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As principais causas da disfunção erétil aos 40 anos englobam queda nos níveis de testosterona, problemas cardiovasculares, fatores emocionais, como estresse e ansiedade, e tabagismo e obesidade. Mas, com hábitos simples e consultas regulares é possível prevenir o problema. Saiba mais.
Aos 40 anos, é comum que alguns homens enfrentem desafios relacionados à saúde sexual, como a disfunção erétil. Comum nessa fase da vida, essa condição pode ter causas diversas, desde fatores físicos, como alterações hormonais e problemas cardiovasculares, até questões emocionais, como estresse e ansiedade.
Mas não se preocupe: identificar as causas é o primeiro passo para recuperar a qualidade de vida e a confiança no desempenho sexual. Descubra os principais fatores que contribuem para a condição e as opções de tratamento disponíveis.
Disfunção erétil aos 40 anos: principais causas
A principal causa da disfunção erétil é a idade. A partir dos 30-35 anos os níveis de testosterona começam a cair e, aos 40, essa queda é de 1% a 2% por ano.
Com a diminuição, o organismo reduz a produção de óxido nítrico, substância fundamental para dilatar os vasos sanguíneos penianos (o que aumenta o fluxo sanguíneo necessário para a ereção).
Outras causas da disfunção erétil são condições que afetam a circulação, como a diabetes, hipertensão, colesterol alto, obesidade e tabagismo.
Uso de medicamentos, estresse, ansiedade e depressão também estão associados à impotência sexual.

Problemas cardiovasculares
Os problemas cardiovasculares são fatores de risco para disfunção erétil. Questões como hipertensão, diabetes, aterosclerose, obesidade e tabagismo danificam as artérias e com isso o sangue não consegue circular e chegar ao pênis quando o homem tem um estímulo erótico.
Segundo este artigo, a dificuldade de ereção é maior em homens com doença arterial coronariana do que em homens sem essa condição. A DAC é uma doença cardiovascular causada pela aterosclerose que afeta as artérias que fornecem sangue ao músculo cardíaco.
Envelhecimento
De acordo com a pesquisa “Diagnóstico e tratamento da deficiência de testosterona: uma revisão”, a redução da testosterona tem início na faixa dos 35-40 anos.
O material aponta ainda que um estudo realizado com 2.162 homens com idade superior a 45 anos revelou que de 35% a 40% dos voluntários tinham níveis de testosterona inferiores a 300 ng/mL.
A queda do hormônio dificulta o enrijecimento peniano após os 40 anos porque diminui a capacidade de expansão dos tecidos dos corpos cavernosos. Isso faz com que eles não consigam ficar cheios de sangue e, em consequência, não há ereção suficiente para penetração.

