9 impactos do câncer de próstata na sexualidade masculina

Homem branco com barba usando blusa de mangas compridas listrada está com as mãos cruzadas próximas à boca.

9 impactos do câncer de próstata na sexualidade masculina

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O tratamento do câncer de próstata pode trazer alterações na sexualidade masculina, sendo recomendado acompanhamento urológico e psicológico para avaliação e manejo individualizado.

O tratamento do câncer de próstata inclui cirurgia para a remoção da glândula, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

Esses protocolos podem comprometer nervos, vasos sanguíneos e a produção hormonal, fatores diretamente relacionados à função sexual.

Como a sexualidade e a autoestima podem ser afetadas, o acompanhamento urológico após o câncer e a orientação sexual contribuem para a abordagem desses impactos.

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Como o câncer de próstata pode afetar a sexualidade masculina

Os efeitos do tratamento do câncer na vida sexual masculina englobam a disfunção erétil, alterações hormonais e infertilidade decorrentes do tratamento, além do impacto psicológico. 

1. Disfunção erétil

A causa mais comum de disfunção erétil após cirurgia oncológica é a remoção da glândula, um procedimento chamado prostatectomia.

Os nervos que controlam o fluxo sanguíneo necessário para a ereção podem ser afetados caso o cirurgião não aplique técnicas para preservá-los.

2. Redução da libido

As alterações hormonais após o tratamento oncológico também afetam a sexualidade.

A baixa libido, por exemplo, é um dos efeitos colaterais da hormonioterapia, tratamento que bloqueia a produção de testosterona para limitar o crescimento do tumor.

Essa redução do desejo sexual acontece porque a testosterona é o principal hormônio masculino e desempenha papel fundamental na regulação da função sexual.

3. Alterações na ejaculação

Ter uma disfunção sexual após tratamento oncológico não se limita à disfunção erétil, também podem surgir alterações na ejaculação.

Por exemplo, quando parte da próstata é mantida, existe a possibilidade do homem continuar ejaculando, mas em quantidade reduzida.

Já na prostatectomia radical, a próstata e as vesículas seminais são removidas, o que cessa a produção de sêmen. Nesse caso, o homem passa a ter uma ejaculação seca.

4. Orgasmo diferente ou menos intenso

Quando a próstata é totalmente removida, a produção de sêmen é interrompida, e o orgasmo ocorre sem ejacualação, processo conhecido como “orgasmo seco”.

Como o orgasmo costuma ser associado à ejaculação, alguns homens podem percebê-lo menos intensamente após a prostatectomia radical.

Essa mudança impacta a autoestima masculina e exige acompanhamento especializado para tratar os efeitos psicológicos do câncer na vida sexual.

5. Dor ou desconforto durante o sexo

A cicatrização após cirurgia e os efeitos colaterais da radioterapia podem deixar a região pélvica sensível, causando dor durante o sexo.

É importante consultar o urologista para identificar as causas e receber orientações sobre tratamento para aliviar esses sintomas.

A reabilitação sexual pode ser indicada pelo médico como parte da abordagem terapêutica, de acordo com a avaliação clínica individual.

Homem branco com cabelos e barba castanhos, usando calça jeans e blusa marrom com mangas compridas, está com uma mão segurando o pênis e a outra na altura dos olhos.

6. Alterações na imagem corporal e autoestima

As cicatrizes cirúrgicas, disfunção erétil e alterações hormonais podem afetar a autoestima e imagem corporal após o câncer.

Com essa insegurança, a retomada da sexualidade pode ser ainda mais desafiadora.

7. Ansiedade e medo de desempenho

O medo de falhar sexualmente está diretamente ligado à redução da autoestima provocada pelas mudanças corporais.

Esse conjunto de fatores gera ansiedade e interfere negativamente na resposta sexual, podendo levar o homem a evitar a intimidade, o que aumenta o sofrimento emocional.

Tudo isso reforça a importância do aconselhamento sexual para pacientes oncológicos.

8. Impacto no relacionamento

Os impactos do câncer de próstata na sexualidade masculina interferem na dinâmica do relacionamento. A insegurança corporal e as dificuldades na função sexual podem distanciar o casal quando não existe diálogo.

Quando ambos expõem suas dúvidas, medos e expectativas, o vínculo se fortalece e a ansiedade diminui, favorecendo a adaptação do casal após o diagnóstico de câncer.

9. Diminuição da espontaneidade sexual

A remoção da próstata, a radioterapia e a hormonioterapia podem interferir diretamente nos mecanismos responsáveis pela excitação.

Como consequência, o desejo sexual pode deixar de ser espontâneo, passando a depender mais de estímulos intencionais.

No entanto, a redução da espontaneidade não impede a vivência da sexualidade, que pode assumir novas formas conforme a adaptação individual.

Com apoio psicológico e tratamento individualizado para disfunção erétil, podem ser exploradas estratégias para adaptação da vida íntima conforme as condições clínicas de cada paciente.

Como cuidar da sexualidade durante e após o tratamento

Mudanças na sexualidade durante e após o tratamento são normais e fazem parte da adaptação do corpo às terapias.

Ter esse entendimento ajuda a reduzir a ansiedade, a culpa e a sensação de isolamento, permitindo que o homem lide com esses sentimentos de forma saudável.

A reabilitação sexual conduzida pelo urologista é o primeiro passo nesse cuidado. Após uma avaliação individualizada, o médico traça estratégias para recuperar a função sexual.

O diálogo aberto é outro pilar essencial. Falar sobre medos, expectativas e limitações favorece o fortalecimento da conexão emocional e a construção de novas formas de intimidade.

Paciente e médico apertando as mãos no consultório. Na imagem há também uma mulher mostrada de costas de forma desfocada.

Converse com o Dr. Paulo Egydio

Os impactos do câncer na sexualidade masculina devem ser avaliados individualmente, sendo o acompanhamento médico importante para orientação e definição de condutas.

O Dr. Paulo Egydio é especialista em tratamentos de doenças da próstata e está pronto para orientar seus pacientes.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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