24 fatores e hábitos que afetam a saúde sexual do homem

copo de bebida alcoólica com gelo, acompanhado de um cinzeiro com cigarro e fumaça no ambiente, representando hábitos que afetam a saúde sexual do homem

24 fatores e hábitos que afetam a saúde sexual do homem

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Doenças crônicas, níveis hormonais, vícios, fatores psicológicos e baixa testosterona podem refletir negativamente na saúde sexual masculina.

Falhar na hora H costuma ser uma experiência negativa, mas que pode ser compreendida e, em alguns casos, reduzida ao prestar atenção a hábitos que afetam a saúde sexual do homem.

Os fatores que causam disfunção erétil podem atingir qualquer homem, em todas as fases da vida. Muitas das causas estão relacionadas a condições de saúde física e mental que podem ser avaliadas e tratadas devidamente.

Compreender os hábitos que afetam a saúde sexual do homem é fundamental para adotar um estilo de vida que privilegie a qualidade de vida sexual ao longo dos anos. Saiba quais são eles.

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1. Sedentarismo e overtraining

A ausência de atividade física regular compromete o desempenho sexual masculino, mas o excesso de treino, sobretudo sem descanso adequado, também.

O overtraining está associado à queda de testosterona, fadiga persistente e redução da libido, afetando vasos, nervos e hormônios fundamentais para a hora H.

2. Excesso de álcool

O consumo de álcool interfere diretamente no sistema nervoso central, reduzindo a resposta sexual, o controle da ereção e o desejo.

Em longo prazo, o álcool prejudica o fígado, que metaboliza hormônios como a testosterona. Nesse caso, a relação entre álcool e impotência resulta na queda do hormônio sexual masculino.

O uso crônico de bebidas alcoólicas também pode causar ejaculação retardada e menor sensibilidade sexual.

3. Tabagismo

O cigarro causa danos diretos aos vasos sanguíneos, estreitando as artérias e reduzindo o fluxo sanguíneo peniano. Como a ereção depende dessa vascularização, não fumar é uma das principais formas de como melhorar a circulação para a ereção.

Os efeitos do tabagismo são progressivos e cumulativos. Homens jovens, que nunca tiveram falhas, correm o risco de desenvolver disfunção erétil, e fumantes de longa data têm ainda mais chances de apresentar dificuldades de ereção.

4. Má qualidade do sono

Dormir mal afeta a saúde hormonal masculina, pois a produção de testosterona é liberada principalmente durante o sono profundo. Alterações no ciclo do sono também prejudicam a disposição, o humor e a resposta sexual.

Por isso, homens que lidam com distúrbios como insônia e apneia do sono frequentemente se queixam de redução da libido e da má qualidade das ereções matinais.

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5. Estresse crônico

Algumas situações são estressantes, mas lidar com estresse persistente eleva os níveis de cortisol. Com isso, o organismo deixa de priorizar a resposta sexual.

O estresse acumulado e não tratado pode levar à queda do desejo, dificuldade de ereção e perda do interesse sexual. O impacto do estresse na sexualidade pode ser sentido até mesmo em homens jovens.

Homem branco, vestido de camisa formal, em escritório, estressado diante do computador, representa hábitos que afetam a saúde sexual do homem

6. Ansiedade de desempenho

A ansiedade de desempenho é uma das causas mais comuns de disfunção erétil psicogênica.

O efeito da ansiedade na vida sexual é um círculo vicioso: o medo de falhar aumenta a ansiedade, que por sua vez prejudica a resposta sexual.

7. Depressão e transtornos mentais

Condições que afetam a saúde mental estão associadas à redução da libido, da energia e do interesse por atividades prazerosas, como o sexo.

Além disso, alterações neuroquímicas afetam diretamente os circuitos do desejo e da motivação.

8. Alimentação rica em ultraprocessados

Comer alimentos ultraprocessados em excesso favorece a inflamação crônica, resistência à insulina e alterações vasculares. As mudanças afetam vasos sanguíneos, hormônios e metabolismo energético.

A má alimentação também contribui para a obesidade.

9. Deficiência de nutrientes essenciais (zinco, magnésio, vitamina D)

Nutrientes como zinco, magnésio e vitamina D participam ativamente da produção hormonal. Por isso, a carência ou deficiência pode reduzir a testosterona, levando a fadiga e baixa libido, que comprometem o desempenho sexual.

10. Obesidade e gordura abdominal

O excesso de gordura abdominal, mais comum em homens obesos, está associado à queda da testosterona, que reduz a libido.

A obesidade também está relacionada a inflamação sistêmica e prejuízo vascular, o que afeta a qualidade das ereções com o passar do tempo.

11. Doenças cardiovasculares não controladas

Condições como hipertensão, aterosclerose e dislipidemias reduzem o fluxo sanguíneo em todo o corpo, inclusive no pênis. A vascularização inadequada leva a dificuldades para ter ou manter a ereção na hora da relação sexual.

