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A fratura de pênis é uma lesão séria que ocorre no pênis ereto e requer atendimento médico imediato, pois pode causar complicações à vida sexual se não tratada adequadamente.
Apesar de não ter osso, o termo fratura peniana se popularizou para remeter a casos em que um trauma acontece durante a ereção: a ruptura súbita da membrana que envolve os corpos cavernosos, causando dor imediata e possíveis sequelas.
A condição é um tanto quanto rara. Não há dados sobre a incidência no Brasil, mas um estudo multicêntrico publicado no The Journal of Sexual Medicine mostrou uma incidência estimada de 1,02 casos por 100.000 homens ao ano, com 8 mil atendimentos nos prontos-socorros dos Estados Unidos entre 2010 e 2014.
A fratura peniana necessita de atenção médica imediata para prevenir complicações sérias. A seguir, entenda os principais aspectos dessa condição e as formas de prevenção.
O que é fratura peniana?
A fratura do pênis se caracteriza pela ruptura de uma estrutura chamada túnica albugínea, que envolve o corpo cavernoso do pênis, e a perda imediata da ereção, devido a trauma ou forte impacto no pênis em estado ereto.
Essa ruptura ocorre principalmente durante atividade sexual vigorosa. A posição “de quatro” é, inclusive, uma das mais arriscadas no Brasil, conforme mostrou um relatório divulgado no International Brazilian Journal of Urology.
De forma geral, as causas da fratura peniana estão ligadas a trauma ou pressão excessiva aplicada diretamente ao pênis ereto, como nas seguintes situações:
- Quedas sobre objetos duros;
- Acidentes de trânsito;
- Forçar o órgão quando ele está ereto;
- Masturbação compulsiva;
- Dormir de bruços durante uma ereção involuntária.
Sintomas da fratura peniana
Os sintomas da fratura peniana costumam aparecer rapidamente e podem parecer assustadores, mas é preciso conhecê-los e manter a calma para buscar ajuda médica:
- Estalido (som) gerado pela ruptura do corpo cavernoso;
- Dor intensa;
- Perda súbita da rigidez do pênis (detumescência peniana);
- Hematoma;
- Inchaço (edema).
Se o homem desconfiar de fratura peniana, é possível, como atitude emergencial, colocar gelo na área afetada e ir urgentemente ao pronto-socorro.
Como é a dor da fratura peniana?
- “A dor da fratura peniana é inesquecível.”
É assim que muitos pacientes descrevem o momento da lesão. A dor surge no exato instante da ruptura dos corpos cavernosos — intensa, súbita e lancinante — fazendo o homem interromper imediatamente qualquer atividade.
Essa dor pode ser descrita como uma sensação de “estalo”, acompanhada de um som audível que lembra um “crack”. O barulho ocorre porque os tecidos internos do pênis se rompem de maneira abrupta.
Após o rompimento inicial, a dor tende a permanecer, com o surgimento de inchaço e formação hematoma, o que o que aumenta a sensibilidade no pênis.
Nos casos mais graves, a fratura peniana pode ser acompanhada de danos à uretra (canal por onde passa a urina). Se isso ocorrer, pode haver dificuldade ou impossibilidade de urinar, acompanhada de sangue na urina.
Diagnóstico da fratura peniana
Na maioria das vezes, o pênis quebrado é um quadro tão característico que a confirmação é feita apenas clinicamente, com base no relato do paciente e no exame físico feito pelo médico.
Quando há alguma dúvida ou necessidade de avaliar possíveis danos, é possível realizar exames como ultrassonografia com Doppler e uretrografia.
Se o homem não buscar ajuda para a fratura peniana rapidamente, ele pode sofrer consequências graves para a sua vida sexual.
Tratamento da fratura peniana
Devido ao risco de complicações graves e permanentes, essa lesão é considerada uma emergência urológica, exigindo avaliação e tratamento imediatos para preservar a função erétil e evitar deformidades.
De acordo com o guia clínico para profissionais de saúde StatPearls, o tratamento da fratura peniana é cirúrgico, com uma intervenção rápida da lesão da túnica albugínea, uretra (se houver) e introdução de uma sonda.
A cirurgia é realizada sob anestesia. O primeiro passo do procedimento é fazer uma incisão na pele do pênis para expor a área danificada. O cirurgião, então, identifica a ruptura nos corpos cavernosos e quaisquer outras lesões associadas, como danos à uretra.
Uma vez localizada a ruptura, o cirurgião sutura cuidadosamente os tecidos rompidos com fios finos e absorvíveis, que minimizam o risco de cicatrizes grosseiras e facilitam a cicatrização.
Se a uretra também estiver danificada, ela será reparada durante o mesmo procedimento.
Após a reparação dos tecidos internos, a incisão na pele é fechada com pontos, e o pênis é envolvido em um curativo para proteger a área e reduzir o inchaço.
O paciente é então levado para a sala de recuperação, onde será monitorado até que a anestesia passe completamente.
Não há tratamento medicamentoso disponível. Em alguns casos, medicamentos podem ser administrados para prevenir infecções pós-cirúrgicas.
