Tratamento cirúrgico para curvatura congênita: quando operar e benefícios

Superfície preta com tábua preta ao centro e uma pimenta vermelha curvada para a esquerda

Tratamento cirúrgico para curvatura congênita: quando operar e benefícios

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Nem todo homem com curvatura peniana congênita precisa fazer a cirurgia. O procedimento é indicado em casos de comprometimento funcional.

A cirurgia para curvatura peniana congênita tem como objetivo corrigir o alinhamento do pênis em casos selecionados, podendo contribuir para melhora da função sexual e do bem-estar do paciente.

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha do procedimento depende das características e das necessidades individuais de cada paciente.

A seguir, entenda melhor como funciona a correção cirúrgica da curvatura congênita.

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Curvatura congênita é a mesma coisa que Doença de Peyronie?

A curvatura congênita e a Doença de Peyronie não são a mesma coisa. A principal diferença entre elas está na origem da alteração.

Segundo artigo publicado pela Cleveland Clinic, a curvatura congênita ocorre devido a uma falha no desenvolvimento dos tecidos do pênis ainda durante a gestação

Embora esteja presente desde o nascimento, ela só se torna perceptível na puberdade, quando as ereções passam a evidenciar a curvatura.

Já a Doença de Peyronie é uma curvatura adquirida ao longo da vida. Ela costuma estar relacionada à formação de cicatrizes internas no pênis, que podem surgir após traumas durante o ato sexual, acidentes ou práticas esportivas.

A evolução de ambas as condições também é diferente. Confira:

  • Curvatura congênita: geralmente não piora ao longo do tempo e tende a permanecer estável, sem progressão significativa.
  • Doença de Peyronie: pode apresentar fases distintas. Na fase ativa ou inflamatória, pode haver dor e aumento da curvatura. Já na fase crônica ou estável, a dor costuma diminuir, mas pode haver prejuízo da função sexual.

Em ambos os casos, a avaliação médica é importante para orientar o diagnóstico e definir a conduta mais adequada.

No caso da curvatura congênita, a condição costuma ser estável e, na maioria das vezes, não provoca complicações. O acompanhamento médico é indicado principalmente quando o desvio é acentuado e há dor ou prejuízo funcional.

Já na curvatura adquirida, quanto mais cedo o homem buscar orientação médica, maiores são as chances de controlar a evolução do quadro e reduzir o risco de deformidades mais acentuadas. É importante buscar por orientação médica para auxiliar na avaliação do quadro e na definição das opções de acompanhamento ou tratamento.

Quando o tratamento cirúrgico para curvatura congênita é indicado?

O tratamento cirúrgico para curvatura congênita é indicado nos casos de desvios acentuados que comprometem a qualidade de vida.

Nessas situações, o pênis torto pode causar desconforto, e a curvatura pode dificultar ou até impedir a penetração.

Além disso, quando a curvatura congênita é grave, pode haver sobrecarga do pênis durante a ereção. Essa tensão repetida pode provocar pequenas lesões, e o organismo reage formando tecido cicatricial, conhecido como fibrose.

O tecido com fibrose compromete a flexibilidade da região, o que pode tornar a curvatura já existente mais acentuada e desconfortável.

O objetivo do procedimento cirúrgico é buscar o alinhamento do pênis e melhorar as condições funcionais quando há indicação clínica.

Quais são os principais tipos de tratamento cirúrgico?

As técnicas cirúrgicas para curvatura congênita englobam diferentes métodos. 

A escolha do procedimento depende do grau da curvatura e das características individuais de cada paciente. 

A seguir, conheça as principais opções:

  • Plicatura peniana: consiste em ajustar o lado oposto ao desvio. Isso significa que o cirurgião realiza pontos no lado contrário da curvatura para encurtar o lado mais longo e promover o alinhamento do pênis. É indicada em casos de curvaturas moderadas e quando o homem mantém boa função erétil.
  • Técnicas de alongamento: o objetivo é alongar o lado mais curto do pênis, podendo envolver o uso de enxertos, conforme a técnica escolhida. São indicadas em curvaturas mais acentuadas, especialmente quando há perda significativa de comprimento.

Quais são os riscos e limitações da cirurgia?

O tratamento cirúrgico para curvatura congênita também apresenta limitações, conforme explica artigo publicado na National Library of Medicine.

Os pesquisadores analisaram 55 pacientes submetidos à cirurgia para curvatura congênita com a Técnica de Nesbit Modificada, na qual o médico utiliza uma pinça para determinar o local exato da correção.

A conclusão do estudo foi que 3,6% dos pacientes apresentaram piora na função erétil após o procedimento

Segundo os autores, isso pode ocorrer porque o instrumento utilizado pode causar microlesões nos tecidos penianos, levando à formação de fibrose.

A cirurgia é sempre necessária?

Não. Nem sempre o tratamento da curvatura congênita envolve cirurgia.

O manejo dessa condição é individualizado e está relacionado ao grau da curvatura, à presença de dor e ao impacto na vida sexual.

Em casos mais leves, sem dor ou dificuldades funcionais, o acompanhamento com o especialista pode ser suficiente. 

Já a correção cirúrgica da curvatura congênita é indicada quando o desvio peniano é mais acentuado e causa impacto na vida sexual e psicológica.

Por isso, a avaliação com um urologista é fundamental para que o paciente receba a abordagem mais adequada para o seu caso.

Converse com o Dr. Paulo Egydio, urologista especialista em curvatura peniana

A curvatura peniana congênita pode impactar a vida íntima e emocional, e a avaliação por um urologista é importante para analisar a necessidade ou não de tratamento cirúrgico.

O Dr. Paulo Egydio é urologista com atuação na área de curvatura peniana e realiza avaliação individualizada dos pacientes.

Preencha o formulário de pré-análise para agendar uma consulta e esclarecer suas dúvidas sobre a correção da curvatura peniana.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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