A disfunção erétil pode, inclusive, ser um sinal precoce de que algo não vai bem com o sistema cardiovascular.

12. Diabetes

Quando não controlado, o diabetes afeta nervos e vasos sanguíneos, mecanismos fundamentais para a ereção. É por isso que homens diabéticos apresentam maior risco de apresentar disfunção erétil.

O controle da glicemia é fundamental, pois os danos aumentam ao longo do tempo, prejudicando cada vez mais a hora H.

13. Alterações hormonais (baixa testosterona)

A testosterona é responsável pelo desejo sexual, pela vitalidade e tem papel importante para a função erétil. Níveis baixos da testosterona impactam na libido e na rigidez das ereções.

A queda hormonal ocorre naturalmente com a idade, mas também pode ser decorrente de condições como obesidade, diabetes, alterações nos testículos e estresse.

14. Uso excessivo de pornografia

O consumo excessivo de pornografia é fortemente desaconselhado. O conteúdo gera expectativas irreais sobre o desempenho masculino, levando a ansiedade na hora H.

A pornografia costuma vir acompanhada da masturbação. Juntas, podem dessensibilizar os circuitos de recompensa do cérebro, dificultando a excitação no dia a dia.

15. Falta de exposição solar adequada

Um estudo publicado em 2021 no Journal of Clinical Medicine mostrou que níveis baixos de vitamina D estão associados a maior prevalência de disfunção erétil.

A vitamina D atua na função endotelial e na saúde vascular. Segundo os autores, a relação sugere que a exposição solar adequada pode influenciar a saúde sexual masculina, pois o sol é a principal fonte dessa vitamina.

16. Excesso de trabalho e burnout

Jornadas extensas, pressão constante e ausência de descanso levam à exaustão física e emocional – o burnout.

Nesse estado, o organismo prioriza a manutenção das funções básicas, e deixa de lado a libido, comprometendo a vida sexual do homem.

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17. Abuso de anabolizantes

Os anabolizantes, muitas vezes usados sem supervisão médica, podem suprimir a produção natural de testosterona, o que aumenta as chances de disfunção erétil e até mesmo infertilidade.

Substâncias como a trembolona também podem ter efeitos colaterais perigosos, que persistem mesmo após a interrupção.

18. Alguns medicamentos que interferem na ereção

Alguns dos medicamentos antidepressivos (ISRS), anti-hipertensivos (betabloqueadores, diuréticos) e opioides podem ter efeitos colaterais no desejo, ereção e ejaculação.

19. Dores crônicas

Quadros de dor crônica em qualquer região do corpo, como coluna, lombar ou cervical, interferem no bem-estar geral, prejudicam as noites de sono e afetam a resposta neuromuscular. Além disso, as dores persistentes mantêm o organismo em estado de alerta.

O efeito das dores crônicas sobre o sistema nervoso e a qualidade de vida acaba repercutindo na saúde sexual.

20. Falta de acompanhamento médico preventivo

A falta de consultas regulares dificulta o diagnóstico precoce de doenças que afetam a saúde sexual, como hipertensão, diabetes e deficiência hormonal.

Esse cuidado também pode mapear fatores de risco, oferecer orientações personalizadas e prescrever tratamentos adequados para cada caso.

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21. Relacionamentos conflituosos

Qualquer tipo de tensão no relacionamento impacta diretamente a resposta sexual. A falta de segurança emocional pode acarretar em disfunção erétil psicológica.

22. Infecções urinárias e ISTs

De acordo com um estudo publicado no International Journal of Impotence Research, há relação entre as infecções urinárias recorrentes e a piora da função sexual masculina, devido a inflamação local e dor.

Já as ISTs podem provocar um processo inflamatório que altera o funcionamento dos nervos e o fluxo sanguíneo peniano, prejudicando a ereção. Além disso, a carga emocional de lidar com a infecção tende a favorecer a ansiedade e a evitar o contato sexual.

23. Uso recreativo de drogas

O uso de drogas é prejudicial à saúde sexual, especialmente aquelas que afetam o sistema nervoso central, como a cocaína. Esse tipo de droga até pode aumentar a excitação inicialmente, mas depois, gera dificuldade de vascularização e de ereção.

24. Maus hábitos posturais e dor pélvica

Posturas inadequadas estão entre os hábitos que afetam a saúde sexual do homem, pois podem gerar tensão muscular e dor pélvica crônica.

A condição interfere na qualidade da ereção, da ejaculação e da vida sexual como um todo.

Homem com má postura segura a região lombar, destacada em vermelho para indicar dor e representa um dos maus hábitos que afetam a saúde sexual do homem

Como melhorar a saúde sexual masculina no dia a dia

É possível reduzir ou modificar hábitos que prejudicam a ereção. Saiba como ter uma rotina saudável para a função sexual, a partir de orientações embasadas em evidências médicas.

