Ozonioterapia para Peyronie funciona? Saiba mais sobre o tratamento

Fundo branco com representação de molécula de ozonio, com três átomoz de oxigênio azul conectados simbolizando a ozonioterapia para Peyronie

Ozonioterapia para Peyronie funciona? Saiba mais sobre o tratamento

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O uso da ozonioterapia para Peyronie ainda é experimental. Tudo indica que essa terapia pode ajudar a reduzir inflamações e a oxigenar os tecidos, mas é preciso discutir essa alternativa com o médico. Saiba mais.

A ozonioterapia para Peyronie carece de estudos. Entretanto, essa terapia começa a ser vista pelos urologistas como um possível tratamento complementar para a curvatura no pênis em alguns casos.

A notícia é animadora para os pacientes, mas é muito importante lembrar que, por não ser um tratamento consolidado, exige muitos cuidados e considerações antes de experimentar.

A seguir, confira detalhes sobre o procedimento, seus benefícios e resultados esperados para correção da curvatura peniana e melhora da função erétil.

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O que é ozonioterapia?

A ozonioterapia é uma técnica que consiste na aplicação terapêutica de uma mistura gasosa de oxigênio e ozônio, com concentrações cuidadosamente ajustadas, para tratar várias condições de saúde. O ozônio (O₃) é uma molécula derivada do oxigênio, e possui propriedades bioquímicas que têm sido exploradas para fins terapêuticos. A molécula é antimicrobiana, antioxidantes e imunomoduladora. Ao entrar no corpo, provoca reações que melhoram a circulação sanguínea, promovem a regeneração celular e reduzem o estresse oxidativo, o que pode ser benéfico para condições inflamatórias e de cicatrização. Sua administração pode ser feita de diferentes formas, como injeções, insuflação (retal ou vaginal), aplicação tópica, ou ainda por auto-hemoterapia (quando o sangue do paciente é misturado ao ozônio e reinfundido). A ozonioterapia é considerada um tratamento experimental no Brasil, independentemente da condição de saúde a ser tratada. Ela deve ser usada apenas como uma terapia complementar, sem substituir tratamentos comprovados, sempre com a supervisão de profissionais de saúde. Fundo com estantes brancas e à frente, homem branco sentado à mesa, vestindo camiseta vermelha e camisa xadrez, de óculos, rodeado de livros e com um celular, pesquisado sobre ozonioterapia para peyronie

Como a ozonioterapia pode auxiliar pacientes com Peyronie?

No caso da Doença de Peyronie, que é caracterizada pela formação de fibrose no pênis, a ozonioterapia pode ser teoricamente útil na fase inflamatória inicial. Nessa fase, o tecido fibrótico ainda está em formação e há dor associada. A terapia com ozônio poderia amenizar essa inflamação e, portanto, a progressão da curvatura. Além disso, o ozônio ajuda a melhorar a oxigenação dos tecidos. Logo, poderia ser um aliado nos casos de Peyronie em que há disfunção erétil devido à baixa ou falta de vascularização nos corpos cavernosos. De modo geral, a ozonioterapia ainda pode ser útil para o pós-cirúrgico, uma vez que ajuda na cicatrização de feridas e evita a proliferação de infecções.

O que os estudos dizem

Embora a ozonioterapia tenha sido utilizada em vários contextos médicos e os pacientes demonstrem otimismo, a técnica ainda carece de uma ampla aceitação na medicina para todas as doenças. Isso se deve principalmente à falta de ensaios clínicos randomizados que comprovem sua eficácia e segurança de forma inequívoca. Atualmente, não existe nenhum estudo específico sobre a ozonioterapia para Peyronie. Um estudo clínico que avaliou o uso de diversos tratamentos não invasivos para a doença ao mesmo tempo, como fisioterapia, medicamentos orais, entre outros, identificou que a ozonioterapia pode auxiliar, mas não é possível distinguir se o resultado é devido ao conjunto de tratamentos nem compreender a influência exclusiva do tratamento com ozônio nos casos. No Brasil, a ozonioterapia é regulamentada para uso experimental pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo recomendada de maneira adjuvante e em conjunto com tratamentos já reconhecidos.

Benefícios da ozonioterapia no tratamento da Doença de Peyronie

Não é possível afirmar que a ozonioterapia para Peyronie oferece benefícios aos pacientes, principalmente quando utilizada como tratamento único para a doença. Entretanto, o que os estudos indicam, de modo geral, é que a ozonioterapia pode ajudar em:
  • Redução de dor, principalmente musculoesqueléticas
  • Aceleração da cicatrização
  • Melhora na circulação sanguínea
  • Redução de inflamações
  • Prevenção e combate contra infecções
Nem todos os pacientes estão aptos a testar esse tratamento. Pacientes com hipertireoidismo, doenças autoimunes ou com doenças cardíacas, por exemplo, não devem realizar a ozonioterapia.

Melhores tratamentos para Doença de Peyronie

A ozonioterapia para Peyronie é um tratamento sem comprovação de eficácia, mas há tratamentos não-cirúrgicos e também cirúrgicos para essa condição, dependendo do estágio e da gravidade do caso. Entre as opções clínicas para a doença, estão medicamentos como Sildenafila e Tadalafila, que vão ajudar na disfunção erétil, e a vitamina E aliada à Colchicina, que podem estabilizar o grau de curvatura peniana. Já a cirurgia, necessária quando os medicamentos não dão uma resposta adequada, vai tratar as fibroses, realinhando e expandindo o pênis a partir de microcortes geométricos e com a colocação de uma prótese peniana para resgatar a capacidade penetrativa. Terapias complementares também podem ser indicadas pelo urologista. É o caso da fisioterapia, bomba a vácuo e da própria ozonioterapia para Peyronie.

Por ser um tratamento experimental, a ozonioterapia para Peyronie deve ser considerada com cautela e sempre discutida com um médico de confiança, e o Dr. Paulo Egydio pode fazer isso. Agende uma consulta e avalie os riscos e benefícios antes de iniciar qualquer tratamento para Doença de Peyronie.

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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