Iombina: para que serve e como tomar para disfunção erétil

Fundo azul com recorte vazado em formato de frasco de remédio e duas cápsulas simbolizando ioimbina para que serve

Iombina: para que serve e como tomar para disfunção erétil

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Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

A Ioimbina é uma árvore com propriedades vasodilatadoras que pode ser utilizada junto a outros tratamentos para a disfunção erétil. Conheça mais sobre essa alternativa. 

Ao ouvir falar pela primeira vez da iombina, entender para que serve, quais os benefícios e os riscos são as principais perguntas que um homem com disfunção erétil em busca de ajuda se faz.
Essa substância é comercializada na forma de cloridrato de ioimbina, ou ainda, em cápsulas manipuladas, componentes de suplementos alimentares, cascas secas, entre outros. Apesar de ser facilmente encontrada em drogarias, farmácias de manipulação e até mesmo feiras livres, essa planta jamais deve ser consumida sem indicação de um médico.
Continue a leitura para entender quando o medicamento é indicado e quem não deve consumi-lo em hipótese alguma.

O que é a Ioimbina?

De nome científico Pausinystalia yohimbe, a ioimbina é uma árvore de origem africana e também é chamada de Yohimbe ou Pau-de-Cabinda.

Nas cascas da árvore, existem cerca de 30 substâncias alcaloides, entre elas, a ioimbina, descoberta na Europa em 1890 para o tratamento da disfunção erétil.

Homem branco de suéter azul sentado em cama no quarto, com notebook e luminária ao lado, segurando uma caixa de remédio e usando a outra mão para tomar ioimbina para que serve

Como a Ioimbina age no organismo?

A ioimbina atua no organismo bloqueando a atividade dos receptores alfa-adrenérgicos. Essa ação interfere na modulação dos receptores serotoninérgicos e adrenérgicos centrais, que estão diretamente relacionados a funções como libido e ereção.

Ao inibir os receptores alfa-adrenérgicos, a ioimbina pode resultar em um maior fluxo sanguíneo em algumas partes do corpo, refletindo no aumento do tônus peniano e na redução do retorno venoso no pênis, o que favorece o desempenho sexual masculino.

Funções da Ioimbina

A principal função da ioimbina está relacionada ao bloqueio de receptores alfa-adrenérgicos. Ela promove a vasodilatação e o aumento do fluxo sanguíneo no pênis e em determinadas regiões do corpo.

Esses efeitos estão associados ao aumento da noradrenalina e dopamina, o que pode representar um benefício para a ereção masculina.

Efeitos colaterais e contraindicações

A ioimbina é segura, mas pode causar efeitos colaterais. Os mais relatados são:

  • Taquicardia
  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Insônia
  • Tontura
  • Náusea
  • Hipertensão
  • Arritmias

Além disso, a ioimbina não é indicada a todos os homens que apresentam impotência sexual. Ela é contraindicada para pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, hepáticas ou renais. Seu uso combinado com medicamentos como antidepressivos ou para hipertensão pode causar interações adversas.

Como a Ioimbina auxilia homens com disfunção erétil?

Uma revisão de estudos publicada no Turkish Journal of Urology mostrou que a ioimbina pode auxiliar em casos específicos de disfunção erétil, promovendo vasodilatação no pênis, mas os resultados variam conforme o caso.

A substância pode ser eficaz no tratamento de disfunção erétil leve a moderada.

A substância tem sido estudada como um possível complemento no tratamento de casos leves a moderados de disfunção erétil, mas a avaliação médica é indispensável para determinar sua indicação. O uso isolado de ioimbina, assim como sua combinação com outros suplementos, pode melhorar as funções erétil e sexual em pacientes com disfunção erétil.

No entanto, a administração isolada não mostrou melhora significativa na função sexual – para isso, é necessário que a ela seja utilizada como um complemento a outros tratamentos.

Cama com lençóis brancos e pernas de homem sob pernas de mulher simbolizando ioimbina para que serve na disfunção erétil

Como administrar o medicamento?

A administração deve seguir orientação médica. O uso do cloridrato de ioimbina para a disfunção erétil normalmente é realizado com doses baixas, com ioimbina 2mg, ioimbina 5mg ou ioimbina 10mg, algumas vezes ao dia. A dosagem pode ser ajustada gradualmente e o tratamento dura algumas semanas.

Benefícios da Ioimbina além do tratamento para disfunção erétil

Além de sua possível atuação em casos de disfunção erétil, a ioimbina está sendo investigada em outras áreas, como:

  • Controle de peso;
  • Desempenho físico;

A evidência científica ainda é limitada, e seu uso para essas finalidades deve ser considerado com cautela.

E quando a Ioimbina não funciona?

A ioimbina pode ser ineficaz em casos de disfunção erétil severa ou quando a origem não está associada a problemas vasculares, como no caso da disfunção erétil psicológica ou ocasionada por danos nervosos ou vasculares graves. Esses quadros requerem outros tipos de tratamentos.

A disfunção erétil psicológica pode ser tratada com terapia e medicamentos para melhorar o fluxo de sangue para o pênis, como a Sildenafila e a Tadalafila.

Já os casos em que há danos nos nervos ou má vascularização, dificilmente um tratamento clínico obterá uma boa resposta para a ereção. O médico poderá indicar a cirurgia de implante de prótese peniana, que dará rigidez para que o pênis consiga penetrar.

A ioimbina é uma alternativa promissora para o tratamento de disfunção erétil, mas seu uso não é para todos. A disfunção erétil exige um tratamento personalizado, e apenas a avaliação de um urologista poderá determinar a melhor opção para cada homem.

Para avaliar as possíveis causas e tratamentos para a disfunção erétil, é importante contar com uma consulta personalizada com um especialista qualificado. Entre em contato para descobrir as causas e os tratamentos para a disfunção erétil.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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