A quimioterapia pode causar impotência no homem, mas há tratamentos envolvendo medicamentos como Sildenafila e Tadalafila, injeções penianas e reposição hormonal. Descubra como cuidar da sua saúde sexual durante esse período.
Saber se a quimioterapia causa impotência pode não ser a principal preocupação dos homens que estão com câncer, mas é um dos temores dos pacientes que receberam esse diagnóstico.
Embora esse tratamento seja um poderoso aliado na luta contra o câncer, a quimioterapia também é conhecida por gerar diversos efeitos colaterais e indesejados, que podem afetar a vida sexual do paciente.
Além disso, como a doença torna o homem preocupado devido ao risco de vida, o sexo deixa de ser uma prioridade – e o estado mental é muito importante para a hora H.
Continue a leitura para saber se a quimioterapia causa impotência – e tenha esperança no tratamento e na retomada de sua qualidade de vida sexual.
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O que é quimioterapia e como ela funciona?
A quimioterapia é um dos tratamentos disponíveis para diversos tipos de câncer, e também um dos mais indicados pelos médicos.
Esse tratamento utiliza medicamentos que buscam impedir o crescimento e a disseminação das células cancerígenas, pois elas tendem a se reproduzir rapidamente.
A quimio pode ser administrada de várias formas, como comprimidos, injeções, intravenosa (IV), tópica ou por meio de um cateter. Isso depende do tipo da doença e da recomendação do médico.

O período e o intervalo do tratamento também varia. O tipo e estágio do câncer, a saúde geral do paciente e os efeitos colaterais observados precisam ser considerados para que o paciente experimente alívio dos sintomas e, ao mesmo tempo, tenha qualidade de vida.
A quimioterapia também pode ser combinada a outros tratamentos para a doença, como cirurgia ou radioterapia. Ela também pode funcionar como terapia paliativa em casos muito graves de câncer.
Efeitos colaterais da quimioterapia
A quimioterapia é muito conhecida por trazer uma série de efeitos colaterais.
Provavelmente você conhece alguém que passou por esse tratamento e reportou alguns sintomas desagradáveis e indesejados. Isso acontece porque a quimio também pode afetar as células saudáveis do organismo.
Entre os efeitos colaterais da quimioterapia mais comuns, que dependem da dosagem, duração e resposta individual do paciente, estão:
- Náuseas e vômitos
- Queda de cabelo
- Fadiga
- Perda do apetite e alterações no paladar
- Inflamação e feridas na boca
- Diarreia ou constipação
Afinal, a quimioterapia deixa o homem impotente?
Sim, a quimioterapia pode causar impotência, mas isso não é uma regra para todos os homens. O impacto do tratamento depende de diversos fatores, como o tipo de medicamento utilizado, a dose, a duração do tratamento e a saúde prévia do paciente.
Alguns homens podem experimentar uma redução temporária na capacidade de ter ereções, enquanto outros podem enfrentar desafios mais prolongados. Esses são os efeitos colaterais sexuais mais comuns.
Os impactos na função erétil podem ser físicos e/ou psicológicos.
A redução de testosterona nos testículos afeta a ereção. O tratamento também pode provocar danos nos nervos, de forma temporária ou permanente. Com isso, a sensibilidade do pênis muda, prejudicando a capacidade de ter e/ou manter uma ereção durante toda a relação.
Vale esclarecer, ainda, que, quando a químio é combinada a outros tratamentos – como a prostatectomia radical no caso do câncer de próstata -, a disfunção erétil pode ser mais comum, uma vez que a cirurgia é um fator de risco para a impotência.
A quimioterapia afeta a libido dos homens?
A quimioterapia causa impotência sexual também devido a suas consequências psicológicas.
A sensação de fadiga e mal-estar muitas vezes inviabilizam o desejo sexual. Quando o homem não está excitado, não há erotização e, portanto, fica muito mais difícil de obter uma ereção.
Além disso, lidar com diagnóstico de câncer e um tratamento mais agressivo como a quimio podem levar o paciente a estresse, ansiedade e depressão – e isso também impacta a libido e a ereção.
Homem que faz quimioterapia pode ter relação?
Sim, um homem que faz quimioterapia pode ter relação, mas é importante considerar algumas precauções durante o tratamento. Porém, os efeitos colaterais, como cansaço extremo, náuseas e diminuição da libido, podem reduzir o desejo ou a capacidade de manter uma rotina sexual ativa.
Durante a quimioterapia, o corpo passa por diversas mudanças, e isso pode afetar diretamente o desempenho e o interesse sexual. Alguns homens podem sentir-se mais cansados ou emocionalmente sobrecarregados, o que dificulta a vontade de manter relações.
Além disso, há questões de segurança a serem observadas, como o uso de preservativo, já que traços dos medicamentos podem estar presentes no sêmen, o que representa um risco de exposição para a parceria.
