Doença de Peyronie: quando o tratamento é medicamentoso ou cirúrgico

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Doença de Peyronie: quando o tratamento é medicamentoso ou cirúrgico

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O tratamento medicamentoso é indicado na fase inicial da Doença de Peyronie, enquanto a cirurgia é recomendada quando há comprometimento funcional ou ausência de resposta ao tratamento clínico.

A Doença de Peyronie é caracterizada pela formação de placas fibrosas no pênis, que podem estar associadas a microtraumas repetitivos e fatores individuais de cicatrização.

Em casos graves, o pênis perde sua funcionalidade e pode ficar mais fino ou perder comprimento.

E qual é o melhor tratamento para a Doença de Peyronie? Isso varia conforme o estágio. Entenda a seguir!

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Quando a Doença de Peyronie pode ser tratada com medicamentos

O tratamento medicamentoso é prescrito na fase aguda da Peyronie, quando há dor e inflamação. O objetivo é reduzir os sintomas e tentar evitar a progressão da curvatura.

Uso de remédios

O anti-inflamatório colchicina é um exemplo de medicamento para Doença de Peyronie

Extraído de uma planta chamada colchicum autumnale, ele também é usado para aliviar a dor e inchaço da gota, uma inflamação das articulações causada pelo excesso de ácido úrico.

A colchicina costuma ser combinada com a vitamina E, podendo em alguns casos desacelerar a formação das placas fibrosas no pênis.

Uso de injeções e pomadas

As injeções de colagenase e pomadas também são opções de tratamento para Peyronie na fase inicial da doença.

A injeção de colagenase é aplicada diretamente nas placas fibrosas para quebrar as fibras de colágeno e expandir os tecidos. O tratamento não é indicado para placas muito rígidas, nem para curvaturas localizadas próximas à uretra.

O protocolo pode incluir até quatro ciclos, com no máximo 3 aplicações por ciclo, respeitando intervalos aproximados de seis semanas entre eles.

Recomenda-se, ainda, a associação com modelagem peniana ou fisioterapia específica, a fim de auxiliar no processo de remodelação e flexibilização dos tecidos.

Em geral, o tratamento tem duração aproximada de 4 a 5 meses. Em alguns casos, pode haver redução parcial da placa ao longo dos ciclos, embora a resposta ao tratamento varie entre os pacientes.

As pomadas também podem ser indicadas na fase aguda da Doença de Peyronie, devido ao seu potencial efeito anti-inflamatório.

Substâncias como verapamil, betametasona e dexametasona estão entre as mais utilizadas, devendo ser aplicadas conforme prescrição médica na área afetada. A duração do tratamento varia de acordo com a resposta clínica do paciente.

Quando a cirurgia é indicada para Doença de Peyronie

Segundo o Dr. Paulo Egydio, especialista em tratamento da curvatura peniana, a cirurgia é indicada quando o tratamento medicamentoso não apresenta resposta satisfatória ou quando a doença atinge a fase crônica, caracterizada por deformidade significativa e estabilizada.

Principais métodos cirúrgicos

A cirurgia para Doença de Peyronie pode reduzir o lado longo ou aumentar o lado curto. Conheça a seguir alguns métodos cirúrgicos.

Técnicas que reduzem o lado longo:

  • Técnica de Nesbit: remoção da parte do lado mais comprido do pênis. O membro pode ficar até 5 centímetros menor após o procedimento.
  • Técnica STAGE de Egydio: aprimoramento do método anterior. A técnica utiliza cálculos geométricos para auxiliar na definição do local de intervenção cirúrgica.
  • Técnica de Kelami-Nesbit: parecida com a Técnica de Nesbit, porém, o local de remoção de tecidos e a quantidade é determinada por um instrumento chamado pinça de Allis.
  • Técnica de plicatura Essed-Schroeder: abordagem de plicatura peniana feita no lado oposto do maior ponto da curvatura, sendo indicada para curvaturas voltadas para baixo.

Técnicas que aumentam o lado curto:

  • Princípios Geométricos de Egydio: incisões baseadas em cálculos geométricos que expandem os tecidos penianos.
  • Método Geométrico sem Enxerto de Egydio: expande os tecidos endurecidos pelas fibroses e facilita a inserção da prótese peniana.
  • Estratégia de Alongamento de Gaffney: técnica que envolve múltiplas incisões com o objetivo de promover expansão tecidual, respeitando as estruturas anatômicas como nervos e uretra.

Medicamento ou cirurgia: como o urologista decide?

A decisão sobre o tratamento da Doença de Peyronie — medicamentoso ou cirúrgico — é baseada nas particularidades de cada paciente. 

Essa individualização é fundamental para alinhar expectativas e definir a estratégia terapêutica mais adequada.

O cirurgião experiente avalia o grau da curvatura e verifica se a doença está na fase inicial (caracterizada por dor e progressão da deformidade) ou na fase estável, quando a curvatura se encontra estabilizada e não há mais dor.

Além disso, a presença de disfunção erétil associada à Peyronie deve ser considerada, pois influencia diretamente na escolha do tratamento.

Procure um urologista especialista em Doença de Peyronie

Quando a cirurgia para Doença de Peyronie é feita por um médico capacitado e experiente, o planejamento cirúrgico adequado contribui para maior previsibilidade técnica do procedimento.

A experiência contribui para a escolha da técnica mais adequada, o que auxilia na escolha da técnica mais apropriada para cada caso.

O Dr. Paulo Egydio, urologista especialista em tratamento da curvatura peniana, possui 28 anos de experiência e mais de 6 mil cirurgias realizadas.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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