Álcool e Sexo: Impactos na Vida Íntima

Homem com camiseta branca com uma garrafa em uma mão e um pequeno copo metálico em outra, representando álcool e sexo.

Álcool e Sexo: Impactos na Vida Íntima

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Embora álcool e sexo sejam frequentemente associados, o consumo de bebida alcoólica está ligado à disfunção erétil, pois afeta o fluxo sanguíneo necessário para a ereção. Além disso, o álcool compromete a fertilidade masculina. Saiba mais.

A relação entre álcool e sexo é delicada, porque a substância é lícita e encarada como algo que ajuda a perder a timidez na intimidade. Mas, recorrer a esse artifício é perigoso porque causa dependência e pode ainda comprometer o desempenho sexual. Entenda.

Quais são os efeitos do álcool na saúde sexual masculina?

A disfunção erétil é o efeito mais conhecido do consumo frequente de álcool. A explicação é que a bebida não deixa os vasos cavernosos se encherem de sangue, condição necessária para o pênis ficar ereto.

O uso prolongado e excessivo de álcool aumenta a incapacidade de obter a rigidez peniana adequada para a relação sexual, afetando a saúde mental do homem que pode recorrer cada vez mais à bebida para lidar com essa frustração.

Por que o álcool causa disfunção erétil?

O consumo excessivo e frequente de álcool pode estar associado à disfunção erétil, pois pode comprometer o fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos, uma estrutura do sistema vascular localizado na parte superior e na lateral do pênis.

Quando o homem recebe estímulos sexuais, os corpos cavernosos se dilatam, a  quantidade de sangue aumenta na região e o membro fica ereto. Mas, se houver álcool no organismo, os vasos sanguíneos envolvidos na rigidez peniana se contraem e a circulação é afetada.

Segundo o estudo realizado pelo professor Carlos Renato Tirapelli, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, essa contração que reduz a quantidade de sangue e consequentemente dificulta a ereção,  é resultado da redução de óxido nítrico, substância cuja principal função é dilatar os vasos sanguíneos.

A longo prazo, o consumo exagerado de álcool causa neuropatia periférica, situação onde os nervos periféricos são prejudicados. Esses nervos transmitem sinais do cérebro e medula para o resto do corpo e por isso, os sinais que o cérebro envia ao pênis não são captados e a ereção não acontece.

Desequilíbrio hormonal

Combinar sexo e álcool também é o estopim para alterações hormonais.

Em relação à testosterona, o álcool reduz a quantidade do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo-estimulante (FSH), que estimulam os testículos a produzirem o hormônio masculino. Com menos testosterona livre, ou seja, a quantidade realmente disponível para uso, o homem apresenta dificuldade para ter ereções e também:

  • Fadiga e falta de energia;
  • Dificuldade de concentração e memória;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da libido masculina;
  • Alterações de humor;
  • Depressão;
  • Perda de massa muscular e força;
  • Aumento da gordura corporal.

A exposição crônica ao álcool reduz ainda a quantidade de insulina. Essa redução faz o corpo ter dificuldade para processar a glicose, substância que ajuda na manutenção dos níveis de açúcar no sangue. Uma vez que há menos insulina é maior o risco de acúmulo de gordura abdominal e o desenvolvimento de resistência à insulina, quadros que podem levar à diabetes.

Desejo sexual hipoativo

A associação entre álcool e sexo pode levar o homem a desenvolver o desejo sexual hipoativo, caracterizado pela falta de vontade de fazer sexo. O médico crava o diagnóstico dessa disfunção quando o desinteresse está presente há 6 meses.

Uma das funções da testosterona é regular a libido e a função sexual. O consumo excessivo e frequente de álcool pode estar relacionado à diminuição do interesse pelo ato sexual, devido a possíveis alterações hormonais.

Ejaculação precoce ou retardada

A ejaculação precoce é quando o homem ejacula entre 1 e 2 minutos após a penetração, ou até mesmo antes dela. Já a ejaculação retardada é uma dificuldade para ejacular onde o processo ou demora ou nem chega a acontecer. Veja o que explica essas situações:

1. Ejaculação precoce

O efeito anestésico do álcool gera uma redução de sensibilidade. Isso leva a uma dificuldade de percepção dos sinais de excitação

Além do mais, o álcool é um depressivo do sistema nervoso central, ou seja, uma substância que compromete a comunicação entre o cérebro e o sistema nervoso. Tal interferência faz o homem não conseguir perceber a proximidade do orgasmo e por isso ejacula precocemente.

2. Ejaculação retardada

Em alguns homens, o efeito sedativo do álcool desacelera as funções do sistema nervoso a tal ponto que a ejaculação demora. Outro aspecto que explica a ejaculação retardada causada pelo álcool é que ele reduz os níveis de testosterona e isso pode prejudicar o processo ejaculatório.

Relação entre álcool e fertilidade masculina

Esta pesquisa explica que a qualidade do esperma é afetada porque o álcool modifica o metabolismo das proteínas envolvidas no desenvolvimento do esperma, o que reduz a quantidade e a qualidade dos espermatozoides. Estudos sugerem que o consumo excessivo de álcool pode impactar a fertilidade masculina, alterando o metabolismo das proteínas envolvidas na produção do esperma.

Limites saudáveis: quanto álcool é seguro?

O Brasil segue a diretriz da OMS que diz não existir uma quantidade segura para o consumo de álcool. No entanto, a mesma instituição estipula 10 g de etanol puro como dose padrão e orienta as pessoas a não ingerirem mais de duas doses por dia e ficar pelo menos dois dias sem beber.

Quando buscar ajuda médica?

Veja quando o consumo de álcool exige intervenção médica:

  • Quando a pessoa não consegue controlar a quantidade;
  • Se prejudica nas obrigações diárias, em casa, no trabalho e na vida acadêmica;
  • Em caso de alterações de humor, ansiedade e depressão;
  • Quando prejudica relacionamentos e leva ao isolamento;
  • Se há problemas como perda de coordenação motora, perda de memória, vômitos persistentes, dificuldade para respirar, dor no peito.

Como prevenir disfunções sexuais?

Já vimos que a combinação álcool e sexo não ajuda no desempenho sexual. Confira o que realmente ajuda:

O consumo excessivo e prolongado de álcool pode impactar a saúde sexual masculina e estar associado à redução da fertilidade. Para entender melhor como isso pode afetar você, agende uma pré-análise com o Dr. Paulo Egydio. Aproveite também para continuar no blog, onde encontrará mais informações sobre saúde e bem-estar.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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