Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio
Um paciente com paralisia agora consegue ficar em pé sozinho e já inicia seus primeiros passos após tratamento com células-tronco.
Pesquisadores da Universidade Keio, em Tóquio anunciaram um marco nos avanços em neurociência: pela primeira vez, um homem com paralisia permanente conseguiu ficar em pé sozinho após passar por um tratamento com células-tronco para pacientes com paralisia.
O homem integra um grupo de quatro voluntários submetidos ao estudo iniciado em 2019, com o objetivo de testar o uso de células-tronco no reparo de lesões graves na medula espinhal.
A terapia experimental envolveu o implante de células-tronco reprogramadas, capazes de se transformar em outros tipos celulares.
O processo consiste em reverter células adultas para um estado semelhante ao embrionário, criando assim células iPS, que podem se transformar em neurônios e células gliais. Essas células são, então, usadas para gerar células precursoras neurais, e dois milhões delas foram injetadas diretamente na área lesionada.
O tratamento para paralisia até então não contava com alternativas eficazes, o que torna esse resultado um marco na história da terapia com células-tronco. A primeira cirurgia de teste foi realizada em 2021, seguida de outras três entre 2022 e 2023.
Dois dos quatro pacientes apresentaram melhoras significativas: um deles já consegue se manter em pé sozinho e está treinando os primeiros passos, enquanto o outro recuperou movimentos nos braços e pernas.
Os demais participantes, embora não tenham registrado progresso motor, também não apresentaram efeitos colaterais. Especialistas destacam que a ausência de reações adversas é um sinal positivo para futuras aplicações da técnica.
O tratamento com células-tronco para pacientes com paralisia representa uma nova esperança para quem sofre com lesões medulares graves em todo o mundo, embora ainda esteja em fase inicial. Os dados reforçam o potencial do implante de células-tronco como uma alternativa viável e segura para devolver mobilidade e autonomia a pacientes antes não tinham perspectiva de recuperação.
Veja também: Saúde do homem: por que é importante o cuidado preventivo



