Conheça o teste de ereção: o que é, quando fazer e como funciona

Fundo de paisagem de praia. À frente e à direita, há uma pilha de pedras cinza empilhadas representando o teste de ereção para a disfunção erétil

Conheça o teste de ereção: o que é, quando fazer e como funciona

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O teste de ereção avalia a capacidade do homem de ter e manter uma ereção, ajudando a diagnosticar possíveis causas de disfunção erétil. Descubra se esse exame é para você!

O teste de ereção é um exame que ajuda a avaliar a função erétil em homens, especialmente aqueles que enfrentam dificuldades na hora de manter uma ereção.

Uma das formas mais comuns de realizar esse teste é o fármaco-induzido, no qual medicamentos específicos são administrados para estimular a ereção, possibilitando ao médico observar o comportamento do pênis e diagnosticar possíveis problemas.

Embora pareça um procedimento simples, o teste tem um papel fundamental para identificar possíveis causas das dificuldades eréteis, seja um problema circulatório, neurológico ou outra condição de saúde. Por se tratar de um exame tão importante, vale a pena saber mais sobre ele e entender se você deveria fazer um.

Continue a leitura e confira como é o teste de ereção, quando ele é necessário e para que serve.

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Conheça o teste de ereção fármaco-induzido (TEFI)

O teste de ereção fármaco-induzido (TEFI) é um exame usado para investigar possíveis causas físicas da disfunção erétil. Durante o procedimento, um medicamento vasodilatador é injetado diretamente no pênis para estimular a ereção.

Esse medicamento atua aumentando o fluxo sanguíneo na região, permitindo que o médico avalie a resposta do corpo e identifique problemas que possam estar afetando a função erétil.

Além de ser uma ferramenta diagnóstica, o exame também ajuda a determinar o melhor tratamento. Por exemplo, se o paciente responde bem ao fármaco, pode ser indicado o uso de medicamentos semelhantes no tratamento diário.

médico com luva segurando injeção

Indicações para o teste de ereção

O teste de ereção é indicado principalmente para homens que enfrentam dificuldades persistentes em manter ou conseguir uma ereção, mesmo após tentativas com tratamentos mais comuns, como medicamentos orais.

Ele é recomendado para aqueles que apresentam sinais de disfunção erétil sem uma causa clara e precisam de uma avaliação mais aprofundada para entender se o problema tem origem física ou psicológica.

Homens com histórico de doenças que afetam a circulação sanguínea, como diabetes, hipertensão ou problemas cardíacos, também podem se beneficiar do procedimento.

Além disso, o exame é indicado quando há suspeita de que o problema está relacionado a questões vasculares, como a fuga venosa ou quando o médico deseja verificar a resposta ao tratamento em andamento.

Preparação para o teste

Não existe um preparo específico para exames para impotência masculina.

Porém, é necessário que você converse com o seu médico sobre a necessidade do procedimento, informe sobre o seu histórico de saúde e medicamentos que está tomando, além de conhecer possíveis efeitos colaterais do procedimento.

No dia, basta estar relaxado e confortável e informar ao médico caso sinta algum mal-estar.

Como o teste de ereção TEFI é feito?

O TEFI é feito em consultório médico e envolve a aplicação de um medicamento diretamente no pênis. Esse fármaco, geralmente um vasodilatador, aumenta o fluxo de sangue na região, promovendo a ereção.

O procedimento é simples, rápido e feito sob supervisão médica para garantir a segurança do paciente. Após a aplicação, o médico monitora o tempo de resposta e a qualidade da ereção, observando fatores como a rigidez e a duração.

Normalmente, a ereção ocorre entre 5 e 15 minutos após a injeção, e o paciente fica sob observação para garantir que não haja complicações, como uma ereção prolongada. Como qualquer medicamento, os vasodilatadores podem ter efeitos colaterais e contra-indicações.

Tudo deve ser discutido com o médico antes de iniciar o exame.

