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A esclerose múltipla pode causar impotência sexual por danos neurológicos, efeitos colaterais de remédios, fadiga e fatores emocionais. Tire suas dúvidas.
A esclerose múltipla ataca a capa que protege os neurônios. Isso prejudica a comunicação entre o cérebro e o corpo, atrapalhando várias funções, dentre elas, a erétil. Saiba mais sobre a relação entre esclerose múltipla e impotência sexual.
A esclerose múltipla pode causar disfunção sexual em homens?
A disfunção erétil na esclerose múltipla é comum porque a condição danifica a bainha de mielina, substância que recobre e protege os neurônios no sistema nervoso central.
A bainha de mielina faz os impulsos nervosos viajarem entre o cérebro e o resto do corpo na velocidade adequada para permitir processos como movimento, equilíbrio e respostas sexuais.
Quando ela é destruída, os impulsos ficam muito lentos e o cérebro não consegue enviar sinais para os nervos pélvicos ao perceber estímulos sexuais. Por isso, a quantidade de sangue no pênis não aumenta e o membro não fica ereto.
Como a esclerose múltipla afeta a função erétil
Três frentes explicam o impacto da esclerose múltipla na vida sexual.
- Dano neurológico;
- Medicamentos usados no tratamento;
- Questões emocionais.
O dano neurológico bloqueia ou distorce os sinais nervosos envolvidos no enrijecimento peniano, resultando em ereções fracas, involuntárias ou ausentes.
Os medicamentos usados no tratamento da esclerose múltipla, como os antiespásticos, que reduzem os espasmos musculares comuns na doença, podem relaxar excessivamente o músculo peniano e dificultar a manutenção da ereção.
Os efeitos da esclerose múltipla na função sexual podem ser explicados também pela insegurança, ansiedade, depressão, frustração e raiva. Com isso, o homem se sente inadequado, com vergonha de sintomas como tremores, fadiga intensa, lentidão mental, sintomas urinários, dentre outros.
Principais causas de impotência sexual em homens com esclerose múltipla
As causas de impotência na esclerose múltipla são de ordem primária, secundária, terciária e quaternária. Confira:
- Causas neurológicas: danos da bainha de mielina atrapalham os sinais elétricos que controlam a ereção;
- Causas físicas: a fadiga extrema, espasmos e a fraqueza muscular geram ansiedade de desempenho que dificultam a ereção;
- Causas emocionais e psicossociais: ansiedade, falta de autoestima, inadequação, depressão, frustração e dificuldade de comunicação no relacionamento;
- Medicamentosa: medicamentos para espasmos e antidepressivos.

Sintomas de disfunção erétil em homens com esclerose múltipla
Conheça os sintomas de disfunção erétil na esclerose múltipla:
- Dificuldade para iniciar a ereção;
- Ereções fracas;
- Incapacidade de manter a ereção;
- Ausência de ereções matinais.
Tratamentos eficazes para impotência sexual em homens com esclerose múltipla
As terapias para impotência sexual em pacientes com esclerose múltipla buscam melhorar a função sexual e promover bem-estar, respeitando os limites de cada caso. Confira os protocolos praticados:
- Medicamentos orais: caso não existam contraindicaões cardiovasculares, se a disfunção erétil não for totalmente causada por lesões medulares e se ainda há algum sinal nervoso;
- Injeções penianas: caso os medicamentos orais não funcionam;
- Bombas à vácuo: um tubo de plástico que deve ser encaixado no pênis e acionado manualmente para criar vácuo e aumentar o fluxo sanguíneo;
- Psicoterapia: o apoio psicológico para disfunção erétil é importante para o homem lidar com a ansiedade, depressão e insegurança;
- Fisioterapia pélvica e reabilitação sexual: para fortalecer o assoalho pélvico;
- Ajuste de medicamentos: o tratamento da esclerose múltipla pode ser ajustado para reduzir efeitos colaterais;
- Prótese peniana: a prótese peniana pode ser considerada em casos de disfunção erétil grave e refratária às abordagens clínicas anteriores.
Como a esclerose múltipla pode afetar a qualidade de vida sexual masculina?
A esclerose múltipla afeta a sexualidade masculina em vários níveis: biológico, funcional, psicológico e relacional. Veja:
- Disfunção erétil;
- Perda de sensibilidade na região pélvica;
- Ejaculação precoce, retardada ou ausente;
- Fadiga extrema;
- Fraqueza muscular;
- Baixa libido;
- Falta de autoestima, ansiedade, medo de rejeição, frustração.
Quando procurar ajuda médica para disfunção sexual causada pela esclerose múltipla?
É preciso consultar o urologista quando houver:
- Dificuldade constante de ereção;
- Problemas de ejaculação;
- Perda de sensibilidade e de prazer sexual;
- Queda na libido.
A esclerose múltipla traz desafios à sexualidade. Com orientação urológica e psicológica, é possível avaliar estratégias que favoreçam a manutenção da intimidade e o bem-estar sexual. Faça uma pré-análise com o Dr. Paulo e dê o primeiro passo.



