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Testosterona livre e total: entenda para que servem e como intepretar os resultados dos exames

POR DR. PAULO EGYDIO · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

O exame de testosterona livre mede a quantidade do hormônio disponível para uso e o exame de testosterona total, a quantidade total produzida pelo organismo. Os resultados podem auxiliar na identificação de alterações hormonais e condições como doenças hepáticas. Entenda em quais situações médicas esses exames são recomendados. A testosterona, essencial para homens e mulheres, desempenha papéis cruciais, desde regular a libido até promover o desenvolvimento muscular e a densidade óssea. Os exames de testosterona livre e total são ferramentas indispensáveis para desvendar possíveis desequilíbrios hormonais, que podem impactar não apenas a saúde física, mas também a qualidade de vida. Neste artigo, você vai descobrir a importância desses exames, quando realizá-los e o que seus resultados podem revelar sobre a sua saúde.

Para que servem os exames de testosterona total e livre?

Os exames de testosterona total e livre são realizados para avaliar os níveis do hormônio testosterona no organismo, ajudando médicos a compreender a saúde hormonal de homens e mulheres. Eles servem para:

  • Testosterona total: medir a quantidade total de testosterona presente no corpo, incluindo aquela que está ligada a proteínas, como a globulina de ligação aos hormônios sexuais (SHBG). Esse exame é útil para avaliar a capacidade do corpo de transportar e armazenar testosterona, que pode ter impacto em diversos processos metabólicos e funções hormonais.
  • Testosterona livre: analisar a fração de testosterona que não está ligada a proteínas (representando cerca de 2-3% da testosterona total). Essa porção é biologicamente ativa, desempenhando funções essenciais como: regulação das características físicas, estimulação da libido, desenvolvimento de massa muscular e força e manutenção da densidade óssea.

Esses exames são indicados para diagnosticar alterações hormonais, como baixa testosterona (hipogonadismo), problemas de fertilidade, alterações de libido, e para acompanhar a saúde geral em diferentes condições clínicas. vários tubos de exames de sangue dispostos em um suporte próprio.

Quando os exames de testosterona livre e total são recomendados?

Os exames de testosterona livre e total para homens são indicados quando há diminuição da libido, disfunção erétil, problemas de fertilidade e desequilíbrio hormonal devido a doenças ou remoção dos testículos e em decorrência do câncer de próstata. A investigação também é útil nos casos de puberdade precoce ou tardia. Para as mulheres, essa análise hormonal ajuda a desvendar as causas do excesso de testosterona.

Quando os resultados estão normais e alterados?

Os valores de referência para testosterona livre e total variam conforme a idade do homem. Confira:

Testosterona total

  • 22 a 49 anos: 241 a 827 ng/dL;
  • 50 anos em diante: 86,49 a 788,22 ng/dL.

Testosterona livre

  • 17 a 40 anos: 3 a 25 ng/dL;
  • 41 a 60 anos: 2,7 a 18 ng/dL;
  • 60 anos em diante: 1,9 a 19 ng/dL.

Veja o que alterações no resultado do exame de testosterona livre e total podem indicar:

Testosterona total e livre abaixo do normal

  1. Hipogonadismo: o hipogonadismo é a produção irregular de testosterona por alterações nos testículos ou problemas no hipotálamo, ou na hipófise, causando fadiga crônica, perda de massa muscular, alterações de humor, e dificuldade de ereção;
  2. Insuficiência hepática: o SHBG é uma proteína que ajuda a transportar testosterona pelo organismo. Como grande parte da produção é no fígado, doenças neste órgão podem impactar a produção do hormônio masculino;
  3. Síndrome de Klinefelter: condição genética na qual os meninos nascem com um cromossomo X a mais. Isso resulta no aumento do tecido mamário, ausência de pelos corporais, interfere no ganho de massa muscular e desenvolvimento não adequado do pênis.

Testosterona livre e total altas

  1. Hiperplasia adrenal: é a produção de testosterona em excesso por falhas nas glândulas adrenais, na maioria das vezes por uma deficiência na enzima 21-hidroxilase. Como a testosterona é um hormônio andrógeno, meninos podem entrar na puberdade antes do tempo. Em adultos, há o crescimento excessivo de pelos, baixa libido e problemas de ereção.
  2. Hipertireoidismo: o hipertireoidismo aumenta a produção dos hormônios tireoidianos e isso eleva os níveis de SHBG, proteína que se liga aos hormônios sexuais e ajuda na distribuição deles. Mais SHBG significa mais testosterona total e menos testosterona livre, usada pelo organismo para características físicas, função sexual, densidade óssea e desenvolvimento muscular.

O que fazer caso a testosterona esteja desequilibrada?

Se o exame testosterona livre e total confirmar desequilíbrio hormonal, o tratamento varia, já que cada índice pede abordagens diferentes. Confira:

  • Testosterona alta: medicamentos para reduzir a produção de testosterona. Caso o paciente usar anabolizantes será necessário parar;
  • Testosterona baixa: terapia de reposição para recuperar os níveis hormonais, atividade física, alimentos ricos em vitamina D, zinco e proteínas.

paciente e médico apertando as mãos no consultório

O monitoramento médico é essencial

Tão importante quanto o diagnóstico é o acompanhamento médico durante o tratamento de qualquer deficiência hormonal. Esse monitoramento é essencial para analisar o progresso do paciente por meio de exames de sangue regulares, verificar a existência de efeitos colaterais e, se necessário, ajustar a dosagem da reposição. Não ignore os sinais que seu corpo pode estar enviando. Procure um médico de confiança para avaliar sua saúde hormonal e indicar o melhor tratamento, sempre priorizando o bem-estar geral. Acompanhe o blog do Dr. Paulo Egydio para informações confiáveis sobre saúde e bem-estar.

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Escrito por

Dr. Paulo Egydio

Médico urologista · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

Aviso: este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Para avaliar o seu caso, procure um especialista.

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    Dr. Paulo Egydio

    Diretor Técnico e Médico Urologista do Egydio Medical Center. CRM-SP 67.482 · RQE 19514. Autor da Técnica de Egydio, descrita nas principais diretrizes urológicas internacionais.

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