao longo da vida.
Desde cedo, muitos homens aprendem que precisam estar sempre disponíveis e prontos para o sexo. Assim, a sexualidade passa a ser associada a desempenho e virilidade, e não a prazer e intimidade.
Por isso, quando o homem enfrenta dificuldades, ele fica receoso de que a parceira interprete a situação de forma equivocada, como falta de desejo, desinteresse pelo sexo feminino, traição, vulnerabilidade e fraqueza.
Até mesmo uma falha ocasional na hora H, comum em todo homem, pode gerar sentimentos negativos em excesso no homem.
O medo do julgamento leva ao silêncio ao invés da quebra de tabus na sexualidade do casal. Aprender como lidar com a vergonha na vida sexual é essencial para romper esse ciclo.
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Como conversar com a parceira sobre problemas sexuais: passos práticos
Confira algumas estratégias para falar sobre impotência, orgasmo, baixa libido, ejaculação precoce ou retardada, curvatura peniana e qualquer outra insatisfação sexual com a pessoa amada.
Escolha o momento certo
O ideal é optar por um momento calmo e privativo, fora do quarto, em que ambos possam conversar sem pressa ou interrupções em um ambiente tranquilo.
Evite iniciar esse tipo de conversa logo após uma relação sexual frustrada, quando as emoções costumam estar à flor da pele.
Seja honesto, mas gentil
Conte para a parceira o que está acontecendo. Mesmo que ela possa ver os sintomas físicos, relate-os para ela, e, principalmente, diga como você se sente e o que pensa sobre o assunto.
Jamais responsabilize a parceira e ofereça a ela também um espaço de escuta. Essas iniciativas são fundamentais para a construção de confiança no relacionamento íntimo.

Mostre que a parceria é fundamental
Deixe claro que a conversa é um convite à melhora da intimidade sexual no casamento. Reforce que a parceira é importante no processo de aceitação e superação de qualquer disfunção sexual.
Explique suas sensações e inseguranças
Falar sobre medos, expectativas e inseguranças ajuda a parceira a compreender o que está acontecendo e reduz interpretações equivocadas.
Lembre-se: a parceira deve ser alguém de confiança, com quem você se sinta confortável para expor as suas vulnerabilidades.
Como a parceira pode ajudar durante a superação do problema
A parceira atua como um suporte emocional contínuo e sua postura pode ajudar a reduzir significativamente a tensão associada à disfunção sexual.
A parceira pode atuar como um importante suporte emocional, e sua postura pode contribuir para a redução da tensão associada à disfunção sexual.
Ao reduzir cobranças explícitas ou implícitas, o homem tende a se sentir mais seguro emocionalmente, o que tem impacto positivo no relacionamento.
A compreensão contribui para outras formas de intimidade e conexão, além de permitir explorar a sexualidade, fazendo com que a hora H não gire em torno da ereção, e ajustar a rotina sexual.
Além disso, o estímulo na busca por tratamento e participação em consultas médicas é bem-vindo. Essa presença reforça a ideia de parceria, fortalece a ajuda mútua diante das dificuldades relacionadas à disfunção erétil e contribui para um ambiente emocionalmente mais seguro durante o acompanhamento.

Quando procurar ajuda médica especializada
O diálogo entre o casal é muito importante para recuperar a vida sexual, mas não substitui a avaliação médica.
O homem deve procurar um urologista quando houver:
- Dificuldade de ereção na maioria das relações sexuais;
- Ausência ou diminuição de ereções matinais;
- Dores durante a ereção;
- Alterações anatômicas no pênis, como curvatura peniana, perda de tamanho ou pontos de afinamento;
- Queda persistente da libido;
- Evitação do contato íntimo;
- Ansiedade de desempenho.
A ida ao médico é importante para identificar possíveis causas das disfunções sexuais e discutir as opções de acompanhamento e tratamento mais indicadas para cada caso. Isso evita, ainda, que o homem tente resolver o quadro por conta própria, colocando a sua saúde em risco.
Buscar auxílio profissional também pode ajudar na aceitação de dificuldades sexuais no casal, com possível encaminhamento para terapia sexual para casais.
Converse com o Dr. Paulo Egydio
Falar sobre a vida sexual com um urologista é uma forma de cuidar da saúde e ganhar qualidade de vida. O Dr. Paulo Egydio tem 25 anos de experiência para ajudar homens de todas as idades na tentativa de retomada de uma sexualidade saudável e prazerosa.
Além de dar dicas sobre como conversar com a parceira sobre problemas sexuais, o médico pode avaliar as queixas do paciente e discutir as possibilidades de tratamento mais adequadas, considerando as necessidades do homem e do casal.
A avaliação médica especializada pode ser um passo importante no cuidado com a saúde sexual masculina, sempre que houver indicação.



