Os principais hormônios masculinos são: testosterona, DHT, LH, FSH e DHEA. Eles regulam características sexuais, a libido, a produção de espermatozoides e influenciam o metabolismo como um todo, não apenas a função sexual. Saiba mais!
Cerca de 50 hormônios trabalham em conjunto para manter o corpo funcionando de maneira ideal. A testosterona é um deles, e desempenha funções além da sexualidade. Nos homens, além desses papéis, é fundamental para o crescimento dos tecidos reprodutivos na puberdade e a produção de espermatozoides.
Embora seja mais conhecida por seu papel na libido e nas características sexuais secundárias, a testosterona também influencia o desenvolvimento muscular, a distribuição de gordura e a absorção de cálcio.
Além da testosterona, diversos outros hormônios sexuais do homem desempenham papéis essenciais na saúde masculina. A dihidrotestosterona (DHT) influencia o crescimento de pelos e a saúde da próstata. Sem o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH), não há produção de testosterona e de espermatozoides.
Outros hormônios como estrógenos, cortisol, prolactina, DHEA e insulina também têm funções vitais, abrangendo desde o equilíbrio hormonal e a saúde óssea até a regulação do estresse e metabolismo.
Para saber mais sobre cada um deles, continue a leitura. Entenda o que a deficiência hormonal pode causar e como manter a saúde em dia.
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Quais são os hormônios do homem?
O sistema endócrino, formado por glândulas como o hipotálamo, a tireóide, a hipófise, as suprarrenais e os testículos, é responsável pela produção e liberação de hormônios na corrente sanguínea. Esses hormônios atuam em locais específicos do corpo, ligando-se a células com receptores correspondentes.
Hormônio Folículo-estimulante (FSH)
Produzido pela hipófise anterior, o FSH é vital para a espermatogênese. Ele atua diretamente nas células de Sertoli dos testículos, estimulando a maturação dos espermatozóides e promovendo a produção de proteínas que sustentam o desenvolvimento espermático.
Hormônio Luteinizante (LH)
Também secretado pela hipófise anterior, o LH estimula as células de Leydig nos testículos a produzir testosterona que, por sua vez, é essencial para o desenvolvimento das características sexuais secundárias e para a manutenção da função reprodutiva.
Dehidroepiandrosterona (DHEA)
Produzido principalmente nas glândulas adrenais, o DHEA é um precursor para a síntese de testosterona e estrogênios. O DHEA é convertido em testosterona e outros andrógenos nas células-alvo.
Com a idade, os níveis de DHEA diminuem, o que pode afetar a produção de testosterona e contribuir para sintomas relacionados ao envelhecimento, como fadiga e diminuição da massa muscular. Na andropausa, a produção de hormônios sexuais masculinos cai naturalmente.
Testosterona
A testosterona, principal hormônio sexual masculino produzido pelos testículos, é responsável por promover e manter as características sexuais secundárias, como pelos faciais e corporais e voz mais grave.
Este hormônio atua no sistema musculoesquelético, aumentando a massa muscular e a densidade óssea. Além disso, a testosterona regula a libido e influencia a produção de espermatozoides. A sua ação é mediada por receptores androgênicos, que são encontrados em vários tecidos do corpo.
Sinais e sintomas de desequilíbrios hormonais
Os sintomas de desequilíbrio hormonal em homens podem variar e impactar diversas áreas da saúde. A diminuição da força e massa muscular é um sinal comum, muitas vezes associado à queda nos níveis de testosterona, o que pode levar a uma perda significativa de massa magra e redução da força física. Simultaneamente, pode ocorrer um aumento da gordura corporal, especialmente na região abdominal.
Outros sintomas incluem disfunção erétil, que pode ser causada pela diminuição dos níveis hormonais essenciais para a função sexual, e queda de libido, que também está ligada à redução da testosterona, assim como a perda de densidade óssea.
Além disso, os homens podem experienciar depressão, problemas de memória e cognição, e irritabilidade, todos relacionados a alterações no equilíbrio hormonal que afetam o bem-estar mental e emocional. O enfraquecimento de cabelos e pêlos corporais é outro possível sinal, refletindo a redução de andrógenos responsáveis pelo crescimento capilar.

