Os distúrbios hormonais diminuem os níveis de testosterona, algo que afeta a saúde física e provoca mudanças de humor.
O desequilíbrio hormonal ocorre quando a produção, a liberação ou a ação de um hormônio sai do padrão.
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O que são distúrbios hormonais?
Os distúrbios hormonais causam alterações na produção, liberação ou ação dos hormônios.
Esse desequilíbrio pode ocorrer devido ao avanço da idade, a doenças testiculares, ao diabetes ou a problemas na hipófise.
Causas de distúrbios hormonais em homens
As causas de distúrbios hormonais masculinos incluem:
- Idade: a redução dos níveis de testosterona é comum a partir dos 40 anos.
- Problemas nas gônadas: as gônadas são glândulas que produzem os hormônios sexuais e as células reprodutivas. Os testículos são as gônadas masculinas.
- Quimioterapia: segundo o artigo Guia sobre Infertilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a diminuição da produção da testosterona ocorre porque o tratamento atinge as células de Leydig, presentes nos testículos.
Além dessas causas, outros problemas de saúde também podem comprometer o equilíbrio hormonal. Confira a seguir.
Doenças testiculares
As doenças testiculares causam desequilíbrio hormonal porque atuam na produção de testosterona.
A seguir, descubra quais são as principais doenças testiculares associadas a problemas hormonais:
- Orquite: inflamação que atinge os testículos entre 1 e 2 semanas após a caxumba, que também pode ter origem após infecções urinárias e doenças sexualmente transmissíveis. Sem tratamento, prejudica as células de Leydig, envolvidas na produção da testosterona.
- Varicocele: falha ou má formação das válvulas das veias escrotais. Isso prejudica o fluxo sanguíneo do cordão espermático, estrutura que preserva a qualidade dos espermatozoides. A varicocele também afeta as células de Leydig e favorece o aumento de tecido mamário masculino.
- Tumores testiculares: câncer nos testículos causam distúrbios hormonais masculinos porque também danificam as células de Leydig.
Problemas na hipófise
A hipófise é uma glândula que regula o trabalho de outras glândulas e a liberação de hormônios. Portanto, alterações na hipófise provocam desequilíbrio hormonal.
A seguir, os principais problemas na hipófise e seus impactos nos hormônios e saúde do corpo:
A hipófise é uma glândula que regula o trabalho de outras glândulas e a liberação de hormônios. Portanto, alterações na hipófise provocam desequilíbrio hormonal.
A seguir, os principais problemas na hipófise e seus impactos nos hormônios e saúde do corpo:
- Hiperprolactinemia: quantidade elevada do hormônio prolactina, que nas mulheres estimula a produção de leite na gravidez. O excesso de prolactina em homens reduz a quantidade de pelos corporais e de massa muscular, além de aumentar o tecido mamário, prejudicar a libido e dificultar a ereção.
- Doença de Cushing: tumores na hipófise e o uso de corticosteroides aumentam os níveis de cortisol, o que reduz a quantidade de testosterona. Fraqueza muscular e óssea e gordura na parte superior das costas são sinais de alerta!
- Hipopituitarismo: dificuldade da hipófise em produzir hormônios em níveis adequados. Segundo artigo publicado no Brazilian Journal of Health Review, mutações genéticas, traumas no crânio, tratamentos oncológicos e doenças autoimunes são causas do hipopituitarismo.
Diabetes
A diabetes é o excesso de sangue decorrente da não produção de insulina pelo pâncreas ou pela dificuldade da insulina em regular a glicose.

