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A biópsia da próstata é solicitada pelo urologista se houver alterações no exame de toque e nos níveis de PSA, a proteína produzida pela glândula. São coletados fragmentos da próstata que serão analisados pelo médico patologista para confirmar ou excluir o diagnóstico de câncer. Entenda!
A biópsia da próstata é um exame que pode despertar dúvidas e até receios, mas seu papel é crucial para a saúde masculina. Quando exames como o PSA ou o toque retal indicam alterações, ela se torna o passo definitivo para esclarecer o diagnóstico.
A seguir, entenda como o procedimento funciona, quando é indicado e por que ele é essencial para detectar precocemente condições graves como o câncer de próstata.
O que é e para que serve a biópsia da próstata?
A biópsia da próstata é um exame realizado pelo urologista ou radiologista, que coleta fragmentos de tecido da glândula prostática com o auxílio de uma agulha fina.
Há duas formas de fazer o procedimento. Na primeira, a agulha é inserida no reto. Na segunda, ela é inserida no períneo, estrutura entre o saco escrotal e o ânus.
A finalidade da biópsia de próstata é a mesma, independentemente do método: descobrir se existem células cancerígenas no organismo ou não.

Existem dois tipos de biópsia da próstata. Confira:
- Biópsia da próstata com agulha: a agulha é inserida diretamente na próstata através do reto. É uma biópsia menos invasiva, mas há o pequeno risco de infecção por conta da proximidade com o reto;
- Biópsia transretal: também chamada de biópsia transperineal, a agulha é inserida através da pele entre o escroto e o ânus, sem contato com o reto. Há um certo desconforto, porém tem menos risco de infecção.
Quando a biópsia da próstata é indicada
O urologista solicita biópsia da próstata quando há alterações no exame de toque retal e nos níveis de PSA (Antígeno Prostático Específico), proteína que facilita a movimentação dos espermatozoides.
As variações incluem:
- Exame de próstata: nódulos e áreas endurecidas detectadas durante o toque
- Exame de PSA: quando o antígeno prostático varia entre 4 ng/mL e 10 ng/mL, o que representa 25% de risco de câncer.
Existe ainda a biópsia de saturação da próstata, indicada para homens que, além das alterações do exame de toque e do PSA, tiveram resultado negativo na biópsia tradicional.
Preparo para a biópsia
A preparação para a biópsia é simples. É necessário que o paciente tome o antibiótico prescrito um dia antes e mantenha o uso contínuo por 5 a 7 dias após o procedimento. Além disso, é necessário:
- Suspender medicamentos anticoagulantes;
- Estar em jejum de 8 horas;
- Urinar antes do exame;
- Lavar do reto 2h antes (apenas no caso da biópsia prostática transretal).

Como o exame é feito?
A biópsia da próstata é realizada com leve sedação ou anestesia local. Homens com problemas de saúde são avaliados pelo cardiologista e o procedimento é feito no hospital.
O aparelho de ultrassom utilizado tem formato de caneta, com um espaço para a agulha. É com essa agulha que o urologista ou radiologista vai coletar de 12 a 14 amostras.

Quanto tempo demora a biópsia da próstata?
Muitas pessoas se perguntam quanto tempo demora a biópsia da próstata. Mas, apesar de ser invasiva, a biópsia prostática dura aproximadamente 10 minutos.
Cuidados após a biópsia da próstata
Embora não seja preciso tempo de repouso após a biópsia da próstata, existem orientações pós-exame que devem ser seguidas. São elas:
- Não dirigir nem operar máquinas logo após o procedimento;
- Fazer refeições leves;
- Evitar subir escadas 2 dias após o exame;
- Não pegar peso durante 3 dias;
- Ficar de 3 a 5 dias sem fazer exercícios físicos;
- Não ter relações sexuais durante o tempo estimulado pelo médico;
- Seguir com antibiótico até a determinação do especialista.
Há algum exame que substitua a biópsia da próstata?
A biópsia da próstata é um exame essencial para esclarecer diagnósticos, mas outros exames podem ser usados para complementar a avaliação médica. Porém, existem procedimentos que ajudam a tornar a biópsia mais efetiva.
A ressonância magnética multiparamétrica, por exemplo, é um exame de imagem que faz uma análise detalhada da próstata e contribui para o direcionamento da biópsia para as áreas afetadas.
Riscos e complicações da biópsia prostática
O exame é realizado com sedação ou anestesia local, minimizando possíveis desconfortos. Mas, existem alguns riscos e complicações associados. O mais comum é um leve sangramento na urina, fezes e sêmen, que desaparece após 2 dias.
Sintomas graves como obstrução urinária, infecção e hemorragia são pouco comuns e, segundo este artigo realizado pela equipe do A.C Camargo Câncer Center de São Paulo, 1,6% dos homens com esses sinais precisam de internação.

Em caso de resultado positivo, o que acontece depois?
Se o resultado da biópsia for positivo, o urologista pode solicitar ressonância magnética multiparamétrica, cintilografia óssea ou PET Scan. Esses exames ajudam a definir o estágio do câncer e qual o tratamento mais adequado.
O acompanhamento urológico é fundamental para a saúde masculina
O acompanhamento anual com o urologista é importante para a detecção precoce de condições, permitindo um tratamento mais eficaz.
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