Qual a importância do controle glicêmico na prevenção da disfunção erétil em diabéticos?

Imagem mostrando um medidor de glicose, comprimidos e a palavra 'DIABETES' escrita com blocos de letras em um fundo rosa, relacionado a importância do controle glicêmico e o tratamento do diabetes.

Qual a importância do controle glicêmico na prevenção da disfunção erétil em diabéticos?

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O controle glicêmico é fundamental para prevenir problemas de ereção em diabéticos, pois o excesso de açúcar no sangue prejudica a circulação — essencial para a função erétil. Por isso, monitorar a glicemia ajuda a preservar a qualidade de vida, inclusive a sexual. Saiba mais!

Homens diabéticos não podem ignorar a importância do controle glicêmico na saúde sexual.

O diabetes pode deixar as artérias mais estreitas, comprometendo a circulação. Com a redução do fluxo de sangue para o pênis, a ereção pode não ocorrer ou não ser firme o suficiente, levando à disfunção erétil.

Monitorar a glicemia e adotar hábitos saudáveis contribuem para uma vida mais equilibrada em pessoas com diabetes. Saiba mais!

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Como o diabetes afeta a saúde urológica?

O diabetes mellitus está ligado a dois fatores: baixa produção de insulina e resistência à insulina, o hormônio responsável por ajudar a glicose, o açúcar do sangue, a entrar nas células para mantê-las funcionando.

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, impedindo a produção de insulina.

Já no diabetes tipo 2, a produção de insulina é normal no início, mas, com o tempo, as células passam a não responder adequadamente ao hormônio

Com isso, o pâncreas compensa essa resistência produzindo mais insulina, o que sobrecarrega o órgão.

Sem o controle adequado, o diabetes leva à hiperglicemia, ou seja, ao excesso de açúcar no sangue. Esse desequilíbrio danifica os vasos sanguíneos por todo o corpo e prejudica a circulação. Com o fluxo sanguíneo comprometido, o pênis pode não receber sangue suficiente para alcançar ou manter uma ereção.

Mas as complicações do diabetes vão além da vida sexual. Quando o controle glicêmico não é realizado, o coração pode ser afetado. Uma doença cardiovascular em diabéticos, como infarto, tem maior probabilidade de acontecer.

Além disso, outros problemas graves que podem surgir são a neuropatia diabética, nefropatia diabética e retinopatia diabética.

Esses riscos provam como o controle da glicemia é fundamental para a qualidade de vida em diabéticos.

Importância do controle glicêmico na prevenção de problemas de saúde

Manter o controle glicêmico e o acompanhamento médico são essenciais para evitar a disfunção erétil. 

Se a glicose está muito alta, os nervos e vasos sanguíneos sofrem danos, o que prejudica o fluxo sanguíneo necessário para o pênis ficar ereto.

Uma dieta equilibrada é uma das ferramentas para manter níveis adequados de açúcar no sangue. A alimentação para diabéticos prioriza itens integrais, ricos em fibras e com baixo teor de gordura saturada e açúcares simples.

Conhecer o índice glicêmico dos alimentos também é importante, porque ele indica a velocidade com que um alimento aumenta a glicemia.

Também é indispensável conhecer a relação entre carboidratos e glicemia. Eles impactam diretamente na variação da glicose no sangue, por isso, consumir grãos integrais, frutas com casca, legumes e vegetais é a melhor opção.

Com esses hábitos saudáveis, o diabético controla o açúcar no sangue e também previne doenças cardiovasculares e também de complicações crônicas, como a neuropatia diabética, nefropatia diabética e retinopatia diabética. Veja:

A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para o melhor controle glicêmico e, consequentemente, para a redução do risco de complicações crônicas associadas ao diabetes, como doenças cardiovasculares,

  • Doenças cardiovasculares

A incidência de doença cardiovascular em diabéticos é maior em relação às pessoas sem diabetes. Dos 307 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 analisados nesta pesquisa, 22% tinham doença cardiovascular e 74,5% tinham pressão alta.

  • Neuropatia diabética

Dano nos nervos que causa formigamento, queimação, dor ou perda de sensibilidade nos pés ou nas mãos. Em casos graves, a digestão, bexiga e a função sexual são prejudicadas. 

  • Nefropatia diabética

Condição onde o excesso de açúcar danificam os vasos sanguíneos dos rins. Essa alteração faz a urina eliminar proteínas como a albumina, que ajudam na recuperação do organismo.

  • Retinopatia diabética

Comprometimento dos vasos sanguíneos da retina, que pode deixar a visão embaçada e até levar à cegueira.