O diabetes pode reduzir os níveis de testosterona porque a resistência à insulina compromete a produção do hormônio luteinizante – responsável por estimular os testículos a produzirem testosterona.
Um artigo publicado pela Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes mostra que a relação entre diabetes e testosterona baixa é estudada desde a década de 1980.
Os autores explicam que as evidências de hipogonadismo (incapacidade dos testículos em produzir testosterona) entre 25% e 40% em homens diabéticos, chegando a 50% em obesos.
Por isso é fundamental manter o controle glicêmico, pois além da diabetes reduzir a testosterona, a condição prejudica o fluxo sanguíneo, essencial para a ereção.
Hiper e hipotireoidismo
A tireoide está localizada na porção anterior do pescoço, abaixo da laringe. É uma glândula que regula o metabolismo por meio da liberação dos hormônios T3 e T4.
Esses hormônios são produzidos pela tireoide e controlam o peso, gasto de energia, temperatura corporal e ritmo cardíaco.
Quando o T3 e o T4 são produzidos em excesso, temos o hipertireoidismo; já a redução caracteriza o hipotireoidismo.
Entenda como o hiper e o hipotireoidismo afetam os hormônios e saúde do corpo.
1. Hipertireoidismo
O hipertireoidismo causa perda de peso, irritabilidade, fraqueza muscular e aceleração dos batimentos cardíacos.
Além dos mais, reduz a testosterona usada pelo organismo. Com menos quantidade do hormônio masculino disponível, acontece o aumento do tecido mamário masculino.
2. Hipotireoidismo
O hipotireoidismo aumenta o peso e o colesterol.
Outros problemas destacados pelo artigo Efeitos do hipotireoidimo no sistema reprodutor masculino incluem baixa libido, disfunção erétil e alterações na ejaculação.
Obesidade
A própria obesidade pode ser considerada um problema hormonal, já que, em um organismo saudável, as células de gordura produzem leptina – hormônio responsável por sinalizar ao cérebro que não é mais necessário comer.
Quando há resistência à leptina, esse sinal não é reconhecido, o que favorece o aumento do apetite e contribui para o desenvolvimento da obesidade.
A obesidade também reduz os níveis de testosterona. Um estudo apresentado no XXIV Seminário de Iniciação Científica da Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS) analisou 2.976 homens entre 50 e 65 anos: 34% (960) eram obesos e 20,6% (577) apresentavam deficiência de testosterona.

Sedentarismo
O sedentarismo contribui para a redução da testosterona em homens com síndrome metabólica, um conjunto de condições que aumentam o risco de doenças cardiovasculares.
A relação entre sedentarismo e baixa testosterona ocorre porque a prática regular de exercícios físicos estimula a liberação de gonadotrifina, hormônio que ativa a produção de testosterona pelos testículos.
Sintomas comuns em homens
Os sintomas de alterações hormonais – como o hipogonadismo – condição em que os testículos produzem pouca ou nenhuma testosterona, e a deficiência androgênica do envelhecimento masculino – são bastante semelhantes. Veja os principais:
- Baixa libido;
- Dificuldade de ereção;
- Alterações de humor;
- Perda de massa muscular;
- Redução da densidade óssea.

Principais tratamentos
O tratamento do desequilíbrio hormonal deve ser individualizado e pode incluir a reposição hormonal , quando indicada pelo urologista, após avaliação clínica e laboratorial. Essa reposição pode ser injetável, com adesivos ou géis de testosterona.
- Testosterona injetável: as injeções de reposição de testosterona são aplicadas a cada 15 ou 21 dias, ou a cada três meses, conforme determinação médica.
- Testosterona em gel: a testosterona em gel deve ser aplicada no braço, ombro ou barriga uma vez por dia, preferencialmente no mesmo horário.

Riscos e contraindicações da reposição hormonal
O artigo Benefícios e riscos do tratamento da andropausa destaca que a reposição hormonal apresenta riscos potenciais, incluindo o aumento do risco cardiovascular, o que reforça a importância da avaliação médica criteriosa.
Já as contraindicações da reposição hormonal, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, são a suspeita ou diagnóstico confirmado de câncer de próstata.
O que fazer para evitar distúrbios hormonais

Mantenha-se informado com o Dr. Paulo Egydio
Distúrbios hormonais podem impactar a saúde física e emocional masculina. O acompanhamento médico adequado pode contribuir para o manejo dos sintomas e para a melhora do bem-estar geral, de acordo com cada caso.
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