Portanto, se o homem se sentir bem e estiver confortável, a relação sexual é possível, mas é importante respeitar o próprio ritmo e priorizar a saúde e o bem-estar durante o tratamento. Além disso, é sempre importante consultar o médico para saber qual é o melhor momento e se há alguma orientação específica.

Diagnóstico da impotência na quimioterapia
O diagnóstico da impotência em homens que passam por quimioterapia envolve a avaliação de sintomas físicos e emocionais que surgem durante o tratamento.
Entre os principais sinais estão a dificuldade em manter ou conseguir uma ereção, a diminuição do desejo sexual (libido) e a sensação de cansaço extremo, que pode interferir diretamente no desempenho sexual.
Esses sintomas podem aparecer de forma gradual ou repentina, e a intensidade varia de acordo com o tipo de quimioterapia e a resposta do corpo.
Durante as consultas, o médico pode fazer perguntas sobre a frequência das ereções, a qualidade das relações sexuais e possíveis mudanças no apetite sexual desde o início da quimioterapia.
Além disso, exames de sangue para verificar os níveis hormonais, como a testosterona, podem ser solicitados para entender melhor como o tratamento está impactando a função sexual. Essa análise é importante, pois uma queda nos níveis hormonais pode ser uma das causas da impotência.
Em alguns casos, o diagnóstico também leva em conta fatores psicológicos, como ansiedade e estresse, que são comuns em pacientes que estão lidando com o câncer.
Tratamentos para a impotência causada pela quimioterapia
O tratamento para a disfunção erétil causado pela quimio depende da causa específica do problema e de como vai a saúde geral do paciente.
De forma geral, o médico optará primeiramente pelo tratamento clínico, levando em consideração as possíveis interações medicamentosas com o tratamento para o câncer.
Esses medicamentos podem aumentar o fluxo sanguíneo em direção ao pênis, o que pode favorecer a ereção em alguns casos, conforme avaliação médica
Se necessário, o paciente pode pode tentar a administração de Alprostadil, um injeção peniana que funciona da mesma forma.
Também é importante monitorar a queda na testosterona. Se ela for significativa, a reposição do hormônio pode ser recomendada para ajudar a melhorar a função erétil e o desejo sexual.
Algumas terapias alternativas também podem ser recomendadas. Nesse caso, dispositivos de vácuo, ondas de choque e fisioterapia peniana são algumas das opções, que dependem da orientação do urologista.
Em casos extremos, em que há danos aos vasos e nervos, com disfunção erétil permanente, o tratamento mais adequado pode ser o cirúrgico, que envolve a colocação de uma prótese peniana que vai oferecer complemento de rigidez para o pênis. Nesse caso, é preciso avaliar em conjunto com o urologista se o paciente está em boas condições para o procedimento.
Além disso, contar com auxílio psicológico tende a ajudar os homens que estão tratando o câncer. Assim, ele pode endereçar os problemas emocionais a fim de lidar e superar a disfunção erétil e a falta de desejo sexual.
Prótese peniana é indicada para pacientes com câncer que enfrentam impotência?
Homens que passaram pelo tratamento de câncer e apresentam disfunção erétil como sequela precisam de uma avaliação cuidadosa para entender se a prótese peniana é indicada.
Nos casos severos ou quando o paciente não se adapta ou não obtém boa resposta com a primeira e a segunda linha de tratamentos clínicos, o implante pode ser considerado uma alternativa viável em alguns casos, quando há indicação médica e o paciente está clinicamente apto.
Como funciona o implante para pacientes oncológicos?
Não há diferença entre a cirurgia e dispositivo inserido para os pacientes oncológicos.
É fundamental avaliar o estado do pênis, em busca de curvaturas, afinamentos ou retrações, para que seja possível recuperar as dimensões do órgão com microcortes. A avaliação também ajudará a escolher o melhor modelo de implante.
Após a recuperação, que varia conforme o estado de saúde geral do paciente, o homem terá um pênis funcional e poderá ter sua vida sexual restabelecida – o que é importante para o estado psicológico do paciente com câncer, motivando-o a continuar a sua jornada.
Quem faz quimioterapia pode usar Viagra?
A princípio, homens que fazem quimioterapia podem usar Viagra ou outros medicamentos para disfunção erétil, mas isso deve ser feito somente com a orientação de um médico.
Embora o Viagra seja eficaz para ajudar a manter uma ereção, é importante que o paciente consulte seu oncologista antes de iniciar o uso, pois cada caso é único e a quimioterapia pode trazer condições que precisam ser avaliadas com cuidado antes de qualquer medicação adicional.
O Viagra age aumentando o fluxo de sangue para o pênis, mas o uso precisa ser monitorado devido aos possíveis efeitos da quimioterapia em homens.