1. Adotar rotina de exercícios físicos

Incorporar uma rotina de exercícios aeróbicos (como corrida, ciclismo e caminhada) e musculação pode melhorar a circulação e os níveis hormonais, favorecendo a função sexual masculina.

É importante não exagerar na quantidade e intensidade dos treinos e realizar intervalos, intercalando as atividades.

2. Alimentação para aumentar libido e circulação

Uma alimentação que melhora a saúde sexual é naturalmente equilibrada. Assim, ela favorece a função vascular e hormonal, contribuindo de forma positiva para a saúde vascular e hormonal, o que pode refletir na libido e na resposta sexual. Para isso, é preciso ingerir:

  • Gorduras saudáveis: Presentes no azeite de oliva, castanhas e peixes ricos em ômega-3, que favorecem a circulação sanguínea.
  • Proteínas magras: Carnes magras, ovos, peixes e leguminosas, fundamentais para a produção de testosterona.
  • Vegetais e frutas: Ricos em antioxidantes e vitaminas que protegem as artérias e reduzem inflamações.

Atenção! Alimentos ultraprocessados podem ser consumidos eventualmente. 

3. Boas práticas de sono

É fundamental dormir ao menos 7 horas por noite.

Para isso, o homem deve estabelecer uma rotina de sono, criar um ambiente confortável e sem distrações para um descanso de qualidade. Além disso, é preciso evitar o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir para não interferir na produção de melatonina.

4. Gerenciamento do estresse e da ansiedade

É muito importante que o homem encontre estratégias para lidar com o estresse diário e a ansiedade, mantendo o equilíbrio emocional. A prática de esportes ou técnicas de relaxamento podem ajudar.

Também é fundamental reservar um tempo para o lazer e para o descanso, seja antes ou após o trabalho.

Por fim, o homem pode procurar ajuda psicológica. Conversar com um especialista pode ajudar a identificar fatores envolvidos e auxiliar no manejo do problema, evitando que a má qualidade de vida sexual se agrave.

5. Evitar álcool e cigarro

Reduzir ou eliminar o hábito de fumar e consumir bebidas alcoólicas moderadamente são atitudes fundamentais para preservar a função sexual.

Parar com o vício é uma tarefa muito difícil. Nesse sentido, uma boa dica é começar estabelecendo limites, como, por exemplo, não fumar antes de uma relação sexual e evitar situações que disparem esse gatilho, como um happy hour.

6. Avaliar a saúde cardiovascular

A avaliação da saúde cardiovascular, com a aferição da pressão arterial, exames de colesterol, glicemia e análise do histórico familiar, permite identificar riscos, diagnosticar e atuar para a proteção do coração – e da saúde sexual.

O ideal é buscar um clínico geral ou um cardiologista anualmente, além de seguir à risca as recomendações fornecidas pelo profissional.

Profissional de saúde mede a pressão arterial de um homem em ambiente clínico como sinal de um bom hábitos que afetam a saúde sexual do homem

7. Exames hormonais e acompanhamento com urologista

Consultas de rotina com um urologista são fundamentais para cuidar da saúde do homem como um todo. O médico é o mais indicado para a prevenção de problemas sexuais e para o diagnóstico e tratamento de condições que afetam a vida sexual masculina.

Já os exames hormonais podem ajudar a identificar desequilíbrios antes que eles causem sintomas mais graves. A testosterona é um dos principais pontos de atenção.

Quando procurar um urologista?

Ao perceber alterações na hora H, não ignore os sinais. Buscar orientação médica pode ser um primeiro passo importante para avaliar a saúde sexual e a qualidade de vida

Infográfico com Sinais de alerta para investigar: dificuldade persistente de ereção queda acentuada da libido ejaculação rápida ou dificuldade de ejaculação dor pélvica, testicular ou peniana sintomas urinários suspeita de baixa testosterona

Faça seu acompanhamento preventivo com o Dr. Paulo Egydio

Estilo de vida, alimentação, sono, equilíbrio emocional e atividade física são fatores relevantes no desempenho e na qualidade de vida sexual ao longo dos anos. 

A boa notícia é que a maioria dos fatores diários que prejudicam a sexualidade podem ser prevenidos. O Dr. Paulo Egydio pode ajudar você a fazer isso.

O médico tem mais de 25 anos de experiência, estudos no Brasil e no exterior e participação em congressos renomados, e está pronto para cuidar da sua saúde sexual

Com uma consulta, o urologista pode examiná-lo e fornecer orientações individualizadas, de acordo com a avaliação clínica e as necessidades de cada paciente. Além disso, ele também pode tratar condições que estão prejudicando a sua vida sexual.

Entre em contato para receber uma análise preliminar da sua saúde sexual. Depois, agende a sua consulta e inicie os cuidados ideais para o seu caso.

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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