Em casos específicos – como lesões pequenas, sem deformidade e sem suspeita de lesão da uretra, ou em pacientes com contraindicação à cirurgia – o tratamento pode ser: imobilização, compressão local, uso de anti-inflamatórios e analgésicos.
Alguns pacientes também recebem medicamentos para suprimir ereções, como determinados antidepressivos.
Entretanto, esse tipo de abordagem apresenta maior risco de complicações futuras, sendo indicado apenas em situações restritas.
Recuperação e sequelas possíveis
Quanto mais precoce a cirurgia, melhor o prognóstico para o paciente.
Uma recente publicação na Therapeutics and Clinical Risk Management alerta que, se o tempo entre o trauma e a intervenção cirúrgica ultrapassar 12,5 horas, o risco de desenvolver disfunção erétil aumenta.
A maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia. O acompanhamento médico é crucial durante as semanas seguintes para monitorar a cicatrização e garantir que não haja complicações.
O tempo de recuperação após fratura peniana varia de pessoa para pessoa, mas geralmente segue um padrão que envolve as seguintes etapas:
- Nos primeiros dias: controle e redução da dor e do inchaço com remédios para fratura peniana. O médico pode prescrever analgésicos e recomendar repouso absoluto para minimizar o desconforto.
- De duas a quatro semanas: uso de gelo e elevação do pênis para reduzir o inchaço e promover a cicatrização. Nesse período, o pênis ainda pode estar sensível e o inchaço pode levar algum tempo para diminuir completamente. Se houver sonda, ela é retirada nesse intervalo.
Após cerca de quatro a seis semanas, muitos homens começam a notar melhorias significativas. No entanto, é importante seguir todas as orientações médicas durante este período para evitar complicações.
A abstinência sexual geralmente é recomendada por pelo menos 6 a 8 semanas para garantir que os tecidos tenham tempo suficiente para se recuperar completamente.
Com o tratamento adequado e o acompanhamento médico contínuo, a recuperação costuma ocorrer entre 3 e 6 meses, variando conforme o grau da lesão e a resposta individual de cada paciente.
Porém, alguns pacientes podem ficar com sequelas temporárias ou permanentes, como:
- Formação de fibroses, causando curvatura peniana;
- Cicatrizes no pênis
- Ereções dolorosas;
- Distúrbios urinários;
- Impacto emocional.
Vida sexual após a fratura peniana
De modo geral, após o tratamento adequado e acompanhamento médico, é possível retomar a função sexual, especialmente quando o atendimento ocorre precocemente.”
Entretanto, em muitos pacientes, as sequelas prejudicam a qualidade de vida sexual. Fratura peniana e impotência, curvatura peniana e sentimentos negativos na hora H são associações comuns, e devem ser tratadas com a ajuda de um médico especializado.
Com o tratamento adequado, o paciente pode ter melhora funcional e estética, sempre dependendo da gravidade da lesão e da resposta individual à cirurgia.
Como evitar a fratura peniana?
Prevenir uma fratura peniana é fundamental para evitar a dor intensa e as complicações associadas a essa lesão. Algumas medidas podem reduzir significativamente o risco de sofrer uma lesão na região:
- Ser cuidadoso durante o sexo: a maioria das fraturas ocorre durante a atividade sexual vigorosa. Para evitar fratura, evite movimentos bruscos e posições arriscadas que possam colocar pressão excessiva no pênis.
- Comunicação: certifique-se de que o parceiro esteja ciente dos movimentos. Ao sentir desconforto ou dor, pare imediatamente e ajuste a posição ou a intensidade.
- Evitar dobrar o pênis ereto: nunca dobrar ou forçar o pênis ereto para baixo. Essa prática pode causar uma pressão extrema nos corpos cavernosos e levar a uma fratura.
- Monitorar a saúde do seu pênis: se notar qualquer anormalidade, como dor persistente, curvatura ou dificuldade para manter uma ereção, é preciso consultar um médico.
- Evitar o uso excessivo de medicamentos para ereção: medicamentos para disfunção erétil devem ser usados com cautela e sob orientação médica.
Quando procurar o urologista
Se durante a ereção houver um estalo súbito, dor intensa imediata, perda da rigidez, inchaço ou hematoma, é obrigatório procurar atendimento médico de urgência, de preferência um pronto-socorro com urologista.
Caso não consiga ir direto a um hospital com especialista, vá ao pronto-socorro mais próximo, pois essa é uma emergência que deve ser operada o quanto antes para evitar sequelas como disfunção erétil e curvaturas.
Após o atendimento de emergência, busque um urologista para avaliar detalhadamente o caso e, se necessário, minimizar as sequelas.
Dúvidas? Entre em contato com o Dr. Paulo no WhatsApp
A fratura peniana tem tratamento, assim como as sequelas que eventualmente possam ocorrer.
Grande parte dos pacientes apresenta boa recuperação da função peniana após o tratamento e acompanhamento médico adequados, mas, se você tiver preocupações ou quiser uma avaliação profissional, fale com o Dr. Paulo Egydio.
O urologista atua há mais de 25 anos com homens que apresentam disfunção erétil e curvatura peniana, oferecendo tratamento especializado..
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