A disfunção erétil e a redução da libido são alterações que podem ocorrer em homens com Doença de Parkinson.
A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa caracterizada pela perda progressiva dos neurônios produtores de dopamina, neurotransmissor responsável pelo controle dos movimentos e que também desempenha papel importante na motivação, no prazer e na função sexual. Entre os sintomas mais comuns da doença estão:
- Rigidez muscular;
- Lentidão dos movimentos;
- Dificuldade para caminhar;
- Alterações do equilíbrio.
Embora sejam menos discutidas, as alterações na vida sexual também são frequentes e podem afetar significativamente a qualidade de vida do paciente e de seu parceiro. A boa notícia é que os sintomas sexuais do Parkinson podem ser avaliados e tratados, assim como as demais manifestações da doença.
A seguir, entenda como o Parkinson pode afetar a ereção, a libido e outros aspectos da saúde sexual masculina.
Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio
Parkinson causa disfunção erétil?
Sim, o Parkinson pode causar disfunção erétil. Trata-se de uma alteração relativamente comum em homens com a doença, conforme descrito em estudos sobre sintomas sexuais e tratamento no Parkinson.
A disfunção erétil ocorre porque a doença pode comprometer o sistema nervoso autônomo, responsável pelo controle de funções involuntárias do organismo, incluindo os mecanismos envolvidos na ereção.
Além disso, os problemas de ereção em homens com Parkinson também podem estar relacionados à hipotensão ortostática, condição caracterizada pela queda da pressão arterial ao se levantar.
Essa alteração pode prejudicar a circulação sanguínea e dificultar a entrada e a retenção de sangue nos corpos cavernosos do pênis, processo essencial para a ereção.
A mesma publicação destaca que outros sintomas da doença, como distúrbios urinários e hipersalivação, também podem contribuir para a disfunção erétil. Isso ocorre porque essas alterações afetam a autoestima, aumentam a ansiedade e favorecem quadros de depressão, fatores frequentemente associados às dificuldades de ereção.
Como a Doença de Parkinson afeta a sexualidade masculina
Como a Doença de Parkinson afeta a sexualidade masculina?
| Aspecto | Como pode afetar a sexualidade masculina |
|---|---|
| Alterações na libido | A doença pode provocar mudanças nos níveis de desejo sexual, tanto por alterações neurológicas quanto por fatores emocionais associados ao diagnóstico. |
| Dificuldade para manter a ereção | Alterações nos nervos que controlam a função sexual podem contribuir para a disfunção erétil e dificultar a manutenção da ereção. |
| Mudanças na ejaculação | Alguns homens podem apresentar alterações na ejaculação, incluindo redução da intensidade ou dificuldade para ejacular. |
| Impactos na satisfação sexual | Sintomas motores, fadiga, alterações de humor e dificuldades sexuais podem reduzir a satisfação sexual e afetar a qualidade de vida. |
Quais sintomas sexuais podem surgir com o Parkinson?
1 – Disfunção erétil
O Parkinson pode afetar a ereção porque interfere em mecanismos neurológicos e vasculares envolvidos na resposta sexual.
A redução da dopamina e as alterações no sistema nervoso autônomo podem dificultar o aumento do fluxo sanguíneo para o pênis, comprometendo a obtenção ou a manutenção da ereção.
2 – Baixa libido
A redução do desejo sexual pode ocorrer em decorrência de diversos fatores, como alterações nos níveis de dopamina, fadiga, ansiedade e depressão, condições frequentemente associadas à doença.
3 – Ejaculação alterada
Pacientes com Parkinson podem apresentar mudanças na ejaculação relacionadas tanto às alterações neurológicas da doença quanto aos efeitos colaterais de alguns medicamentos utilizados no tratamento.
4 – Hipersexualidade
Pode se manifestar por meio de pensamentos sexuais frequentes, comportamento sexual compulsivo ou aumento significativo do interesse por atividades sexuais.
Segundo um estudo sobre os efeitos sexuais do Parkinson, a hipersexualidade ocorre em menos de 1% dos homens com a doença e está associada ao uso da levodopa, medicamento amplamente utilizado no tratamento do Parkinson.
Medicamentos para Parkinson podem afetar a sexualidade?
Os medicamentos utilizados no tratamento do Parkinson também podem influenciar a saúde sexual masculina. Entre os principais estão a levodopa e os agonistas dopaminérgicos.
- Levodopa: ajuda a aumentar os níveis de dopamina e melhorar os sintomas motores, mas pode estar associada a alterações comportamentais, como aumento do desejo sexual e pensamentos sexuais compulsivos.
- Agonistas dopaminérgicos: imitam a ação da dopamina no cérebro e podem provocar alterações como hipersexualidade, impulsividade e sonolência, afetando a vida sexual de alguns pacientes.
Como tratar a disfunção erétil em homens com Parkinson?

Dúvidas frequentes
1) Quem tem Parkinson pode tomar risperidona?
A risperidona geralmente deve ser evitada em pessoas com Parkinson, pois pode agravar os sintomas motores da doença.
2) Quem tem Parkinson pode tomar tadalafila?
Sim, mas o uso deve ser avaliado pelo médico. Como a tadalafila pode reduzir a pressão arterial, é importante considerar o risco de tonturas, quedas e desmaios, especialmente em pacientes com hipotensão associada ao Parkinson.
Quando procurar um urologista?
O urologista deve ser procurado em casos de:
- dificuldade frequente de ereção;
- redução do desejo sexual;
- alterações na ejaculação;
- dificuldade para atingir o orgasmo.
A avaliação médica é importante para identificar se a disfunção sexual está relacionada ao Parkinson, aos medicamentos utilizados no tratamento ou a outras condições, como problemas circulatórios e alterações hormonais.
Preencha o formulário de pré-análise para agendar sua consulta com o Dr. Paulo Egydio, urologista especialista em tratamentos para disfunção erétil.