Diagnóstico e tratamentos para desequilíbrios hormonais em homens
Para diagnosticar desequilíbrios hormonais em homens – sejam deficiências ou excessos -, o médico geralmente solicita uma série de exames laboratoriais.
Estes exames incluem a análise dos níveis de:
- testosterona;
- hormônio folículo estimulante (FSH);
- hormônio luteinizante (LH);
- prolactina;
- estradiol;
- hormônio tireoestimulante (TSH);
- T3, T4;
- antígeno prostático específico (PSA);
- glicemia;
- hemoglobina glicada.
O tratamento para desequilíbrios hormonais em homens varia conforme a causa e a gravidade do problema. A terapia de reposição hormonal com testosterona é uma abordagem comum, especialmente quando há deficiência, e deve ser ajustada às necessidades individuais para evitar efeitos colaterais.
Mudanças no estilo de vida, como melhorias na dieta, aumento da atividade física e estratégias para gerenciar o estresse, também são recomendadas. Em alguns casos, tratar condições médicas subjacentes ou ajustar medicamentos pode ser necessário para corrigir o desequilíbrio hormonal.
Pode tomar hormônio masculino sem receita médica?
Não! O uso de testosterona sem orientação médica é desaprovado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e pode causar sérios riscos à saúde. Alguns homens, especialmente fisiculturistas e frequentadores de academias, buscam aumentar rapidamente a disposição e a massa muscular dessa forma.
Efeitos colaterais graves, como o aumento das células sanguíneas, o risco de embolias, o aumento da glândula prostática e a ginecomastia (aumento anormal das glândulas mamárias em homens) podem surgir dessa prática.
Além disso, o uso inadequado de testosterona pode provocar disfunções hormonais significativas, como atrofia dos testículos e diminuição da produção de espermatozóides, resultando em infertilidade. Qualquer tratamento hormonal deve ser realizado sob supervisão médica para evitar complicações.
Como manter o equilíbrio hormonal masculino?
Para manter os hormônios funcionando de forma saudável, é preciso adotar uma rotina que abrange dieta, atividade física, sono e gerenciamento do estresse. Cada um desses fatores desempenha um papel importante na regulação dos níveis hormonais e na promoção do bem-estar geral.
Alimentação rica em zinco e vitamina A
Adotar uma dieta nutritiva e equilibrada é uma das melhores formas de aumentar a testosterona. Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram uma correlação entre os níveis de testosterona e a ingestão de gordura saudável, a manutenção do peso baixo, o consumo de menos calorias, a ingestão de proteína suficiente e o controle dos carboidratos.
Alimentos que são boas fontes de zinco e vitamina A também têm um efeito benéfico. Por isso, inclua na dieta feijão, castanhas, fígado, folhas escuras (espinafre, couve) e tomate.
Bons níveis de vitamina D
Há evidências de um estudo da Universidade Médica de Graz, na Áustria, de que há ligação entre a testosterona circulante e a quantidade de vitamina D no organismo.
No estudo em questão, a vitamina D foi obtida por meio de suplementos, mas é possível atingir bons níveis de vitamina D a partir da exposição moderada ao sol e do consumo de alimentos como salmão, sardinha, atum, ovo e cogumelos.
Prática de atividade física
Existe uma relação benéfica entre a prática de atividades físicas e o aumento dos níveis de testosterona no corpo, embora os pesquisadores não compreendam ainda como isso acontece.
Uma possibilidade é que a redução de gordura corporal tem um efeito impulsionador para o hormônio. Por isso, alguns exercícios aparentemente funcionam melhor do que outros. É o caso dos treinos aeróbicos e da musculação moderada a intensa. A continuidade da prática também é importante.

Boas noites de sono
Em um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, os pesquisadores concluíram que homens que têm menos de cinco horas de sono por noite apresentam redução de cerca de 15% na produção de testosterona.
Como o hormônio é produzido durante o sono, a qualidade da noite é muito importante. Ter um bom sono estimula a produção desse hormônio, além de diminuir o cortisol – hormônio do estresse e que pode provocar o aumento de peso, que interfere de forma negativa na produção da testosterona.
Evitar o estresse
O colesterol é um tipo de gordura necessário para a produção tanto do cortisol quanto da testosterona, entre outros.
Se você anda muito estressado, o seu organismo produzirá mais cortisol e menos testosterona, e o aumento do cortisol faz com que você ganhe tecido adiposo. O excesso de peso é inimigo da testosterona, e pode fazer com que os níveis do hormônio decaiam.
Procure incluir hábitos que reduzam o estresse no seu dia a dia, como técnicas de meditação, redução no consumo de cafeína, um bom gerenciamento de seu tempo, além de dieta balanceada e exercícios físicos.

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