O cansaço, a baixa de imunidade e as alterações hormonais são comuns, e o médico poderá ajustar a dosagem ou sugerir o melhor momento para o uso do medicamento, de acordo com o estado geral de saúde do paciente.
Além disso, alguns medicamentos da quimioterapia podem interagir com o Viagra, e essa é outra razão pela qual o acompanhamento médico é extremamente importante.

Dicas para melhorar a vida sexual dos homens que fazem quimioterapia
A quimioterapia pode impactar muitos aspectos da vida, inclusive a sexualidade, mas isso não significa que a vida sexual precise ser deixada de lado. Com algumas mudanças e cuidados, é possível lidar melhor com os desafios impostos pelo tratamento e manter uma relação íntima saudável.
A chave é entender que o corpo está passando por uma fase de recuperação e que, com o tempo e a abordagem certa, o desejo e o desempenho sexual masculino podem ser ajustados de acordo com a nova realidade.
A seguir, confira algumas dicas que podem ajudar homens que estão em tratamento a superar problemas sexuais e enfrentar os desafios da quimioterapia de maneira mais leve e saudável.
1. Respeite seu próprio tempo
Não é nada fácil receber o diagnóstico de um câncer. Essa notícia causa impactos emocionais em qualquer pessoa.
É muito comum que, nessa fase, a vida sexual seja deixada de lado. Caso isso esteja acontecendo com você, respeite o seu tempo. Talvez, em pouco tempo, você sinta vontade de retomar as atividades sexuais.
Em alguns casos, isso pode demorar mais. O importante é respeitar esse momento.
2. Cuide da sua saúde mental
O impacto emocional da quimioterapia pode ser tão significativo quanto o físico. Sentimentos de insegurança, ansiedade e baixa autoestima são comuns e podem influenciar diretamente o desejo sexual.
Buscar maneiras de cuidar da saúde mental, como meditação, terapia ou até mesmo conversar com amigos, pode fazer uma grande diferença. O bem-estar mental está diretamente ligado à saúde sexual, então, quanto mais equilibrado emocionalmente o homem estiver, melhor será a sua qualidade de vida sexual.
3. Busque auxílio urológico
Quando você estiver pronto para a hora H, conte com o auxílio de um urologista para ajudar com a disfunção sexual, seja ela temporária ou não, pois há tratamento!
O médico poderá orientar sobre possíveis tratamentos, como reposição hormonal ou medicamentos que ajudam a melhorar a função erétil, sempre com segurança e dentro das limitações impostas pela quimioterapia.
Além disso, procure conversar com o seu oncologista sobre os impactos do tratamento para a sua vida sexual. Ele pode tentar alguns ajustes para que você recupere a qualidade de vida sexual.
4. Converse com sua parceria
Uma parceria compreensiva pode ser uma grande fonte de apoio emocional durante esse período. Falar sobre as mudanças hormonais, os medos e as expectativas em relação à vida sexual ajuda a evitar mal-entendidos e frustrações.
Lembrar que o relacionamento vai além do sexo também é importante. Construir momentos de carinho e afeto sem a pressão da performance sexual pode fortalecer o vínculo e ajudar a aliviar a ansiedade relacionada ao desempenho.
5. Pratique atividades com foco em relaxamento
Praticar atividades que promovam o relaxamento, como ioga, meditação ou alongamentos, pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida de quem está passando pela quimioterapia. Essas atividades relaxam o corpo e a mente, o que pode ter um impacto positivo no desejo sexual e na performance.
Além disso, exercícios de respiração e relaxamento ajudam a aumentar a conexão com o próprio corpo, permitindo que o homem se sinta mais confortável e confiante em sua sexualidade, mesmo durante o tratamento.
Encontre tratamento para o seu caso com o Dr. Paulo Egydio
O tratamento do câncer afeta a saúde sexual Lidar, mas saiba que existem tratamentos eficazes para superar esse desafio durante a quimioterapia.
Cada organismo reage de forma diferente à quimioterapia, por isso, ter um acompanhamento profissional garante que qualquer efeito colateral, como a impotência, seja tratado de maneira segura e personalizada.
Se você está passando por dificuldades com sua vida sexual durante a quimioterapia, não espere mais para buscar ajuda. O Dr. Paulo Egydio atua no cuidado da saúde sexual masculina, com experiência no acompanhamento de pacientes oncológicos. A avaliação individualizada é essencial para identificar a melhor conduta para cada caso.
A quimioterapia pode afetar o desempenho sexual masculino, mas com um diagnóstico preciso e o acompanhamento adequado, existem possibilidades de manejo que podem contribuir para o bem-estar e qualidade de vida sexual, de acordo com cada caso clínico.
Faça uma pré-análise agora mesmo e descubra como o Dr. Paulo Egydio pode ajudar você a encontrar o melhor caminho para se sentir confiante e saudável novamente.
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