Como conversar com o médico sobre disfunção erétil sem vergonha

estetoscópio apoiado sobre uma mesa de vidro durante uma consulta sobre como conversar com médico sobre disfunção erétil, com profissional de saúde sentado, vestindo roupa clara, escrevendo em um prontuário ao fundo

Como conversar com o médico sobre disfunção erétil sem vergonha

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A principal dica para conversar com urologista sobre problemas com a ereção é lembrar que ele está preparado para avaliar sua saúde sexual e orientar o cuidado.

O receio de como conversar com o médico sobre disfunção erétil pode impedir os homens de buscar avaliação e tratamento adequados para a condição. A vergonha, o medo do julgamento e a sensação de fracasso criam barreiras em homens de todas as idades.

É preciso considerar, ainda, que, culturalmente, muitos homens foram ensinados a esconder vulnerabilidades, principalmente aquelas ligadas à sexualidade – o que contribui para esse tabu masculino na consulta urológica.

Para normalizar a conversa, é preciso ter em mente que urologistas lidam com disfunção erétil com frequência. A consulta é justamente o espaço seguro para tirar dúvidas, relatar sintomas e expor as dificuldades, pois a consulta tende a ser um espaço acolhedor e confidencial.

Aprenda como abordar disfunção erétil na consulta, deixando de lado o constrangimento masculino no consultório e estabelecendo um diálogo aberto com o urologista.

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Disfunção erétil é mais comum do que parece

Segundo o Ministério da Saúde, 45% dos homens brasileiros apresentam disfunção erétil. A condição está presente em todas as faixas etárias, mas é mais prevalente após os 60 anos.

A disfunção erétil é tão comum pois a ereção depende de uma combinação de fatores físicos, hormonais e psicológicos. Quando algo não vai bem, o homem pode falhar na hora H. Se a causa não for tratada, a disfunção erétil pode se agravar.

Logo, a disfunção erétil é uma condição médica. Entender essa complexidade é muito importante para o homem, pois ajuda a reconhecer que a dificuldade ou impossibilidade de ereção não está relacionada à virilidade.

Por que conversar com o médico é fundamental

Uma saúde sexual satisfatória influencia na qualidade de vida e na autoestima do homem. Se a vida sexual está comprometida, a conversa facilita a investigação e a escolha do tratamento mais adequado.

Ao saber como discutir saúde sexual masculina na consulta, o paciente também evita a automedicação e a soluções caseiras e sem comprovação científica para a disfunção erétil. Essas decisões são perigosas e podem provocar efeitos adversos sérios. 

Além disso, a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de doenças cardiovasculares, alterações hormonais, como queda da testosterona, ou condições metabólicas, como diabetes.

Quanto mais cedo o homem for diagnosticado, maior a chance de identificar causas e encaminhar condutas. Em muitos casos, é possível tratar ou controlar condições associadas.

O que o urologista realmente precisa saber (e por que isso importa)

É muito importante saber como se preparar para uma consulta sobre impotência. Ao ter todas as informações necessárias, o urologista pode avaliar o quadro corretamente.

Quando o problema começou e com que frequência ocorre

Relatar o início da dificuldade e sua frequência é essencial para diferenciar uma falha ocasional de um quadro clínico instalado.

Também é preciso relatar se a dificuldade ocorre em todas as situações ou apenas em momentos específicos. Isso ajuda a avaliar se a causa está ligada a fatores físicos ou emocionais.

Outros sintomas associados

A disfunção erétil pode vir acompanhada de outras manifestações. Por isso, a importância de relatar sintomas de forma clara, como:

  • Baixa libido, que pode sugerir alterações hormonais;
  • Cansaço, ansiedade ou estresse, que afetam diretamente o desempenho sexual;
  • Dor, curvatura ou deformidades no pênis, que podem indicar Doença de Peyronie;
  • Dificuldade para penetrar a parceira, mesmo ao posicionar o pênis com a mão;
  • Ejaculação rápida ou tardia.

Histórico de saúde e medicamentos

Doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto e depressão tendem a interferir no mecanismo vascular, hormonal e emocional, essenciais à ereção. O médico precisa saber de todo o histórico do paciente e de seu estado atual de saúde.