Queda hormonal
Além da redução natural de testosterona, a disfunção erétil aos 40 anos pode ser resultado de problemas nas gônadas, glândulas que produzem os hormônios das características sexuais e regulação da libido.
Problemas na hipófise, glândula que regula a liberação de hormônios, contribuem para a redução hormonal. Os três problemas na hipófise que causam queda de hormônios são:
- Hiperprolactinemia: aumento dos níveis de prolactina, hormônio que estimula a produção do leite materno. Nos homens, reduz a libido, dificulta a ereção, reduz pelos corporais e aumenta o tecido mamário.
- Doença de Cushing: podendo ser genética, derivada do uso prolongado de corticosteroides ou, ainda, de tumores na hipófise, essa condição leva ao excesso de cortisol e resultar em disfunção erétil.
- Hipopituitarismo: quando a hipófise não consegue produzir hormônios em níveis adequados, podendo ter origem congênita, surgir após infecções como meningite e tuberculose e após radioterapia craniana.
Já as doenças testiculares, como a orquite, varicocele e o câncer na região reduzem os níveis de testosterona, porque comprometem as células de Leydig localizadas nos testículos e que estimulam a produção de testosterona.
Diabetes
O excesso de açúcar afeta a circulação sanguínea nas extremidades, como o pênis e obstrui as artérias da região. Se o sangue não chega nos corpos cavernosos, eles não ficam cheios e a ereção não acontece, ou se acontece, não é firme o suficiente.
O diabetes favorece ainda a formação de fibroses. Elas são microlesões resultantes da tentativa de penetrar sem estar com pênis totalmente rígido. Sem tratamento, essas fibroses podem deixar o membro torto, condição chamada de Doença de Peyronie.
Hipertensão
Na hipertensão, o coração trabalha dobrado para distribuir o sangue para todo o organismo. Quando não tratada, a circulação como um todo é prejudicada, incluindo para o pênis, que não fica cheio de sangue e, consequentemente, rígido.
Obesidade
A relação entre obesidade e disfunção erétil tem duas frentes. A primeira é que a hipófise, glândula que equilibra os hormônios, fica desregulada e o corpo diminui a produção de testosterona. A segunda é que a obesidade é porta de entrada para condições que afetam a saúde cardiovascular, como a diabetes e pressão alta.
Tabagismo
O tabagismo causa impotência sexual porque deixa os vasos sanguíneos duros e estreitos, dificultando o fluxo sanguíneo no pênis, impedindo o homem de conseguir ter ou manter uma ereção satisfatória.
O fumo também reduz a produção de óxido nítrico, substância que dilata os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo sanguíneo no pênis.
Não dá para determinar em quanto tempo o fumo provoca impotência sexual, mas quanto maior a exposição ao cigarro, maior o comprometimento da saúde cardiovascular.
O cigarro eletrônico também traz problemas de ereção porque a nicotina inflama o endotélio, camada de células que reveste os vasos sanguíneos. Com essa inflamação, o fluxo sanguíneo é comprometido porque as artérias estão estreitas e duras.
Estresse, ansiedade ou depressão
O estresse afeta a vida sexual porque provoca a intensa liberação de cortisol. O chamado “hormônio do estresse” interfere na produção de testosterona, que regula a libido e ajuda a produzir óxido nítrico, substância envolvida no aumento de fluxo sanguíneo peniano.
Sobre a ansiedade, o artigo “Disfunção erétil em pacientes com transtornos de ansiedade: uma revisão sistemática” analisou 12 estudos sobre disfunção erétil em homens com transtornos de ansiedade. Os autores identificaram altos índices de disfunção erétil nos voluntários com diagnóstico de ansiedade.
No caso da depressão, conforme esta pesquisa aponta, estudos afirmam a presença de dificuldade de ereção de 35% a 47% dos homens deprimidos.
Medicamentos
Alguns medicamentos podem causar disfunção erétil. Este artigo que consultou o Food and Drug Administration Adverse Event Reporting System (FAERS) identificou 20 medicamentos associados à disfunção erétil entre 2010 e 2020.
Dos 6.142 relatos de DE, 2.442 foram causados por remédios neuropsiquiátricos. A finasterida e a dutasterida, usados para queda de cabelo, também possuem substâncias que têm a disfunção erétil como efeito colateral.
Fatores de risco
Os fatores de risco para problemas de ereção aos 40 anos estão relacionados ao estilo de vida.
Má alimentação, obesidade, tabagismo, pressão alta, diabetes, uso de medicamentos e questões emocionais impactam negativamente a saúde sexual masculina porque prejudicam a circulação sanguínea e a produção de testosterona.
A disfunção erétil aos 40 anos tem cura?
Sim. A disfunção erétil aos 40 anos pode ser tratada. O acompanhamento médico é essencial para identificar as causas e determinar o tratamento mais adequado. Quando o problema for recorrente, o homem deve consultar o urologista, porque ele é o especialista no aparelho sexual masculino e está apto a identificar a origem e o melhor tratamento para impotência.
Tratamentos farmacológicos
O tratamento para impotência masculina aos 40 anos engloba medicamentos orais, injeção peniana e terapias hormonais. Confira:
- Medicamentos orais: primeira alternativa de tratamento e reúne remédios como Sildenafila, Tadalafila, Vardenafil e Avanafil. Todos dependem de estímulo erótico para fazer efeito e a diferença entre eles é o tempo de ação, o Sildenafila, por exemplo, age por 5 horas;
- Injeções penianas: não precisam de estímulo erótico e geralmente são prescritas quando os medicamentos orais não funcionam;
- Terapias hormonais: a reposição hormonal é indicada quando os níveis de testosterona estão abaixo de 300 ng/mL.

Terapias não-farmacológicas
A bomba peniana a vácuo cria um vácuo ao redor do membro, aumentando o fluxo de sangue na região.
Já a prótese peniana é indicada para disfunção erétil grave que não foi resolvida com medicamentos, injeção peniana e dispositivos de vácuo. Outras prescrições da prótese são a Doença de Peyronie e quando os nervos responsáveis pela ereção foram comprometidos após o câncer de próstata.
Hábitos saudáveis para incorporar à rotina
Adotar hábitos saudáveis pode contribuir para a saúde sexual e o bem-estar geral. Confira os principais:
- Cuidar da saúde cardiovascular: com alimentação saudável, prática de atividade física, não consumir álcool em excesso e não fumar;
- Cuidar da saúde mental: estresse e ansiedade aumentam os níveis de cortisol, o “hormônio do estresse”, algo que compromete a produção de testosterona. Para fazer isso, técnicas de meditação e ioga e psicoterapia;
- Check-up regulares: fazer check-up anualmente ajuda a identificar redução de hormônios que prejudicam a saúde sexual masculina.
A disfunção erétil aos 40 anos pode ser desafiadora, mas com hábitos saudáveis e acompanhamento médico especializado, é possível buscar uma melhora significativa. Adotar hábitos saudáveis, cuidar da saúde mental e buscar acompanhamento médico especializado são passos fundamentais para superar esse desafio. Ao priorizar sua saúde e buscar ajuda profissional, você estará no caminho certo para uma vida sexual satisfatória e plena. Não ignore os sinais do seu corpo — cuide-se hoje para viver melhor amanhã.
Aos primeiros sinais de disfunção erétil, preencha o formulário de pré-análise do Dr. Paulo Egydio, especialista em saúde masculina.
Urologista com mais de 20 anos de experiência médica, o Dr. Paulo Egydio, especialista em saúde masculina com mais de 20 anos de experiência, oferece um acompanhamento personalizado para ajudar os pacientes a enfrentarem desafios relacionados à saúde sexual.



