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A vigilância ativa no câncer de próstata de baixo risco envolve monitoramento com consultas e exames, sem tratamentos invasivos imediatos. É uma alternativa indicada por especialistas para determinados casos, podendo minimizar complicações associadas a tratamentos mais invasivos. Saiba mais sobre o protocolo.
Na vigilância ativa no câncer de próstata, os tratamentos intensivos são adiados e o paciente é mantido em um programa de monitoramento regular com exames periódicos. Essa abordagem pode ajudar a preservar a qualidade de vida do paciente, ao evitar temporariamente os efeitos colaterais de tratamentos invasivos. Entenda como funciona essa vigilância ativa.
O que é vigilância ativa no câncer de próstata?
A vigilância ativa no câncer de próstata é uma abordagem de tratamento para casos de câncer de próstata de baixo risco.
Nesse protocolo, a cirurgia para remoção do tumor, radioterapia e quimioterapia são adiados e o rastreamento do câncer é por meio de consultas, exame de toque retal, exame de PSA, ressonância magnética e biópsia de próstata.
Quais os benefícios?
O principal benefício é a qualidade de vida do paciente, porque a vigilância ativa no câncer de próstata evita os efeitos adversos e complicações como incontinência urinária, disfunção erétil, infecção e hemorragia, comuns nas cirurgias e dos tratamentos radio e quimioterápicos.
Quais são os critérios para a vigilância ativa do câncer de próstata?
Conheça os critérios adotados para a vigilância ativa do câncer de próstata:
1. Níveis de PSA abaixo de 10 ng/ml
O PSA (antígeno prostático específico) é uma substância produzida pela próstata. A medição é feita pelo exame de PSA, que consiste em uma coleta de sangue.
2. Tumor não palpável
A classificação TNM (tumor, nódulo, metástase) é um sistema internacional para descrever a extensão e gravidade do tumor, além de guiar o tratamento.
Se o câncer de próstata for da categoria T1c, significa que não é palpável e pode ser tratado na metodologia de vigilância ativa.
3. Grau de Gleason
Indica o grau de anormalidade das células. Quanto mais alto o número, mais longe da normalidade está. O câncer de próstata com Grau de Gleason igual ou inferior a 3 se encaixa na vigilância ativa.
4. Escore de Gleason
É a soma dos dois graus predominantes no tumor. Por exemplo, se o grau mais comum for 2 e o segundo mais comum for 3, o escore de Gleason será 5 → 2 + 3 = 5. Casos de câncer na próstata com escore de Gleason igual ou inferior a 6 podem ser tratados na vigilância ativa.
5. Resultados de biópsias
Resultados de biópsia são critérios de vigilância ativa no câncer de próstata. Veja como:
- Duas biópsias de próstata;
- Cada uma deve ter pelo menos 6 amostras;
- Nenhuma pode ter mais de 50% de células doentes;
- Tamanho do tumor menor que 3 mm;
- Amostras positivas inferior a 3.
6. Densidade do PSA
Ajuda a identificar se o aumento dos níveis de PSA é resultado da hiperplasia prostática benigna ou está relacionado ao câncer. Para chegar a esse resultado deve-se dividir o nível de PSA (sem ng/ml) pelo volume da próstata (em gramas ou cm³). Se a densidade do PSA for igual ou inferior a 0,10 ng/ml por grama é indício de câncer de próstata de baixo risco.
7. Aumento do PSA superior a 0,75 ng/ano ou tempo de duplicação inferior a 3 anos
Se o nível de PSA aumenta mais de 0,75 ng/ml por ano pode indicar câncer de próstata.
Já o tempo de duplicação do PSA é quanto tempo demora para o nível de PSA dobrar. Se isso acontece em menos de 3 anos, é provável que o tumor seja agressivo.
8. Alterações no exame de toque retal
As alterações encontradas durante esse exame são endurecimento, nódulos e textura áspera.
9. Infiltração perineural
É quando células do tumor invadem nervos ou espaços ao redor do órgão. A biópsia da próstata revela esse comportamento que indica maior gravidade.

A vigilância ativa pode aumentar o risco de progressão do câncer?
A vigilância ativa é acompanhada por monitoramento rigoroso, o que ajuda a reduzir o risco de progressão sem tratamento imediato. No entanto, é fundamental que o paciente siga corretamente o acompanhamento médico.
Quando a vigilância ativa no câncer de próstata é uma opção?
A vigilância ativa no câncer de próstata é uma opção quando o câncer de próstata é de baixo risco. Isso significa que o tumor deve ser pequeno, ter localização precisa e ter baixo potencial de progressão.
Nessa modalidade de tratamento é feito um monitoramento regular com exames para verificar se o tumor continua no mesmo estágio. Caso haja sinais de evolução, o tratamento é ajustado e a remoção da próstata, conhecida como prostatectomia, pode ser necessária.
O benefício da vigilância ativa é evitar tratamentos invasivos desnecessários em casos de câncer de baixo risco e seus efeitos colaterais, preservando a qualidade de vida do paciente. Mas é fundamental que o homem siga à risca o acompanhamento médico.
Como é o acompanhamento do paciente na vigilância ativa?
O paciente da vigilância ativa é monitorado da seguinte maneira:
- Exame de PSA trimestral;
- Exame de toque semestral;
- Ressonância magnética anual;
- Biópsia da próstata anual ou bimestral;
- Outros exames de imagem conforme necessidade.

Qual a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata?
O diagnóstico precoce do câncer de próstata é importante porque:
- Reduz o risco do tumor se espalhar;
- Permite opções de tratamentos menos invasivos;
- Maior chance de intervenção precoce.
Consulte um urologista para entender o melhor tratamento para o seu caso
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