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O AVC pode causar disfunção erétil devido a lesões cerebrais que afetam a motricidade e a fala, além de fatores psicológicos como ansiedade e depressão. Conheça o que a ciência diz e os tratamentos disponíveis para homens com AVC.
O AVC pode causar disfunção erétil porque as lesões cerebrais dificultam a ativação do sistema nervoso que aumenta o fluxo sanguíneo necessário para a ereção. Os impactos emocionais e psicológicos como a ansiedade, depressão e falta de autoestima também interferem na função sexual masculina. Entenda.
O que é um AVC e quais são suas principais consequências para a saúde sexual masculina?
O acidente vascular cerebral é a alteração do fluxo sanguíneo no cérebro, podendo ser hemorrágico ou isquêmico. Conheça as diferenças entre os dois tipos de AVC:
- AVC hemorrágico: rompimento de um vaso sanguíneo que provoca hemorragia no tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. Segundo o Ministério da Saúde, 15% dos casos de AVC são hemorrágicos;
- AVC isquêmico: entupimento de uma artéria causada que não deixa o oxigênio chegar às células cerebrais que acabam morrendo. Cerca de 85% dos casos de AVC são isquêmicos.
Em relação às sequelas do AVC na vida sexual, isso acontece porque as lesões neurológicas resultantes do acidente vascular cerebral afetam as etapas da resposta sexual. Por isso que é comum vermos relatos de homens com baixa libido, problemas de ereção ou com dificuldades na ejaculação.

AVC pode causar disfunção erétil? Entenda a relação
Sim, o AVC pode causar disfunção erétil e este artigo explica que o impacto na função erétil é mais significativo em pacientes com múltiplas lesões cerebrais em relação aos homens que sofreram apenas uma lesão.
A razão do AVC abalar a capacidade de ereção é que ele pode afetar estruturas relacionadas à função sexual. Saiba quais são elas e por que são importantes.
Artéria cerebral média e artéria cerebral posterior
A artéria cerebral média leva sangue para porções do lobo frontal e parietal, setores ligados ao controle motor e processamento de estímulos, incluindo os sexuais.
Já a artéria cerebral posterior abastece partes do cérebro conectadas ao sistema límbico, cuja função é regular as emoções e o desejo sexual.
Gânglios da base
Os gânglios da base são grandes e profundas estruturas cerebrais que atuam na coordenação de movimentos e comportamentos, como os reflexos sexuais.
Tronco encefálico
O tronco encefálico liga o cérebro à medula espinhal e controla funções automáticas como a respiração, batimentos cardíacos, atuando também na ereção.

Quais os mecanismos do AVC afetam a função sexual?
As sequelas do AVC na vida sexual são por fatores físicos e psicológicos. Conheça os mecanismos do AVC que comprometem a função sexual:
1. Lesões neurológicas
O AVC pode prejudicar áreas cerebrais associadas à resposta sexual, entre elas o hipotálamo, sistema límbico, gânglios da base e tronco encefálico. Elas desempenham o controle do desejo sexual, excitação e reflexos responsáveis pela ereção e ejaculação.
2. Interferência na comunicação cérebro e corpo
A comunicação do cérebro e o restante do corpo é por meio da medula espinhal e dos nervos periféricos. Daí a relação entre lesão cerebral e função sexual, porque doenças neurológicas atrapalham a transmissão dos sinais necessários para a ereção e o orgasmo, ainda que a libido exista.
3. Problemas vasculares
A ereção acontece quando a quantidade de sangue no pênis aumenta. O impacto vascular na ereção é porque o AVC pode atingir o hipotálamo e partes da medula espinhal e o corpo passa a ter dificuldade em regular o fluxo de sangue para o genital, ainda que haja desejo.
4. Alterações hormonais
O AVC causa distúrbios hormonais porque pode atingir o hipotálamo, glândula que regula a liberação de vários hormônios, dentre eles a testosterona.
O estresse físico e emocional e os medicamentos antidepressivos e anticoagulantes que costumam ser prescritos para pacientes com AVC também interferem na redução dos níveis de testosterona e reduzem a libido.
Impactos emocionais e psicológicos do AVC na vida sexual
Transtornos emocionais são comuns em pessoas que sofreram um AVC e afetam a sexualidade. Confira quais são:
Depressão pós-AVC
As incertezas e as alterações no cotidiano causadas pelo AVC, principalmente quando há forte comprometimento motor e na fala, são fatores que levam a depressão.
O transtorno reduz a motivação, afeta a capacidade de relacionamento e reduz a libido.
Falta de autoestima
Alterações corporais como cicatrizes e dificuldades motoras abalam a autoestima e reduzem a confiança para a intimidade sexual. Isso leva a pessoa a se afastar do parceiro.
Alterações no relacionamento afetivo
O AVC costuma alterar a dinâmica dos relacionamentos. Nisso, um dos parceiros pode se tornar o cuidador e a sexualidade do casal pode deixar de existir, porque o cuidador e quem cuida estão emocionalmente instáveis.
Isolamento social
A afasia, a perda parcial ou total da fala de compreensão é uma das sequelas do AVC. A dificuldade de expressar ou entender causa muita insegurança e solidão, reduz a autoestima e diminui a vontade de manter contato com as pessoas próximas, incluindo a parceira ou parceiro.
Ansiedade de desempenho
As alterações físicas e neurológicas abalam a masculinidade, porque muitos homens temem não nunca mais ter a potência sexual de antes. Esse medo gera ansiedade que leva a evitar qualquer atividade íntima.

É possível recuperar a função erétil após um AVC?
A reabilitação da função sexual pode ser considerada, dependendo da localização e extensão da lesão cerebral, do estado geral de saúde e do impacto emocional.
Tratamentos indicados para disfunção erétil pós-AVC
Em alguns casos, o tratamento da disfunção erétil pode incluir o uso de inibidores da PDE5, sempre com prescrição médica individualizada, considerando o histórico clínico do paciente.
Além da medicação, a psicoterapia pode ser recomendada como parte de uma abordagem integrada para auxiliar o paciente a lidar com a ansiedade, autoestima e questões emocionais associadas.
Quando procurar ajuda médica para dificuldades sexuais após um AVC?
O homem deve procurar ajuda médica quando a disfunção sexual afetar a autoestima e o relacionamento.
O AVC é um problema neurológico grave que pode afetar a vida sexual. Em alguns casos, a busca por acompanhamento especializado pode ajudar o paciente a retomar a qualidade da vida íntima. Faça uma pré-análise com o Dr. Paulo e as primeiras orientações sobre o seu caso.



