Como não falhar na hora H e evitar problemas de ereção

Homem preocupado sentado na cama com a parceira ao fundo, ilustrando a ansiedade sobre como não falhar na hora H.

Como não falhar na hora H e evitar problemas de ereção

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Para não falhar na hora H, é importante cuidar da saúde física e emocional, controlar o estresse, manter hábitos saudáveis, dormir bem e tratar condições que possam afetar a ereção.

A preocupação com o desempenho sexual é comum entre os homens, e saber como evitar falhas na ereção está entre os temas mais pesquisados quando o assunto é saúde sexual masculina.

Episódios ocasionais de dificuldade de ereção são normais e podem acontecer em diferentes fases da vida. Uma falha isolada nem sempre indica a presença de disfunção erétil ou outro problema de saúde.

Diversos fatores podem influenciar a função sexual masculina. Ansiedade de desempenho, estresse, noites mal dormidas, alterações hormonais e questões emocionais estão entre as causas mais frequentes de redução da libido e dificuldades para obter ou manter a ereção.

A seguir, entenda quais são as principais causas das falhas na ereção, descubra como melhorar o desempenho sexual e conheça hábitos que podem contribuir para uma vida sexual mais saudável e satisfatória.

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O que pode causar falhas na hora H?

As falhas na ereção podem ter origem em fatores psicológicos, hormonais, neurológicos, vasculares ou urológicos. Identificar a causa é o primeiro passo para buscar o tratamento mais adequado. A seguir, conheça os principais fatores envolvidos.

1) Fatores psicológicos

Questões emocionais estão entre as causas mais comuns de dificuldades ocasionais de ereção.  

A ansiedade de desempenho, por exemplo, gera preocupação excessiva com o desempenho durante a relação, dificultando o relaxamento necessário para a resposta sexual.

A depressão também pode afetar a função erétil ao alterar a ação de neurotransmissores importantes para a libido e a excitação, como serotonina, dopamina e noradrenalina.

Estresse

O estresse possui forte influência sobre o desempenho sexual masculino, pois estimula a liberação de cortisol. 

Embora esse hormônio seja útil para o organismo lidar com situações desafiantes, picos elevados e persistentes podem interferir na produção de testosterona, reduzir a libido e comprometer os mecanismos envolvidos na ereção.

Por consequência, alguns homens podem ter dificuldades para obter ou manter a ereção.

2) Alterações hormonais

A diminuição na quantidade de testosterona é considerada normal a partir dos 40 anos, mas alterações hormonais podem acontecer antes disso por questões como obesidade, diabetes e problemas urológicos.

3) Excesso de trabalho e poucas horas de sono

O excesso de trabalho reduz o tempo e qualidade do sono, favorecendo o cansaço físico e mental. Dormir mal afeta os níveis de testosterona, porque a produção desse hormônio ocorre nas fases mais profundas do sono. 

Portanto, poucas horas de sono e a privação do descanso pode reduzir a quantidade de testosterona e aumentar a fadiga, fatores que diminuem a disposição física e mental para a atividade sexual e contribuem para episódios de falhas na ereção.

4) Doenças urológicas

A cirurgia para remoção dessa glândula pode causar disfunção erétil, porque os nervos envolvidos na função erétil ficam próximos à próstata e eles podem ser atingidos durante o procedimento.

5) Doenças urológicas

Doenças que afetam o sistema nervoso central como o Parkinson interferem na transmissão dos sinais do cérebro para o pênis.

6) Consumo excessivo de álcool

O excesso de álcool pode causar falhas na ereção porque prejudica a circulação sanguínea e interfere na transmissão dos sinais nervosos responsáveis pela resposta sexual.

Além de reduzir a disponibilidade de óxido nítrico, substância essencial para a dilatação dos vasos sanguíneos, o álcool também pode diminuir a sensibilidade e a capacidade de resposta do sistema nervoso, conforme explica um estudo da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP

Quando consumido de forma excessiva e prolongada, aumenta o risco de danos neurológicos que podem contribuir para a disfunção erétil.

7) Doenças cardiovasculares

A saúde cardiovascular tem relação direta com a qualidade da ereção. Condições como hipertensão, diabetes, colesterol alto e aterosclerose podem danificar os vasos sanguíneos e reduzir o fluxo de sangue necessário para o pênis.

Por esse motivo, a disfunção erétil pode ser um sinal precoce de problemas cardiovasculares. Estudos mostram que muitos homens com doenças cardíacas também apresentam dificuldades de ereção.

É importante manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de realizar check-ups periódicos para monitorar pressão arterial, colesterol e glicemia.

Quando a falha na ereção pode indicar disfunção erétil?

Uma dificuldade momentânea para ter ou obter uma ereção é algo comum e nem sempre indica um problema de saúde. O estresse, ansiedade, cansaço, preocupações e o consumo excessivo de álcool contribuem para essas falhas isoladas.

Quando as dificuldades se tornam frequentes e persistentes podem indicar um quadro de disfunção erétil, pois a condição é caracterizada pela dificuldade recorrente em obter ou manter a ereção na maior parte das tentativas.

Outra diferença entre uma falha ocasional e a disfunção erétil é que a primeira situação causa um desconforto pontual, enquanto a segunda gera um ciclo de insegurança, ansiedade de desempenho e redução da autoestima.

Relacionado: Como prevenir a disfunção erétil: estratégias e cuidados essenciais

Como não falhar na hora H?

Infográfico com dicas para não falhar na hora H

Disfunção erétil tem solução? Opções de tratamento

 

Tipo de medicamento Quando é indicado Como age no organismo
Medicamentos orais Primeira linha de tratamento da disfunção erétil. Pode ser usado de forma pontual ou diariamente, conforme a prescrição médica. É um facilitador da ereção, pois precisa de estímulo sexual para fazer efeito. O tempo de ação varia. A sildenafila, por exemplo, pode durar até 5 horas.
Injeções intracavernosas Indicadas quando o paciente não obteve resposta com os medicamentos orais. Devem ser aplicadas na base do pênis. A injeção tende a fazer efeito entre 5 e 20 minutos após a aplicação. Embora a ereção possa acontecer sem estímulo sexual significativo, a resposta tende a ser mais natural e satisfatória quando há estímulos.
Prótese peniana Indicada quando o paciente não obtém resposta com as alternativas anteriores. A semirrígida deixa o pênis firme, bastando posicioná-la para cima quando desejar iniciar o ato sexual. Já a prótese inflável exige o acionamento de uma bombinha alojada no escroto para deixar o pênis ereto. Restaura a capacidade de obter rigidez suficiente para a relação sexual. Não altera a sensibilidade, não aumenta o desejo sexual e não interfere na capacidade de atingir o orgasmo ou ejacular.

Quando consultar um urologista?

Você deve procurar um urologista ao apresentar um ou mais dos seguintes sinais:

  • Dificuldade de ereção persistente na maioria das tentativas de atividade sexual;
  • Redução ou ausência das ereções espontâneas;
  • Alterações na ejaculação;
  • Diminuição da libido;
  • Falta de resposta ou resposta insuficiente aos tratamentos já testados;
  • Presença de fatores de risco para disfunção erétil, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, alterações hormonais ou obesidade.

Preencha o formulário de pré-análise para agendar sua consulta e receber orientações personalizadas do Dr. Paulo Egydio, especialista em tratamentos para disfunção erétil.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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