O câncer de próstata é a 2ª doença que mais atinge e mata os homens, perdendo apenas para o câncer de pele. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), no primeiro semestre de 2020, o Câncer de Próstata foi responsável por 29,2% das mortes dos homens no Brasil.
Para incentivar os cuidados com a saúde e apoiar a campanha de Novembro Azul, mês de conscientização à prevenção do Câncer de Próstata, fiz uma série com 06 vídeos e blogs sobre o tema para que você se sinta incentivado à cuidar da sua saúde. Para ler o 3º blog da série onde abordo as complicações pós prostatectomia radical ou cirurgias pélvicas, clique aqui.
Neste blog, você irá conhecer os métodos de reabilitação sexual pós prostatectomia radical.
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O que é Reabilitação Sexual?
A remoção da próstata, ocasionada pela cirurgia de prostatectomia radical, pode resultar no mau funcionamento dos nervos, no efeito de vasodilatação, comprometendo a capacidade do paciente ter e manter a ereção. A reabilitação sexual pós prostatectomia radical tem o intuito de manter a funcionalidade do pênis. Atualmente, existem cinco tipos de reabilitação sexual sobre as quais falaremos a seguir:
Tratamento medicamentoso via oral
O tratamento oral é realizado com comprimidos vasodilatadores que podem ser a Tadalafina, a Sildelafila , a Vardenafila, a Lodenafila, entre outros.
Injeção peniana
A injeção intracavernosa, ou injeção peniana, é indicada para pacientes que não tiveram o resultado esperado com o tratamento medicamentoso. É composta por fentolamina, prostaglandina, papaverina e/ou atropina. Também pode haver a junção entre dois, três ou quatro medicamentos, resultando em composições bimix, trimix e quadrimix. Este medicamento vasodilatador é aplicado diretamente nos corpos cavernosos.
Uso de dispositivo a vácuo
O dispositivo a vácuo, ou bomba peniana, é um tubo onde o paciente insere o pênis criando, assim, uma pressão negativa que estimula a circulação sanguínea e a funcionalidade dos tecidos. Essa pressão provoca uma pressurização de sangue no interior dos corpos cavernosos, resultando em uma ereção. Após ter a ereção, o paciente remove o anel que envolve a bomba peniana e o pênis mantém-se ereto.
É importante ressaltar que a pressão causada pela bomba peniana precisa ser liberada após 20 minutos de uso para não causar isquemia peniana ou necrose.
Implante peniano
Caso os tratamentos anteriores não proporcionem o resultado esperado, há possibilidade de o pênis do paciente sofrer com encurtamento, afinamento e tortuosidade causadas pela fibrose peniana. Apenas o implante de prótese peniana não resolve a perda de elasticidade, tamanho e calibre do pênis. É preciso também uma reconstrução peniana. Caso contrário o paciente não terá o resultado esperado com a prótese.
Antes de realizar o implante de prótese peniana é necessário avaliar a presença de fibroses, a capacidade de estiramento e a redução e tamanho do órgão. Assim, é possível reconstruí-lo antes de implantar a prótese no paciente.
Os tratamentos citados acima devem ser realizados sob prescrição e o acompanhamento médico.
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