Além disso, é preciso informar quais são os medicamentos em uso. Alguns deles, como antidepressivos, anti-hipertensivos, anabolizantes e drogas recreativas podem afetar a ereção. Evite esconder informações, pois o tratamento pode ser prejudicado.

Lateral do rosto de um homem branco, de barba, com a mão segurando um medicamento próximo à boca simbolizando como conversar com médico sobre disfunção erétil

Como iniciar a conversa sem constrangimento

A melhor forma de falar sobre impotência sexual com o médico é seguindo algumas dicas. Veja. 

1 – Use explicações simples e diretas

Procure usar frases objetivas, que relatam o problema e o que você deseja.

Muitas vezes, dizer “Tenho dificuldade em manter a ereção em algumas situações e gostaria de entender o que pode ser” ou “Percebi que as minhas ereções estão fracas e quero ter ereções melhores” é suficiente para iniciar esse diálogo.

2 – Leve anotações

Sempre que possível, chegue ao consultório com uma lista de sintomas, frequência e momentos em que as falhas na ereção acontecem.

Tenha também algumas perguntas para fazer ao urologista sobre ereção e disfunção erétil.

3 – Entenda que o médico está acostumado

Para o urologista, falar sobre sexualidade faz parte da rotina. Ele não está ali para julgar. Existem opções de avaliação e tratamento para muitos casos, e o melhor caminho depende da causa.

Além disso, lembre-se: a consulta é sigilosa e confidencial. Tudo o que for dito ficará entre médico e paciente.

Estratégias práticas para superar a vergonha

Saiba o que fazer para evitar situações embaraçosas durante a consulta com o urologista.

Infográfico Estratégias práticas para superar a vergonha Evite comparações com outros homens Encare a consulta como qualquer outro cuidado de saúde Fale no seu ritmo, mas com clareza Lembre que o médico precisa das informações para ajudar

O que esperar da consulta urológica

Ao término de uma consulta urológica para avaliar a disfunção erétil, muitas vezes, o paciente sai com hipóteses diagnósticas e um plano inicial; em outros casos, o urologista solicita exames complementares

Para chegar até esse momento, a primeira etapa é uma conversa clínica. Nela, o médico busca entender histórico sexual, hábitos de vida, comorbidades, fatores psicológicos e uso de medicamentos que podem influenciar a ereção.

Depois, é hora de realizar alguns exames, como a palpação do pênis, teste de ereção e rigidez e o ultrassom com Doppler. Quando necessário, exames laboratoriais posteriores avaliam hormônios, glicemia, colesterol, entre outros.

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Muitas vezes, mudanças no estilo de vida e psicoterapia são suficientes para tratar quadros de disfunção erétil psicológica. 

Quando o quadro é mais acentuado ou tem origem física, medicamentos orais ou injetáveis são indicados. Já os casos severos podem precisar de cirurgia para implante da prótese peniana.

Quando é hora de buscar ajuda

Buscar ajuda é um sinal de autocuidado. Procure um urologista se:

  • As falhas ocorrem em grande parte das relações sexuais;
  • Há dor ou desconforto durante a ereção;
  • O pênis apresenta curvatura, pontos de afinamento ou redução de tamanho;
  • Há queda de libido;
  • Faz uso de soluções caseiras;
  • Tem alguma condição hormonal diagnosticada;
  • Já realizou cirurgias pélvicas, como a prostatectomia total;
  • A satisfação sexual deixa a desejar.

Converse com o Dr. Paulo Egydio

Ao conversar com o Dr. Paulo, o profissional saberá como abordar disfunção erétil na consulta sem constrangimentos para o paciente, de forma acolhedora, e com uma condução adequada para investigar casos leves, moderados e severos.

O urologista atua há mais de 25 anos no tratamento de condições que afetam a função sexual. Suas especializações e produção científica contribuem para uma prática atualizada, alinhada às evidências e diretrizes.

O Dr. Paulo também acompanha de perto a evolução dos tratamentos clínicos, medicamentosos e cirúrgicos para a disfunção erétil, oferecendo orientação e acompanhamento para buscar melhora da função e da qualidade de vida, de acordo com cada caso.

Falar sobre disfunção erétil com o urologista faz a diferença para o diagnóstico e o andamento do tratamento. Receba por e-mail as primeiras orientações do médico para problemas de ereção e agende a sua consulta para continuar os cuidados com a saúde sexual. 

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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