Um homem segura a caneta para tirar sangue da ponta do dedo e o aparelho de monitoramento da glicemia ao lado.

Como saber se disfunção erétil é consequência do diabetes?

O risco de disfunção erétil em homens diabéticos é quatro vezes maior em comparação aos que não têm diabetes.

Para saber se a dificuldade de ereção está atrelada ao diabetes é preciso analisar o histórico clínico e exames. Veja:

  1. Avaliação do histórico e sintomas

  • Há quanto tempo o homem tem diabetes;
  • Se há complicações como neuropatia, por exemplo;
  • Presença de sintomas como redução da sensibilidade e baixa libido.

     2. Análise de exames

  • Glicemia de jejum e hemoglobina aplicada: para medir o controle glicêmico;
  • Perfil lipídico e função renal: existência de risco cardiovascular;
  • Dosagem de testosterona: para descartar distúrbios hormonais;
  • Ultrassom doppler: para indicar se há problemas de circulação.

     3. Exclusão de outras causas 

  • Se a disfunção erétil é repentina ou variável, o que indica alguma questão psicológica;
  • Consumo de álcool ou tabaco;
  • Uso de medicamentos antidepressivos ou para pressão alta;
  • Estresse, ansiedade ou depressão.

Opções de tratamento para disfunção erétil em diabéticos

Os medicamentos orais ou injetáveis são a primeira linha de tratamento para a disfunção erétil em diabéticos.

Segundo esta pesquisa sobre problemas de ereção associados ao diabete mellitus, a atividade física e alimentação saudável, além de garantir o controle glicêmico, ajudam a aumentar a eficiência do medicamento para a disfunção erétil. 

Outra abordagem é a prótese peniana, caso o tratamento conservador não tenha resultado.

Abordagem clínica

A abordagem clínica da disfunção erétil em homens com diabetes é feita pelo urologista.

O profissional inicialmente vai investigar o início, a duração e a progressão da disfunção, o que inclui perguntar ao paciente se ele tem ereções noturnas e matinais, o grau de satisfação sexual e o impacto da disfunção erétil no relacionamento.

O exame físico para identificar alterações na anatomia do pênis e dos testículos e sinais de alterações hormonais, como redução de pelos corporais ou aumento do tecido mamário também é realizado.

Por fim, o urologista deverá questionar a existência de comorbidades que possam prejudicar a ereção como a pressão alta e sobre o uso de antidepressivos ou outros medicamentos que interfiram na função sexual.

Somente após essa investigação o médico decidirá qual abordagem clínica irá adotar. 

A primeira linha de tratamento são os medicamentos orais. Caso não funcionem, a segunda abordagem são as injeções diretamente no pênis.

Quando a prótese peniana é indicada?

A prótese peniana é a terceira linha de tratamento para disfunção erétil.

Ela é indicada quando os medicamentos orais e as injeções não surtem efeito. O dispositivo tem como objetivo oferecer rigidez peniana adequada à penetração, sendo uma opção terapêutica em casos selecionados.

Como monitorar a glicemia?

O monitoramento da glicemia é indispensável no tratamento do diabetes. Seu objetivo é prevenir episódios de hiperglicemia e também de hipoglicemia.

A frequência da automonitoração varia conforme o tipo de diabetes, o tratamento e a estabilidade da glicose. 

Quem tem diabetes tipo 1 ou usa insulina várias vezes ao dia precisa medir a glicemia com mais frequência.

Pessoas com diabetes tipo 2 usuários de medicamentos antidiabéticos orais podem monitorar em jejum, ou então, antes ou após as refeições.

O próprio paciente consegue fazer esse controle do açúcar no sangue.  Esse procedimento é chamado de automonitorização glicêmica e é feito com o glicosímetro, dispositivo portátil que mede a glicose por meio de uma gota de sangue.

Existem ainda os sensores de monitoramento glicêmico contínuo, que medem os níveis de glicose em tempo real.

Para que as medições sejam precisas, a pessoa deve usar o aparelho com as mãos higienizadas e fazer os registros conforme as orientações médicas.

Um aparelho de monitoramento da glicemia, semelhante a um controle remoto, com a caneta para tirar gota de sangue do dedo ao lado do dispositivo.

O controle glicêmico melhora sua qualidade de vida?

Manter o controle da glicemia é primordial para prevenir problemas cardíacos, renais, oculares e neurológicos, além de melhorar a disposição e a saúde sexual.

Para entender a importância do controle da glicemia e aprender hábitos saudáveis com informações sempre atualizadas, siga o Dr. Paulo no Instagram e receba dicas exclusivas de saúde!

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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