O teste de ereção é doloroso?

O teste de ereção pode causar um leve desconforto no momento da aplicação do medicamento, já que envolve uma injeção no pênis. No entanto, a maioria dos pacientes relata que a dor é mínima e rapidamente desaparece após a aplicação.

É possível sentir um incômodo temporário durante ou após o teste, mas complicações graves são raras. Se houver dor intensa ou uma ereção prolongada (chamada priapismo), o médico deve ser imediatamente informado para tomar as medidas necessárias.

É possível realizar o teste de ereção em casa?

O teste de ereção deve ser feito exclusivamente em consultório médico, sob supervisão especializada. Isso garante que o medicamento seja aplicado corretamente e que o paciente, seja monitorado para evitar complicações, como priapismo. 

Vale destacar que realizar o teste em casa não é recomendado e pode representar riscos à saúde.

Duração e resultados do teste

A duração do procedimento de ereção induzida pode variar, pois o médico precisa avaliar a função erétil do pênis durante um período após a administração do vasodilatador.

É preciso considerar, ainda, que o início da ação do medicamento leva até 15 minutos e que, após a avaliação, o médico vai discutir os resultados com o paciente. Entre os resultados possíveis, a resposta do paciente pode ser:

Positiva

Quando há uma ereção adequada, o que significa que o sistema vascular e as estruturas do pênis funcionam corretamente. Isso pode indicar uma disfunção erétil de causa psicológica.

Parcial

Quando a ereção é parcial ou incompleta, significa que pode haver um fator físico envolvido e é preciso continuar a investigação com novos exames para disfunção erétil.

Sem resposta

Quando não há ereção, quer dizer que o paciente apresenta um quadro severo de disfunção erétil devido a causas físicas. Além de uma avaliação mais detalhada, esse tipo de caso tende a ser tratado com prótese peniana.

Inconsistência

Quando a ereção é inconsistente, isso pode significar que há outros fatores influenciando a disfunção erétil, como questões psicológicas. Também pode ser uma variação natural da resposta erétil.

Alternativas e tratamentos

Se você passou por um teste para disfunção erétil, entre outros exames que confirmam que você apresenta o problema, saiba que a sua saúde sexual não está em risco. Existem opções de tratamento para a disfunção erétil, dependendo das causas e do grau do seu caso.

Quando o problema tem causa psicológica, é interessante que o paciente procure profissionais como terapeutas e sexólogos, que podem ajudar a endereçar os sentimentos negativos que surgem na hora H e atrapalham a rigidez peniana.

Agora, se a causa tem natureza orgânica, o tratamento deve ser feito com auxílio de um urologista. Graus leves e moderados de disfunção erétil podem ser tratados, na maioria das vezes, com medicamentos.

Para isso, são usadas opções orais, como a Sildenafila ou Tadalafila, ou injetáveis, como o Alprostadil.

Casos graves ou que não tiveram uma boa resposta com as alternativas anteriores podem precisar de um procedimento cirúrgico para a colocação de um implante peniano. A prótese peniano visa complementar a rigidez vertical do membro.

Assim, na hora H, ao deixar a prótese em estado ereto, será possível penetrar sem que o pênis se dobre ou escape durante toda a relação sexual.

Cuide da sua saúde para uma vida sexual longa e prazerosa

Estar atento aos primeiros sinais de disfunção erétil e buscar auxílio é fundamental para que você não desenvolva um quadro severo dessa condição, que impacta a saúde masculina negativamente.

Se na maioria das suas últimas relações você teve dificuldade de ter ou manter a ereção, procure auxílio médico, de preferência com um urologista.

O médico provavelmente vai solicitar um teste de impotência, além de outros exames e de ter uma franca conversa com você, a fim de melhorar a sua vida sexual. Não é preciso ter vergonha. A disfunção sexual é uma condição comum, que tem diagnóstico simples e tratamentos efetivos. Fale conosco para saber mais.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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